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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Em Prova: Marquês de Marialva Reserva Branco Bical 2017

A Adega de Cantanhede tem evoluído de forma significativa, com o aparecimento de novos vinhos, todos eles com muita qualidade e excelente relação qualidade de preço, sob a batuta do conceituado enólogo Osvaldo Amado. Assim, a referência Marquês de Marialva Reserva Branco, cujo Arinto é excelente e provado aqui, ganhou agora um "irmão" desta feita o Bical. O conceito é o mesmo - ligeira passagem por madeira para o arredondar e dar-lhe mais complexidade. O resultado, um conjunto equilibrado, fino, com notas florais e algum cereal. Madeira bem integrada, com uma boca untuosa e que preenche o palato, com final muito apetecivel. O bical resulta mais em untuosidade e um pouco mais sério que o arinto, que tem mais tensão e crocância. Estilos diferentes, 2 vinhos com muito sabor, a um preço porreiro. PVP: 6,99€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairada, uma vez que grande parte do vinho segue para a exportação.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Em Prova: Herdade do Rocim Amphora Tinto 2018

Este vinho alentejano é uma novidade absoluta para mim. Nunca o tinha provado. Feito das castas Moreto (50%) e Tinta Grossa (30%) - portanto castas associadas a vinhos mais magros, com ainda um toque das "clássicas" Trincadeira (15%) e Aragonez (15%), para equilibrar o conjunto. Como o próprio nome indica, o Herdade do Rocim Amphora 2018 é um tinto que tem fermetação e passagem por ânfora de barro, sendo por isso um vinho de talha certificado. Trata-se de um vinho de aroma delicado e suave, com alguma fruta também ela suave, ligeiro toque a barro e muita leveza de conjunto. É de corpo médio, taninos suaves, equilibrado e apesar de não ter uma grande tensão é um vinho diferente e com acidez suficiente para ligar na perfeição com uns queijinhos de entrada ou por exemplo um peixe no forno. Apenas 12º de alcool, num tinto que se consome com muita facilidade, sobretudo no Verão. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Em Prova: Luis Pato Vinhas Velhas Branco 2015

Chega o Verão e gosto sempre de ter umas garrafas deste clássico da Bairrada, o Luis Pato Vinhas Velhas Branco. Se possivel, com alguns anos de garrafa, pois evolui muito bem. Consegui comprar o 2015 e está num momento excecional para quem gosta de vinhos tensos e minerais. O vinho é um misto de uvas de 3 castas - Bical (50%) em solo argilo-calcário, Cerceal (25%) e Sercialinho (25%), em solos arenosos. Fermentou em cubas de inox durante 4 meses. Em tempos passou por madeira, mas nos útlimos anos, por razões comerciais, só vai ao Inox. É um branco de aroma complexo e profundo, focado nas notas citrinas já um pouco maduras, mas sobretudo é muito mineral. A boca é marcada por uma belíssima acidez, que lhe confere muita frescura. Muita garra e nervo aportam-lhe um caracter gastronómico e dão um gozo enorme a beber assim. Vai crescer em garrafa. mas para já está fantástico em tensão e com um final bem prolongado, com apenas 12,5º de alcool. Um belo vinho. PVP:8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Em Prova: Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon SS 2015

A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, na freguesia de Santo Estevão e Triana, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. A propriedade tem cerca de 50 hectares de vinha. As referências Special Selection dos anos 90 são lendárias, sobretudo os vinhos feitos de Cabernet Sauvignon, que ainda hoje fazem o deleite dos enófilos mais esclarecidos. Foi por isso com enorme agrado que assistimos à reedição deste grande icon da casa, sob o comando do enólogo Gilberto Marques - o Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon 2015

Após passagem de 18 meses por barrica e algum tempo mais em garrafa, chega ao mercado para nos deliciar. De cor bem carregada, apresenta um aroma evidente à casta, carregado de pimento verde, em primeiro plano. Logo seguido por outras especiarias e algum cacau. Na boca apresenta taninos firmes, mas aveludados, com madeira bem integrada que não se sente, mas confere ao vinho um volume muito interessante, preenchendo a boca por completo. O lado especiado e até algo balsamico confere-lhe uma frescura ímpar. Termina seco, longo, equilibrado e com uma acidez vibrante, a pedir um belo naco de carne. Um digno exemplar dos grandes CS de Pancas, de outrora. Bravo. PVP: 19,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Em prova: Altas Quintas Crescendo Branco 2017

O projecto Altas Quintas está(va) localizado no Alentejo, nomeadamente em Portalegre e sempre foi um projecto bem cotado na comunidade enófila, sobretudo pela frescura da Serra de São Mamede e capacidade de guarda dos vinhos produzidos, nomeadamente os tintos, que conjugavam essa frescura com uma potência, invulgares. A localização continua a mesma, mas a quinta onde eram produzidos os vinhos está agora nas mãos da Symington que acaba de lançar as novas marcas Florão -entrada de gama, Quinta da Fonte Souto e o Grande Reserva tinto QFS Vinha do Souto..

Entretanto e a propósito recupero aqui o Altas Quintas Crescendo Branco 2017 que, por um acaso bebi num restaurante, no Guincho, a acompanhar um robalo de mar, superiormente escalado. O vinho é equilibrado, com notas citrinas e tropicais, corpo médio, acidez também média e final a condizer. Equilibrado e com acidez suficiente para aguentar o robalo. Talvez este branco, de 2017, seja o último ano antes da mudança para a Symington. Curioso. PVP: 9€. 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Em Prova: Quinta Vale D' Aldeia Grande Reserva Branco 2015

A Quinta Vale D’Aldeia tem cerca de 200 hectares – sendo 120ha de vinha, 40ha de olival e 10ha de amendoal, na freguesia de Longroiva, na Meda, e a produção atual ronda os 700 a 800 mil litros. O projeto, que tem hoje 21 colaboradores, nasce em 2004 quando os irmãos José e João Amado, apaixonados pela agricultura e com vontade de investirem na sua terra, decidem comprar um hectare de terreno com vinha. A partir daí entusiasmaram-se, foram comprando mais terrenos à volta e investindo na plantação de vinha, olival e amendoal. Em 2009, apostaram na construção de uma moderna adega, com capacidade para cerca de um milhão de litros. O portfolio é vasto e assenta na premissa de vinhos de qualidade, provenientes de um Douro Superior, de vinhas de altitude.

O Quinta Vale D' Aldeia Grande Reserva Branco 2015 é produzido a partir das castas Viosinho, Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina, a cerca de 550 metros de altitude. Tem passagem por madeira nova de carvalho francês. De cor citrina, no nariz apresenta em primeiro plano notas de madeira de qualidade e apontamentos citrinos, já bem harmonizados. A boca é untuosa, com acidez equillibrada, bom volume de boca, alguma cremosidade e uma belíssima acidez, terminando com um bom final de boca. Um vinho com acidez suficiente e versatilidade, que permitiu acompanhar à mesa, um anho assado na Brasa ao jantar e no dia seguinte um robalo do mar grelhado. Um vinho muito bem desenhado e que agradará a quem procurar um perfil de untuosidade e alguma madeira. PVP: 20€. Garrafeiras.


Sergio Lopes

terça-feira, 28 de maio de 2019

Em Prova: Casa do Capitão-Mor Alvarinho 2018

Continua a prova dos brancos de 2018, mais ou menos a chegarem ao mercado, alguns resultando num verdadeiro "infanticidio" no copo... Desta feita, de um produtor que gosto muito - Quinta de Paços, do meu amigo Paulo Ramos e cujo Reserva de 2015 tem sido o meu porto seguro durante este ano. Aliás, qualquer bom vinho branco, em particular, de Alvarinho, só benefeciará com alguns anos de garrafa.

Contudo, este Casa do Capitão-Mor Alvarinho 2018 aparece surpreendentemente com uma prova já muito interessante, dada a sua juventude. Proveniente da sub-região de Monção e Melgaço, mantém o perfil clássico da casa, com notas tropicais, mineralidade e algum pendor austero, mas na minha opinião está mais fresco que o 2017, com grande gordura de boca, mas menos volumoso, quiçá mais afinado e daí, mais pronto a beber. Vai evoluir seguramente muito bem nos próximos tempos. A garrafa voou num ápice! PVP: 9€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Em Prova: Ameal Loureiro 2018

Situada em Ponte de Lima, a Quinta do Ameal há muito que é pioneira na aposta da casta Loureiro, produzindo vinhos de extrema qualidade, longevos e que elevam a casta e a região dos Vinhos Verdes a um outro patamar. De facto, a casta Loureiro quando trabalhada com respeito, paixao e foco é capaz de produzir grandes vinhos. Exemplos como Anselmo Mendes (Muros Antigos), Márcio Lopes (Pequenos Rebentos Vinhas Velhas), ou José Domingues (Valle da Fonte), entre outros, são de prova obrigatória.

O Ameal Loureiro de 2018, mostra a consistência habitual ano após ano - Aromaticamente limpo e muito bonito, com notas florais e citrinas;  muito fresco, elegante e preciso; Seco, crocante e com final refrescante. Muito novo, claro está, mas já a dar uma belíssima prova. Já não o bebia há algum tempo e esteve óptimo a mesa! PVP: 7,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Em Prova: Mãos Branco 2017

Mãos (R4 vinhos) trata-se de um projecto familiar, com sede em Mesão Frio, no Baixo Corgo, embora com propriedades espalhadas por sete quintas na Região Demarcada do Douro, que totalizam cerca de 150 hectares, tendo lançado o primeiro vinho apenas em finais de 2011. Projecto de facto de cariz totalmente familiar, pois os 4 irmãos que encabeçam o projecto, decidiram dar continuidade ao legado do seu pai, que produzia vinho maioritariamente para consumo próprio, criando assim uma empresa produtora de vinhos, na região Duriense. 

Nas minhas incursões semanais na capital Lisboa, dei por mim a entrar num restaurante simpático, ao lado do Campo Pequeno - o Ti Lurdes, onde o Mãos Branco 2017 foi o par ideal para uma (enorme e fresca) posta de garoupa grelhadinha na brasa, como documenta a foto acima.

Feito de Gouveio, Rabigato e Viosinho é um bom exemplar Duriense, pois apesar de denunciar que provém de um terroir quente apresenta-se bastante equilibrado. Predominantemente floral (mas nada de exuberâncias), com notas de chá e citrinas, é gastronómico e com uma boa acidez, contribuindo para uma refeição prazerosa. Muito bem para o preço que apresenta. 7,5€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Em prova: Quinta da Ponte Pedrinha Touriga Nacional 2015

A região do Dão é constituída maioritariamente por produtores de pequena e média dimensão, cada um com a sua autenticidade e identidade, face a um terroir de eleição para vinhos elgantes, ácidos e longevos. A Quinta da Ponte Pedrinha é um projecto talvez dos menos conhecidos, mas com grande qualidade. O seus colheita são excelentes relação qualidade-preço, dando prazer, por vinhos a rondar os 5€ e este Touriga Nacional, 100%, abaixo de 10€ é também um belo exemplar da casta rainha na região e do perfil do produtor: Aroma complexo e profundo, com fruta madura bonita em primeiro plano, especiaria e algum floral. Boca com taninos firmes, mas redondos, corpo médio e belíssima acidez, a terminar longo e para a mesa, dada a sua vocação gastronómica.

Foi no retaurante Páteo do Guincho que o apreciei com um pica-pau à maneira, entre outros petiscos deliciosos. PVP: 9€. garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 14 de maio de 2019

Novidade: Herdade do Rocim Rosé 2018

Mais uma novidade de 2018 acabadinha de sair, o Herdade do Rocim Rosé 2018. Feito na Vidigueira (Alentejo), 100% de Touriga Nacional e com passagem apenas por Inox. O rótulo é muito bonito e simples, representando a imagem da ‘Linaria Ricardoi’, que é uma pequena planta alentejana que está em vias de extinção por causa dos pesticidas e da pressão dos rebanhos de pequenos ruminantes. 

O vinho apresenta com uma bonita cor rosa aberta, a fazer lembrar os grandes rosés da provence. Aromas florais da Touriga semtem-se no nariz  (contidos). A boca é seca, elegante, fresca , com pouco alcool, mas com tensão e corpo mais do que suficientes, para ser uma boa escolha para a mesa. Um rosé a precisar de mais alguns meses de garrafa, quiçá até ao Verão para começar a brilhar verdadeiramente à mesa. Gostei bastante e penso que evoluirá muito bem por mais um ou 2 anos. PVP: 8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Em Prova: Anel Branco 2017

Nunca tinha provado este branco do produtor e enólogo Márcio Lopes (Permitido, Proibido, Pequenos Rebentos). Trata-se de uma referência produzida no Douro, cujo tinto tinha provado no ano passado e agora chegou à minha mesa o Anel Branco 2017, feito de castas plantadas a 350 metros de altitude, com passagem apenas por Inox e estágio sobre borras. É um vinho à semelhança do que Márcio nos habituou, muito fresco com uma belíssima acidez e a precisar de algum tempo de garrafa, para se mostrar na sua plenitude. Focado na fruta branca e algumas notas florais, apresenta corpo médio, é bem estruturado e com o "nervo" caracteristico do enólogo. Interesante verificar a sua evolução. O ponto que menos me agradou foram os 14 graus de alcool que obrigam a ter algum cuidado com a temperatura de serviço, mas por outro lado, confere-lhe uma estrtura que irá agradar a quem gostar deste tipo de brancos, um pouco mais alcoolicos. PVP: 9,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Em Prova: D. Graça Espumante Bruto Natural 2015


Este espumante, o D. Graça Bruto Natural Viosinho, produzido pela Vinilourenço é proveniente do Douro Superior. Este produtor lança todos os anos um branco reserva feito precisamente da casta Viosinho plantada a 700m de altitude, que é de grande qualidade, pelo que foi natural explorar esta casta um pouco mais e ver qual seria o resultado em espumantizá-la. Foi o primeiro produtor a utilizar o Viosinho para espumante e o resultado é bem agradável.

Bruto natural, o que significa sem adição de açúcar, é um espumante com um aroma delicado e simultaneamente complexo. Notas de brioche e panificação, juntamente com laivos citrinos. A boca tem alguma austeridade a pender para o lado mineral, mas a bolha é fina e a mousse cremosa, mostrando-se seco e muito refrescante, crocante, com pendor gatsronómico. Gostei e recomendo. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Em Prova: D. Graça Donzelinho Branco 2016

Dona Graça é uma marca de vinhos do produtor Vinilourenço, projecto situado do Douro Superior, mais propriamente na Meda. Com enologia do professor Virgilio Loureiro, o projecto tem um portfolio vasto de referências, apostando em também apresentar o que cada casta pode aportar em termos de identidade aos vinhos produzidos. É assim no D. Graça Viosinho ou no D. Graça Rabigato, por exemplo, brancos que são escolha frequente cá em casa e que demonstram bem o terroir da Meda - com muita frescura e mineralidade.

Tive a oportunidade de provar dois brancos desta casa, feitos com castas de "antigamente", agora recuperadas, o fantástico D. Graça Samarinho provado AQUI e o D. Graça Donzelinho 2016, que a foto acima documenta. Trata-se de um branco muito subtil de aroma, talvez levemente floral, com toques de fruta citrina. Na boca, no entanto, tem corpo qb, embora mantendo sempre um registo mais contido, apresentando acidez suficiente para se aguentar bem à mesa. Não é tão explosivo como o Samarrinho que apresenta uma acidez fabulosa, mostrando este, um registo mais recatado, em equilibrio de conjunto. Eu começaria a refeição com o Donzelinho e seguiria a mesma com o Samarrinho! PVP: 13€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Em Prova: Identidade IM espumante Bruto Natural 2016

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos (Identidade AM e OM) e mais recentemente, na sua esposa Inga Martin, uma mulher beirã, que adora espumantes, por isso designado Identidade IM

Se os vinhos anteriores eram um tinto e um branco respectivamente, neste caso, temos assim um espumante bruto natural, feito na bairrada, mais propriamente nas Caves São João.

Feito de Arinto (40%), Bical (40%) e Chardonnay (20%), estagia em garrafa por 20 meses. 

O resultado é uma bonita e acertada homenagem à sua esposa, seguindo a linha dos vinhos anteriormente feitos, ou seja, cheio de personalidade e traduzindo essa identidade que o próprio nome sugere. Um espumante que mal cai no copo e se olha para a mousse bonita e espessa, se prevê que estamos na presença de algo bom. Com notas de maçã verde, a bolha é fina e delicada qb, a mousse confirma-se na boca muito cremosa, resultando num conjunto fresco, seco, elegante, mas com estrutura. De perfil algo "champanhês", mas com alguma austeridade bairradina, perfeito para a mesa. Apenas produzidas 1000 garrafas. 

PVP 20€. Disponibilidade: Martin Boutique Wineries

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de abril de 2019

Novidade: Bone, by Pedro Martin

Depois do sucesso dos Identidade AM (Tinto do Dão), OM (Branco da Bairrada) e mais recentemente IM (espumante da Bairrada), vinhos feitos em homenagem aos membros da familia Martin, eis que chegam ao mercado os rótulos "Bone". O objetivo desta referência é o de produzir vinhos secos - "dry as a bone", que funcionem como um instrumento seguro para qualquer sommelier poder aconselhá-los à mesa, sem hesitação. São produções pequenas, de apenas 2000 garrafas de um branco e um tinto, ambos feitos na Bairrada, nas Caves Messias, com o blend seleccionado por Pedro Martin. O Bone Branco 2017 é produzido das "castas típicas da bairrada" e tem apenas uns singelos 11,5º de alcool. Fresco, leve, mas com corpo, seco - é claro e refrescante.  O Bone Tinto 2016 é feito de Syrah (40%), Baga (20%), Touriga Nacional (30%) e Cabernet Saub«vignon (10%). Tem fruta madura na medida certa, complexidade qb e pendor gastronómico, como se pretende com estas referências. Seco, é claro e muito equilibrado. Os Bone não deslumbram como os Identidade (também não seria esse o propósito), mas traduzem-se em apostas seguras, num registo mais fácil e consensual. Para a mesa. PVP: 9€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Em Prova: Drink Me Nat Cool Bairrada Tinto 2017

Nat Cool, naturalmente “cool and funky”, é um conceito inovador criado pela Niepoort, um movimento de união entre diversos produtores com o objectivo de criar vinhos leves e fáceis de beber. 

Na Bairrada foi criado o DrinkMe, o primeiro NatCool, com o objetivo de mostrar um lado diferente e elegante da casta Baga, mais fácil e direto.

Proveniente de vinhas velhas, passa apenas por Inox.

Leve na cor, o Drink Me Nat Cool Tinto 2017, 2ª edição desta referência,  apresenta-se levemente frutado e floral e sobretudo muito fresco ao primeiro impacto.

A Baga está lá com a fruta vermelha, algumas notas calcárias e um tanino civilizado, que lhe dá uma boca macia, mas muito interessante.

Ainda que num perfil fresco, direto e até sedutor, tem estrutura qb para aguentar alguns pratos, sobretudo entradas, deixando-se beber com muita facilidade, inclusivé a solo, convidando sempre a mais um copo.

Vendido em garrafas de 1 litro e servido ligeiramente fresco, foi a companhia idela para as entradas e pizza do restaurante Vila Mar. E o vinho entre os convivas, desapareceu por completo, com sucesso.  Naturalmente (cool). PVP:11,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 9 de abril de 2019

Em Prova: Quinta de La Rosa Tinto 2017

A Quinta de La Rosa pertence à família Bergqvist desde 1906. Actualmente tem 55 hectares de vinhas e produz anualmente cerca de 50.000 litros de porto e cerca de 160.000 litros de vinhos de mesa. Está localizada no coração do Alto Douro Vinhateiro na margem direita do rio Douro, perto do Pinhão. Conta com enologia de Jorge Moreira (Real Companhia Velha, Poeira) e para além do vinho produz azeite e... cerveja, para além de oferecer um alojamento turisitcos de elevada qualidade com um vista deslumbranbte sonbre o rio Douro.

O Quinta de La Rosa Tinto 2017 é uma das referências da casa, produzido das castas Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (12%), Tinta Roriz (8%) e Sousão (5%). Os restantes 15% são uma mistura de castas provenientes de Vinhas Velhas. Na sua maioria, uvas A maioria da vinha de Lamelas, plantada há mais de 30 anos por Tim Bergqvist, proprietário e pai da actual gestora da Quinta de la Rosa, Sophia Bergqvist.

Trata-se de um tinto jovem e fresco, pronto a beber, mas cheio de sabor. Frutado na medida certa - com a fruta vermelha e preta caracteritica da região, especiado qb - para lhe conferir a complexidade que necessita. Na boca, os taninos são macios, mas firmes, mostrando-se um conjunto equilibrado, com uma boa acidez, sem sinais de sobre maturação e até algo guloso, com final persistente.

Um good value que acompanhou na perfeição um bacalhau com boroa, como documenta a foto acima. PVP: 9€. Garrafeiras e Retalho.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de março de 2019

Em Prova: Muxagat Tinto 2015

O projecto Muxagat é proveniente do Douro Superior, mais propriamente da região da Meda. Atualmente com a enologia de Luis Seabra resultam em vinhos muito minerais e pouco extraidos, privilegiando esse lado fresco e contido, mais elegante. 

Curiosamente o Muxagat Tinto 2015, fruto de um ano quente, é um vinho focado numa fruta mais presente logo ao primeiro impacto. Uma fruta vermelha e preta madura, mas muito bonita. A boca apresenta taninos firmes, mas redondos, um bom volume e muita frescura, resultando num conjunto onde o binomio fruta - secura, está muito bem. Termina guloso e longo, sempre amparado por uma boa acidez, o que lhe confere uma grande aptidão gastronómica. Talvez uma das edições mais bem conseguidas deste vinho, na minha opinião. PVP: 11€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de março de 2019

Em Prova: Quinta da Costa do Pinhão Tinto 2014


A Quinta da Costa do Pinhão fica às portas de Favaios. Um projeto duriense muito recente de que gosto muito e cujo primeiro ano de lançamento foi 2014. O Quinta da Costa do Pinhão Tinto precisamente de 2014 é feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca de vinhas com cerca de 45 anos. À primeira vista, pela composição de castas, parece uma cópia do Gradual, provado aqui. Mas não é. A percentagem de cada casta é diferente (O Quinta da Costa do Pinhão tem mais Tinta Roriz e o Gradual mais Touriga Nacional). Depois, há também mais um pouco de extracção e consequentemente tempo de barrica e posteriormente Inox para arredondar os taninos naturais das castas utilizadas.

Assim, o perfil deste vinho é ligeiramente diferente, sendo mais próximo de um Douro clássico, sem nunca perder elegancia, mostrando-se também mais sério. E sobretudo muito complexo. É um vinho com fruta vermelha, mas também notas mais terrosas e um lado vegetal mais em evidência. Especiado, mineral, fresco e com taninos frimes, mas elegantes e cheios de textura. Com corpo cheio, termina longo e com um belíssima acidez e profundidade,  pedindo decantação. Um jovem de 2014, cheio de vida, num perfil a meio caminho entre o clássico e a modernidade, sempre com o toque de elegância que é a imagem de marca do produtor. PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes