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sábado, 18 de abril de 2020

Em Prova: Mãos Signature Rodolfo Miranda

Projecto duriense de cariz totalmente familiar, em que 4 irmãos que encabeçam o projecto, decidiram dar continuidade ao legado do seu pai, que produzia vinho maioritariamente para consumo próprio, criando assim uma empresa produtora de vinhos, na região Duriense. São eles Roberto, Ricardo, Rafael e Rudolfo, com o primeiro nome começado por "R", daí o nome adoptado de R4 Vinhos. Os 4 IRMÃOS deram as MÃOS em prole da continuidade e expansão do projecto familiar e assim naturalmente nasceram as marcas Irmãos e Mãos, em analogia ao trabalho laborioso dos vinhedos à garrafa, ao conceito que norteia a constituição da empresa familiar e de mãos dadas rumo ao futuro e à excelência. Este Signature, da autoria do "mano" Rodolfo Miranda é um branco de 2015, feito de Cerceal da Bairrada, plantado no Douro na década de 90. Um branco untuoso e cheio de garra (19,90€), para assistir à prova completa, no video a seguir:

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Novidade: Herdade do Rocim Tinto 2018

A Herdade do Rocim localiza-se na Vidigueira, no Alentejo. Nos últimos anos tem apresentado um standard de consistência de qualidade notável, em todas as referências. Este vinho, o Herdade do Rocim Tinto 2018 acabadinho de chegar ao mercado é super equilibrado e muito agradável de se beber, num conjunto que se consegue obter facilmente nas grandes superfícies, por menos de 8€. Assistam à prova completa do vinho, no vídeo a seguir:



Sérgio Costa Lopes

sábado, 11 de abril de 2020

Em Prova: Quinta do Perdigão Rosé 2017

A Quinta do Perdigão é um projecto localizado em Silgueiros, na região do Dão.  Liderado pelo carismático arquitecto José Perdigão, juntam arte (nos rótulos desenhados por Vanessa e nos ContraRotulos bem descritivos) à arte de fazer vinho, da forma mais natural possível, privilegiando o terroir. O Quinta do Perdigão Rosé 2017 e um vinho seco, elegante e muito versátil a mesa (8,90€) Por favor assistam à prova completa deste vinho, no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Vinhos Souvall

Lúcia e Américo Ferraz, ambos médicos dentistas, a trabalhar em Aveiro, mas com raízes familiares na Meda, mais propriamente na aldeia de Vila Flor, do lado pertencente à Beira Interior. Há muitos anos, a tradição familiar tem vindo a ser a de trabalhar as vinhas e a produzir bom vinho, mas nunca de forma mais séria. Até agora, com o lançamento da marca Souvall, com dois vinhos, um branco e um tinto, cheios de vivacidade. Com o foco na produção de nectares de qualidade, vem uma adega modernizada com condições para produzir vinho para ser partilhado com o mundo, contando com a  consultoria do jovem enólogo Pedro Branco.

O Souvall Colheita Seleccionada Branco 2017 é produto das castas Fernão Pires, Rabigato e Viosinho de vinhas velhas com mais de 50 anos, plantadas a mais de 500 metros de altitude. Uma primeira edição de um branco mineral, complexo, elegante e fresco, com apenas 12 graus de álcool, muito versátil à mesa e que evoluirá bem na garrafa seguramente. 12€


O Souvall Reserva Tinto 2017 é também proveniente de vinhas com mais de 50 anos, com predominância das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Roriz e Tinta Barroca. Apenas 50% do lote tem passagem por madeira. O resultado é um vinho super fresco, ainda muito novo, mas que já dá grande prazer à mesa. Taninos elegantes, mineral, com fruta muito bonita, final longo e acidez salivante que juntamente com os seus apenas 12,5 graus de álcool fazem a garrafa "voar" num ápice. 13€.

 

Um projeto cujas primeiras colheitas são surpreendentes e nos aguçam o apetite naturalmente para o que virá de seguida. A acompanhar de perto. Comprar AQUI.


Sérgio Lopes

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Em Prova: Zafirah Tinto 2018

Terceira edição de Zafirah, o vinho de Constantino Ramos, enólogo de Anselmo Mendes. Trata-se de um "verde tinto", produzido das castas típicas tintas da região de Monção, com predominância de Alvarelhão, secundado por Borraçal, Pedral e apenas um pouco de Vinhão. provenientes de uma vinha com mais de 70 anos ainda com sistema de condução em latada procurando imitar esses vinhos, que há época eram comparados aos Borgonha. 

Depois de um primeiro ano - 2016, disruptivo e de um segundo ano - 2017, mais polido, surge agora na terceira edição, num perfil intermédio entre as edições de 2016 e 2017, mostrando-se muito equilibrado e guloso. Talvez com uma acidez mais próxima do 2016, de que tanto gostei. O resultado, um tinto super fresco, com uma concentração de fruta fresca balanceada na medida certa, uma belíssima acidez e uma atracção no copo tão grande, que corremos o risco de a garrafa acabar num ápice. Pouco álcool e muito sabor num tinto da região dos vinhos verdes que é obrigatório conhecer. PVP: 11€. Garrafeiras.

Video da prova do Zafirah 2018:



Sérgio Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Em Prova: Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Bruto Rosé 2017

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.

Ver o video completo abaixo:


Prova dos restantes vinhos Prior Lucas, AQUI.

Sérgio Costa Lopes

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Em Prova: Cinetica Branco 2017

O enólogo Henrique Cizeron viajou e trabalhou em várias regiões, incluindo por exemplo a Nova Zelândia, onde ainda produz a marca Toroa. Mas hoje falo-vos sobre a marca Cinetica, vinhos do Douro produzidos há algum tempo e que são lançados, supostamente, quando estão num bom momento. Em breve a marca sairá do Douro para os verdes, mas isso fica para uma outra publicação. O Cinetica Branco 2017 é proveniente de vinhas velhas, de altitude, fermentando e estagiando em barrica de carvalho francês. Um branco gordo, untuoso e cheio de frescura. PVP:13€: Garrafeiras.

Para ver a descrição completa em video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Em Prova: 70/30 Tinto 2017

Depois do sucesso dos seus vinhos "identidade", feitos em homenagem aos seus filhos e esposa, o Sommelier Pedro Martin lança agora o vinho 70/30, um tinto produzido na Beira Interior, com enologia de Patricia Santos (dois.pomto.cinco, Rosa da Mata), que pretende ser a visão de Pedro sobre o perfil que a região pode produzir. 70% de Rufete da sub-região da Cova da Beira passa por madeira e  30% de uvas provenientes da sub-região de Pinhel, completam o lote. O calor da Cova da Beira temperado com a frescura de Pinhel resultam num vinho, no mínimo curioso.  PVP: 13€. Garrafeiras.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:


Sérgio Costa Lopes

sábado, 28 de março de 2020

Em Prova: Quinta Serra D'Oura Reserva Branco 2017

Head Rock é um projecto de Trás-os-Montes, mais propriamente, localizado em Vidago, e cujo primeiro vinho nasce apenas em 2011. Liderado pelo jovem e simpático casal Carlos Bastos e Rita Ferreira, para além da marca "umbrella" Head Rock, com vinhos sem passagem por madeira, a marca Quinta Serra D'Oura é sempre um field blend, com passagem por madeira. O Quinta Serra D'Oura Branco Reserva 2017 é repleto de de frescura, com pouco álcool - 12,5º, mostrando-se muito versátil à mesa. PVP: 15€.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:


Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 27 de março de 2020

Em Prova: Gradual Tinto 2015

Um dos vinhos que mais gozo me dá a beber é o duriense Gradual, proveniente da Quinta da Costa do Pinhão. Na sua segunda edição, o Gradual 2015 mantém a composição de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca de vinhas com cerca de 45 anos. Já não o provava há algum tempo, parecendo-me nesta fase com um pouco mais de estrutura do que o 2014 e também um pouco mais longo, talvez reflexo do ano? De resto, mantém a característica de elegância e easy drinking que tanto gozo me dá. Com meio corpo, taninos redondos, mas firmes, um vinho elegante, com boa cidez,  amplitude e profundidade, apesar da sua aparente facilidade de prova. O decanter até parecia estar furado... PVP 12.90€. Garrafeiras.

Aqui fica a apreciação do vinho em video:



Sérgio Lopes

quarta-feira, 25 de março de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Reserva 2017

Se os vinhos Herdade do Rocim Alicante Bouschet 2017 e Herdade do Rocim Touriga Nacional 2017 mostram o que as castas individualmente aportam no terroir da Vidigueira, traduzindo-se em dois belíssimos vinhos, eu diria que o Herdade do Rocim Reserva 2017 representa realmente um reserva * de qualidade superior. Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonez compõe o lote que estagia em barricas novas de carvalho francês por 14 meses. Resulta num vinho com fruta preta e especiarias. A boca apresenta taninos sedosos, conjugando frescura, potencia e elegância, num conjunto de grande equilíbrio, que brilhará à mesa e terá um belo futuro de evolução nobre em garrafa. PVP: 14€. Comprar AQUI

*tantas vezes a palavra reserva é utilizada no Alentejo de uma forma pouco nobre em vinhos de baixa qualidade, o que não é nada o caso deste Herdade Do Rocim Reserva 2017

Sérgio Lopes

terça-feira, 24 de março de 2020

Em Prova: Deslumbre Alvarinho 2019

Proveniente da freguesia de Figueiras, concelho de Lousada, o projeto do vinho "DESLUMBRE" nasceu à 8 anos numa "brincadeira" no sentido da criação de um vinho para consumo próprio, mas cedo Jorge Pinto se apaixonou pelo mesmo e decidiu criar e lançar a marca Deslumbre, apenas 2 anos depois, em 2014, com o objetivo de o comecializar. Para além do vinho que dá nome ao projecto, composto por Alvarinho, Loureiro e Arinto, o produtor aposta agora em dois vinhos produzidos 100% da casta Alvarinho, um sem madeira o Deslumbre Alvarinho 2019 e outro com passagem por barrica o Quinta D. Dores, de que falaremos mais tarde. O Deslumbre Alvarinho 2019 faz jus por um lado à casta, traduzindo-se num vinho aromático - exuberante até e refrescante, por outro lado, ao enólogo António Sousa, tornando-o bastante comercial com a adição de um pouquinho de gás - muito ligeiro. Um registo mais próximo do vinho verde tradicional, do que por exemplo de alguns exemplares mais sérios da casta, sobretudo na sub-região de Monção e Melgaço, apesar do bom equilíbrio do conjunto. PVP: 8,5€. Comprar Aqui. 

Sérgio Lopes

segunda-feira, 23 de março de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Sommelier Edition Arnaud Vallet 2015

O enólogo Pedro Ribeiro, da Herdade do Rocim, e o sommelier Arnaud Vallet. do Vila Joya, juntaram-se para criar um vinho onde pontuam as castas Alicante Bouschet, Tannat e Syrah, com estágio em madeira por 24 meses. O resultado, um belíssimo vinho Alentejano, cheio de garra. Com castas poderosas como o Alicante Bouschet e a Tannat, temos um vinho complexo e denso, onde fruta madura, pimentas e um lado vegetal, aliados a taninos verdes firmes, conferem enorme frescura ao vinho. Em suma, sente-se o calor do terroir Alentejano, mas o vinho nunca se torna chato. Pelo contrário, é seco, carnudo, elegante e com um óptimo volume de boca. Muito bem. Excelente à mesa. PVP: 20€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

domingo, 22 de março de 2020

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2019

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde feito de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. A edição de 2018 aparece com uma nova imagem, mais "clean" e moderna, com as castas utilizadas, visíveis em primeiro plano. Quanto ao vinho, trata-se de um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. Parece-me mais pronto a beber do que em edições anteriores, dando já uma prova muito agradável. Mas pelo histórico da "coisa" ainda tem muito para crescer nobremente em garrafa. Disponível para todos, a preço cordato, em tempos difíceis onde um copo de um vinho branco de qualidade, certamente amenizará o ambiente. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Convido-vos a assistir à prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Lopes

terça-feira, 17 de março de 2020

Em Prova: Marquês de Borba Branco 2019

Falo hoje de mais uma edição do Marquês de Borba Branco, o 2019, do produtor João Portugal Ramos, do Alentejo. Trata-se de um vinho muito bem conseguido, de enorme consistência ano após ano. Daqueles vinhos que não deixam ninguém ficar mal se a escolha recair nele, numa prateleira de uma grande superfície. Um vinho fresco, leve e citrino, com ligeiro tropical, com boca interessante e que poderá servir como um excelente aperitivo ou acompanhar refeições leves. "Tudo no sítio" com o plus dos 12,5º de álcool contribuírem para a leveza de conjunto, o que é uma mais valia. Numa época difícil, onde a quarentena é necessária, é bom saber que temos num supermercado perto de nós, um belíssimo vinho. PVP: 4,99€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de março de 2020

Em Prova: Zagalos Reserva Branco 2017

Não conhecia este branco proveniente da Quinta do Mouro, que vem assim fazer companhia ao Zagalo tinto, completando a gama média dos vinhos do produtor. Alvarinho, Arinto, Gouveio, Verdelho, Rabigato. Maceração pelicular durante 8 horas. Fermentação e estágio em barricas usadas, com battonnage. O resultado: Um vinho surpreendentemente fresco e com muita tensão, sem perder o equilíbrio. Cor citrina carregada, nariz cheio de frescura, com notas florais, citrinas e alguns melados. Na boca, muita tensão, untuoso, elegante, com notas oxidativas muito giras a conferir-lhe originalidade. Termina longo e cheio de sabor, com os seus singelos 12 graus de álcool. Um branco com uma elevada acidez, que aposto, provado às cegas, dificilmente seria identificado como um branco do Alentejo. Bravo. PVP: 12€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 3 de março de 2020

Em Prova: Vinhos PGA (Pedro Guilherme Andrade)

Com formação em Engenharia Agrónoma e especialização em Enologia, Pedro Guilherme Andrade exerceu diversas funções no sector dos vinhos, desde meados da década de 1990. Como enólogo de várias empresas da Bairrada, contribuiu para o movimento de renovação dos vinhos da região, que hoje assumem um perfil mais moderno sem perderem as suas características matriciais. A sua actividade como produtor individual arrancou no final da década de 2000, aproveitando o know-how adquirido profissionalmente e as excelentes condições vitivinícolas da propriedade familiar., resultando na marca PGA

O PGA Heritage Colllection Bruto 2017 é um espumante feito de Bical, Cerceal e Chardonnay. Com estágio mínimo de 12 meses, antes de degorgement, trata-se de um espumante equilibrado, com uma mousse suave e crocante, capaz de ser consensual. Bem desenhado. 10€. 


O PGA Reserva Tinto 2018 feito de Baga e Touriga Nacional, com a barrica um pouco impositiva nesta fase, num conjunto estruturado e a mostrar que é possível beber um tinto com baga em novo. 10€. Finalmente, o meu favorito, o PGA Reserva Branco 2018, feito de Cerceal, Chardonnay e Arinto, um vinho algo exótico e fresco, com bom volume de boca e elegância de conjunto. 10€.

Um projecto, na minha opinião, a meio caminho entre a tradição e modernidade, com muito espaço para crescer.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Em Prova: Casa do Barroso Alvarinho Reserva 2018

De Cabeceiras de Basto, chega a segunda edição de um vinho branco da casta Alvarinho, pelas mãos do enólogo Márcio Lopes (Permitido, Proibido, Pequenos Rebentos). Se a primeira edição do vinho dos irmãos Barroso tinha um nariz algo exuberante e intenso, 2018 resulta num aroma profundo, contido, carregado de mineralidade, com a fruta em plano menor. A boca tem muita tensão, com grande acidez e frescura, terminando muito seco e gastronómico, austero até, tal a acidez cortante que apresenta nesta fase. Às cegas não o identificaria como alvarinho (mais parecido até com um avesso, ou um arinto, quem sabe), mas isso pouco importa. Importa sim, acompanhar a sua evolução, pois estas características fazem prever boa evolução, num perfil mais sério que o do ano transacto. . PVP: 9,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Em Prova: Vila Alva Branco de Talha Vinhas Centenárias 2017

Proveniente da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, chegou-me à mesa, através de um amigo do Alentejo, um vinho de talha, que tinha enorme curiosidade em provar. Oriundo de vinhas velhas, feito com as castas de antigamente, nomeadamente Antão Vaz, Roupeiro, Manteúdo, Diagalves, Larião e Perrum. Uma produção pequena de apenas 2666 garrafas que se portou lindamente à mesa. De cor dourada, fiel aos tradicionais vinhos de talha, mostrou-se seco, com acidez elevada, contido até, com aromas citrinos, alguma erva de especiaria e notas cerosas e de frutos secos. Demorou a abrir no copo, mas quando o fez, mostrou uma boa estrutura, grande frescura e final mineral, longo e terroso. Um belíssimo exemplar de um talha que nos remete para o classicismo da região. PVP: 14,98€. Comprar Aqui.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Em Prova: Casal da Fradissa

A Biossemente, empresa sediada em Mirandela, cultiva e transforma os seus produtos (vinho, mel e azeite) na freguesia da Fradizela - Mirandela. Os vinhos são designados Casal da Fradissa, dois tintos, fermentados em lagar e com enologia de Jorge Coutinho (Alta Pontuação, Galelo). Vinhos provenientes de Trás-os-Montes, denunciando de imediato a sua proveniência. Um terroir quente, mas em que Jorge Coutinho consegue extrair alguma frescura e fruta bonita. O Casal da Fradissa Tinto 2017 (6€) feito de Touriga Nacional, Tinta Amarela e Tinta Roriz de vinhas novas e velhas é muito equilibrado e versátil gastronomicamente. Gostei até um pouco mais do que o reserva. O Casal da Fradissa Reserva Tinto 2016 (10€), com passagem por madeira, num perfil mais sério e opulento, sem nunca perder a frescura, com toques de rusticidade e uma boca bem estruturada, como é habitual nos vinhos transmontanos. Dois vinhos de Mirandela a ter debaixo do radar. 

Sérgio Lopes