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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Em Prova: Fazenda Prádio Tinto 2016

A adega Fazenda Prádio localiza-se na Ribeira Sacra, na vila abandonada de O Pacio de Carracedo, A Peroxa. São 5 hectares de vinhas, das variedades Merenzao, Brancellao, Caiño Longo, Espadeiro, Sousón, Mencía, Loureira e Dona Branca,  a 500 metros de altitude, em solo granítico e Xistoso. A produção é biodinâmica. Também é possivel usufruir de Turismo Rural na propriedade.

O Fazenda Prádio é 100% produzido da casta Mencia (Jaen) enxertado nas videiras de castas autóctones da região. 

12 graus. Focado na fruta fresca de qualidade, com grande salinidade, corpo médio. Muito fresco. Pouco extraído. Só apetece beber de tão fácil que é, sem cansar. Tudo características que aprecio num tinto. So lhe falta um pouco mais de profundidade, mas a garrafa desaparece num instante...! 

Um Mencia fora do Bierzo, mas que mostra todas as qualidades da casta e que se bebe com grande agrado.

PVP: 12€. Disponibilidade: Delicatum / Online.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Em Prova: Os brancos de Almeida Garrett

O título deste post quase que nos leva a pensar que vamos ler algo sobre os vinhos que o poeta Almeida Garrett bebia. Mas não é. Embora o nome deste projeto deva a sua designação à descendêndia da familia relativamente ao famoso poeta. 

Encontram-se situados em Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. 

E é sobre os dois brancos que saem da casa. ambos feitos de chardonnay que falo hoje. Dois brancos muito interessantes, provenientes da região da Beira Interior. 

O Almeida Garrett Chardonnay 2017 (7,5€) é um vinho muito fresco, mineral, focado na fruta e sem  os excessos a que muitas vezes esta casta em Portugal é sujeita. Muito equilibrado e apetecível, com apenas 12,5º de alcool. Não passa por madeira. Será curioso ver a sua evolução em garrafa. Um vinho a ter cá por casa seguramente. Já o Almeida Garret Reserva Branco 2013 (15€), também feito 100% de Chardonnay, fermenta em barricas usadas e estagia com battonage regular por 10 meses o que lhe confere uma complexidde acrescida. O resultado é um vinho gordo e untuoso, com notas amanteigadas, mas com muito equilibrio. É fresco, com bom volume e dá muito prazer à mesa. Elevou um bacalhau a lagareiro a um outro nivel e foi de agrado geral a todos que estavam na mesa, com diversos perfis enofilos, o que ainda o valoriza mais. Num grande momento de prova, nem se notando os 5 anos de garrafa. Um belo vinho! Disponibilidade: Online

Sérgio Lopes

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Em Prova: Alambre Moscatel 20 anos


Este vinho já é um clássico no que concerne a Moscateis de Setúbal. Da José Maria da Fonseca , produzido pelo talentoso enólogo Domingos Soares Franco, é uma referência de qualidade e consistência ano após ano. O Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel, constituído por um lote de 19 colheitas em que a colheita mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos, resultando num vinho complexo, aromático, elegante e com um longo final de prova. É companhia frequente cá em casa, mas recentemente provei-o às cegas no concurso de vinhos Grandes Escolhas onde foi o vinho vencedor na categoria generosos, recebendo uma honrosa e merecida medalha Grande Prémio Escolha da Imprensa. E de facto, esta última edição está com um equilibrio fenomenal entre doçura e acidez, acrescentando uma definição de pureza do lado citrino tipico da casta notável. Notas caramelizada, café e fruto seco, completam um bouquet que tem tanto de complexo como elegante. Uma delicia e uma tentação. Grande Moscatel! PVP: 25€ (0,5cl). Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Em Prova: O Negra Mole de João Clara

João Maria Alves, conhecido por todos como João Clara era produtor de uvas desde os anos 70, as quais entregava à Adega Cooperativa de Lagoa. Mais tarde, passa o testemunho ao seu filho que em 2006 lança o primeiro vinho desta quinta, um tinto João Clara em homenagem justamente ao seu pai. Hoje em dia, com enologia de Joana Maçanita o projeto conta com uma gama alargada de vinhos -  "às claras" (entrada de gama -  branco, tinto e rosé) e João Clara, branco, rosé, tinto, reserva tinto e os monocasta Alvarinho, Syrah e Negra Mole. 

E é neste último vinho, que pegando numa uva autóctone da região, que apresenta cachos com uvas de tonalidades mais e menos intensas, que realmente se diferencia. O João Clara Negra Mole 2015 resulta num vinho de cor aberta, com fruta vermelha entre o fresco e alguma passa (o que é curioso), num aroma muito bonito e fresco. A boca é de taninos elegantes, com boa acidez e pouco corpo, num registo leve, apetecivel e que se torna muito fácil de beber. Um tinto fresco e com pouca extracção, mas com complexidade. Pena apenas o preço um pouco inflacionado à semelhança do que se pratica na generalidade dos vinhos da região Algarvia. PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Em Prova: Vale dos Ares Alvarinho 2017

Integrado no grupo Vinho Verde Young Projects, juntamente com os vinhos Quinta de Santiago, Sem Igual e Cazas Novas, o projeto Vale dos Ares encabeçado por Miguel Queimado é proveniente da região de Monção, sendo que naturalmente aposta na casta Alvarinho, casta de excelência da sub-região de Monçao e Melgaço. 

Lançado o primeiro vinho apenas em 2012 e depois de alguma afinação e consolidação do projeto, Miguel Queimado lança o que é, na minha opinião, o seu mais bem conseguido Vale dos Ares, o de 2017.

Nariz predominantemente mineral e focado no lado citrino da casta Alvarinho, com notas de casca de laranja e toranja, muito frescas. A boca tem uma acidez crocante, mesmo ao meu gosto, com cremosidade e o tal lado citrino em evidência. Com bom volume de boca, é seco, de final longo, intenso e sério, sem deixar de ser deliciosamente apelativo e equilibrado. Muito bem. PVP: 9,90€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Em Prova: Kompassus Branco 2017

Há felizes coincidências... Na segunda-feira passada assisti à apresentação dos novos vinhos Kompassus, com o mote do lançamento do super topo tinto Kompassus Gene. Foi uma grande apresentação, confirmando a qualidade dos vinhos de João Póvoa, sob a chancela do enólogo Anselmo Mendes

Pois, hoje, em trabalho em Lisboa, acabei por jantar num restaurante chamado Masstige, que combina tapas com pratos de autor, num conceito um pouco estranho (pelo menos no resultado. De entre as 2 ou 3 opções a copo, tinha este Kompassus branco 2017 (anteriormente chamava-se eskuadro kompassu), o "entrada" de gama da casa e que ligou brilhantemente com as tapas que escolhi - Ovos rotos e uns mirabolantes e estranhos croquetes de risoto de bacalhau (!). 

Este vinho (que não esteve em prova na paasada 2ª feira), feito de Maria Gomes, Bical, Arinto e Cerceal, fermenta com leveduras indigenas e tem apenas 12º de alcool. É um vinho muito mineral, citrico e vibrante, com alguma salinidade, bastante fresco, seco, com acidez crocante, volume e finais médios e que dá prazer a beber. Vai seguramente crescer em garrafa. Uma extraordinária relação qualidade-preço, para um vinho a ter em casa. PVP: 5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em Prova: Quinta do Cardo Caladoc Rosé Reserva 2015

Na "ressaca" da festa do quinto aniversário da garrafeira Garage Wines, trouxe este rosé, que gosto particularmente, para acompanhar uma noite de sushi. O sushi era competente. O vinho, superior. 

Caladoc é uma uva tinta resultante da mistura entre a Grenache e a Malbec, produzida em pequena quantidade, especialmente na região francesa da Provence, região de excelência na produção de Rosés. 

E esta casta na Beira Interior, cultivada em dois hectares experimentais na vinha da Encosta, na Quinta do Cardo, a 770 metros de altitude, deu origem a um rosé desconcertante, nas sábias mãos do jovem e promissor enólogo Luis Leocádio.

De cor salmão, é um vinho muito fino aromaticamente, com fruta vermelha e rosas, mas tudo num registo muito suave. Tão leve e mineral que até poderia passar por um branco. A boca então pode nos levar a isso mesmo, pois o estágio de dez meses em carvalho deu-lhe, estrutura, untuosidade e muita profundidade. Aliado a uma cor  bonita e pouco marcada. Poderia ser um branco às cegas! È rosé distinto, gastronómico, fresco e muito seco, cheio de classe. Delicioso. E acredito que possa ser de guarda...  PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Da Minha Cave: Quinta das Bageiras Reserva Tinto 2011

Este vinho veio literalmente da minha cave em Foz Coa, onde o descobri este fim-de-semana e decidi trazer. Era garrafa única, guardada antes de o Diogo nascer. É verdade que compro muito mais a referência Garrafeira das Bageiras, (branco e tinto), e menos o Reserva Tinto, mas comprovei que mesmo sendo produzido para um consumo mais imediato, o vinho evolui de forma agradável. 

O Quinta das Bageiras Reserva 2011 é feito de Baga 60% e Touriga Nacional 40%, fermentado em pequenos lagares, sem desengace e com posterior estágio em tonel de madeira avinhada. 

Apanhei-o numa fase determinante da sua evolução, onde a fruta primária começa a dar lugar a aromas terciários. Continua com uma boca com óptimo volume, bastante frescura e aquele lado calcário tão giro que os solos aportam aos vinhos bairradinos. Parece-me que entre a Baga e a Touriga anda aqui uma luta, nesta fase, na garrafa, o que deu um gozo enorme a beber. Penso ter sido consumido no momento certo, quiçá, até um ou 2 anos mais cedo fosse melhor. 

De qualquer das formas, acompanhou muito bem a feijoada de casulas e deu muito gozo a beber. PVP: 8,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Em Prova: Tazem Encruzado 2016

As Adegas Cooperativas estão cada vez mais apostadas em aumentar o nivel qualitativo dos seus vinhos. Isso tem-se visto com maior relevo em casas como a Adega de Cantanhede na Bairrada ou a Adega de Monção na região dos vinhos verdes, através da criação de novas referências, uma nova imagem e muita qualidade nos seus vinhos, sobretudo nos topos de gama. 

A Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazem, da região do Dão é lendária sobretudo em tintos antigos, como por exemplo os garrafeira Jaen do principio dos anos 2000, entre outros e agora também procura se modernizar e criar uma imagem mais apelativa e atual. 

Provei recentemente não um topo de gama da casa (nem sei se existem), mas sim o Tazem Encruzado 2016, um vinho feito 100% da casta branca rainha da região, sem passagem por madeira, e que prouxe para casa abaixo dos 5€. 

Por esse valor, é um vinho muito correto, seco, boa acidez, com volume de boca médio, gastronómico qb e que dá gozo beber. Vale a pena. PVP: 4,5€. Garrafeira Vinigandra.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Em Prova: Murganheira Espumante Vintage 2007

Por qualquer razão, nunca tinha escrito umas palavras sobre este espumante; talvez por ter tanta classe que é dificil de descrever, assemelhando-se claramente a um (bom) champagne. Melhor do que muitos!

É feito 100% de Pinot Noir, na Távora Varosa, região onde se localizam as Caves Murganheira. O método de vinificação champanhês recolhe da casta Pinot Noir o "le coueur de cuvée", ou seja literalmente, o coração da primeira prensagem, a porção de maior qualidade do meio da prensagem, excluindo a primeira e última prensagem. Depois repousa em cave por cerca de 10 anos, antes de degorgment.

O resultado é um espumante cheio de classe, muito complexo e fino, com mousse perfeita e as notas de panificação e frutos secos tão apelativas de um bom champanhe - perdão grande espumante. Tudo num equilibrio e com um finesse, impressionantes. Nas garrafeiras encontra-se disponivel entre os 25€ a 30€. Apenas 15.000 garrafas produzidas. Imperativo ter em casa para, no minimo, brindar a uma celebração especial. Destaquei o Murganheira Vintage 2007 apenas porque é o que tenho em casa, mas bebi às cegas recentemente o 2006 e estava igualmente fabuloso, pois estes espumantes aguentam largos anos em garrafa.


Fabulosa e inacreditável foi a prova que a foto acima documenta - uma prova vertical desta referência, dos anos 2000 a 2012 e com uma qualidade monumental, impossivel de descrever por palavras. A prova foi proporcionada por Marta Lourenço, enóloga da Murganheira, e que desde que se encontra à frente dos destinos enológicos da companhia, revolucionou a Murganheira, garantindo a entrada de novas referências e um elevado standard de qualidade e consistência, ano após ano. 

A mais recente colheita no mercado do Murganheira Vintage é o 2009 (2008 esgotou no produtor), mas ainda se encontram os anos 2008 e 2007 em algumas garrafeiras. Eu sugiro, começem por comprar (e beber) o 2007 e depois seguindo para os outros, pois só ganhamc om o tempod e garrafa!

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Em Prova: Transdouro Express Cima Corgo 2016

Projeto de Mateus Nicolau de Almeida, o Transdouro Express pretende mostrar a expressão das três sub-regiões do Douro: Cima Corgo, Baixo Corgo e Douro Superior. 

As uvas são compradas a viticultores seleccionados e acompanhados todo o ano e depois Mateus faz os vinhos, de acordo com o perfil que considera fazer jus à região. 

Os 3 vinhos, tintos (os brancos têm origens e nomes distintos) são muito bem feitos e equilibrados, mas o que aprecio mais particularmente é o Transdouro Express Cima Corgo

Tem toda aquela fruta vermelha tão bonita do Douro, mas tudo num registo fresco, elegante, pouco extraido, mas muito sumarento. È um vinho que dá grande prazer a beber e na tenperatura certa (14 graus na minha opinião) é um companheiro do "caraças" à mesa. 

E o preço é muito acertado também. PVP: 10€. Garrafeiras.


Sérgio Lopes

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Em Prova: Pequenos Rebentos Loureiro Vinhas Velhas Reserva Branco 2017

Impressionante este vinho do Márcio Lopes. Creio que o provei pela primeira vez na garrafeira Foz Gourmet e desde aí fiquei logo...  impressionado. É mesmo esse o termo. Trata-se de um branco feito de Loureiro de uma vinha com quase 30 anos, "ali para os lados de Braga". Tem battonage prolongada e estágio em barrica usada por 6 meses.

A edição de 2016 deste vinho tinha feito bastante furor, mas a de este ano alcança um outro nivel! O Pequenos Rebentos Loureiro Vinhas Velhas Reserva 2017 mostra um nariz super complexo e profundo, fechado ainda, mas sente-se uma frescura descomunal e até uma certa austeridade. Mineralidade, citrinos e especiarias, tudo leve e fino. A boca então é austera, cheia de acidez, com volume mas elegante, vibrante e crocante, num perfil sério e a precisar de tempo de garrafa. Tem muita precisão. Termina longo e cheio de frescura.  

Já abri duas garrafas de um vinho com uma edição reduzida (menos de 1500 garrafas) e que seguramente irá crescer em garrafa. Sei que cometi um infanticidio e que este vinho só vai melhorar, Mas confesso que também aprecio particularmente a profundidade e austeridade que tem neste momento. 

É um grande exemplar da casta Loureiro, tratado de uma forma diferente na região e que prova que o vinho verde pode ser um enorme branco!. Provavelmente o melhor Loureiro de Portugal a par do Ameal (num registo diametralmente oposto). Bravo. PVP: 17,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Em Prova: Paulo Laureano Vinhas Velhas Private Selection Branco 2016

Paulo Laureano é um enólogo que dispensa apresentações. Colabora há muitos anos em inúmeros projetos no Alentejo, para além das marcas próprias e cedo começou a se destacar sobretudo em vinhos de maior volume, facilmente disponiveis nas grandes superficies. Sempre muito bem feitos e com elevada rqp. Mas não é só. Os seus vinhos em nome próprio estão cada vez mais afinados e tive a oportunidade de provar o vinho Paulo Laureano Vinhas Velhas Private Selection Branco 2016 muito recentemente. Curiosamente, provei-o em Monção, no jantar do evento White Experience, onde conviveu com outros grandes vinhos brancos em prova no certame. 

Feito de Antão Vaz, que é uma casta que ainda não me apaixonou; por Paulo Laureano, um enólogo muito competente, mas que sempre associei a uma utilização mais intensa da madeira nos seus vinhos (o que não me agrada neste momento); e sendo proveniente do Alentejo, que não é propriamente a minha primeira escolha em brancos - tinha tudo para não ser de destaque, ainda para mais num evento cheio de vinhos brancos de extrema qualidade. Mas foi precisamente o contrário! É de facto um belíssimo vinho, nariz muito fresco, levemente especiado, com notas citrinas e de fruta branca mais madura. A boca é elegante e untuosa, com a madeira apenas a dar precisão ao conjunto, sem marcar. Apresenta  bom volume, terminando longo e persistente. Um branco eminentemente gastronómico, como qualquer bom vinho alentejano, que pede pratos de peixe de forno ou com azeite e certamente fará brilhar a refeição. PVP: 12,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Prova: Íssimo Espumante Baga Bairrada 2013

O projeto Baga Bairrada vai ganhando novas referências, com espumantes feitos exclusivamente da casta Baga na região, pretendendo alargar o consumo desta bebida a um público mais vasto e abrangente. O Íssimo é proveniente das Caves Arco do Rei e tem enologia de António Narciso, enólogo com créditos firmados na região do Dão (Quinta da Fata, Quinta Mendes Pereira, entre outros). Trata-se de um Blanc Des Noirs, de Baga, onde destaco as notas tostadas e de panificação, que muitas vezes não estão presentes nesta gama. A boca é envolvente, com mousse equilibrada e os frutos secos a sobressairem, bem como alguma fruta (maçã). Com bom volume, termina bem agradável e de pendor gastronómico. É muito versátil à mesa, pelo que convém ter algumas garrafitas por perto para ir consumindo em diversos momentos. Inclusive a solo. PVP: 10€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Em Prova: Casa Cadaval Trincadeira preta 2015

Estava em trabalho em Benfica do Ribatejo e terminada árdua tarefa, visualizei a indicação "Casa Cadaval - Loja da Adega" a 400 metros de onde me encontrava. Não hesitei portanto em fazer uma pequena visita. Já tinha provado os vinhos num evento da distribuidora Decante, no Palácio do Freixo, no Porto, mas é sempre diferente provar e beber os vinhos em nossa casa, à mesa e em boa companhia. 

Trouxe de lá, entre outros este Casa Cadaval Trincadeira Preta 2015, que bebi ontem. É proveniente de vinhas velhas desta casta, com idade superior a 60 anos. Trata-se de um vinho com um aroma onde predominam os frutos silvestres maduros, alguma especiaria e leve balsâmico. Bastante complexo e fresco. A boca é de volume médio, com taninos redondos e elgantes, terminando de bom comprimento. 

Vinho equilibrado, da renovada região do Tejo (antiga Ribatejo) com complexidade qb, que sem deslumbrar se bebe com prazer. Acresce o facto de ser um vinho com pouca extração, um lado muito apelativo e transversal e uma certa leveza que lhe confere uma versatilidsade gastronómica para pratos inclusivé mais leves. Acompanhou uns panadinhos de frango lindamente. PVP: 10€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Novidade: Secretum Branco 2016

Este vinho produzido uma única vez, em 2012 e eis que em 2018, chega a segunda colheita do Secretum,a de 2016, um vinho apenas produzido em anos muito especiais e que acaba de sair para o mercado. É um belíssimo branco, do Douro, totalmente produzido de Arinto. 

O nariz é apaixonante, muito fino, contido, mas muito complexo, com percepção de barrica de qualidade e notas florais e citrinas. Na boca confirma essa barrica muitissimo bem integrada desde já, aportando untuosidade ao vinho e grande volume de boca. É muito fresco, com notas dominantes citrinas e termina longo. Vai crescer e muito em garrafa, como aconteceu com o 2012 que ainda está aí para as curvas, mas este 2016 já dá uma prova muitíssimo boa, agora.

Foi provavelmente o grande vencedor de uma prova cega memorável ocorrida no sábado passado, tendo inclusivé surpreendido toda a gente por ser um (grande) Arinto do Douro, quando às cegas se apontava para outra região. Um grande branco do Douro. E de Portugal. PVP: 25€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Blanc de Blancs Bruto 2011


Acho que nunca tinha falado neste espumante, que é presença assídua cá em casa, quando se quer beber algo mais especial. É da Messias e é um Blanc de Blancs de 2011, o que significa que é produzido 100% de castas brancas, neste caso de uma só casta - a francesa Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". 

Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. 

É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês. Disponibilidade: Garrafeiras. Loja da Bairrada.

Sérgio Lopes

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Em Prova: Dão Meia Encosta Branco 2017

Por vezes temos a tendência para escrever notas de prova e textos sobre vinhos mais conceituados ou especiais e assim, não ao alcance das bolsas do consumidor comum, que procura um bom vinho a um melhor preço. Ora, hoje falo de um clássico dos Vinhos Borges, o Dão Meia Encosta Branco 2017. Provado na Feira de Nelas, no concurso de vinhos da mesma, foi galardoado com uma medalha de Ouro, ficando entre os 10 melhores a concurso. Bravo. Já sei que muitos vão dizer, "não liguem âs medalhas", é certo (também o digo muitas vezes), mas com um júri tão heterogéneo como o que participou nesta prova, o resultado é extremamente positivo, pois ficou lado a lado com alguns colossos da região que decidiram enviar os seus vinhos a concurso..

Provado  no passado domingo à noite, fora do contexto de um concurso e acompanhando umas entradas domingueiras, confirma-se um vinho super equilibrado. Nariz com notas limonadas e florais. A boca é suave e fresca, frutada, mas com fruta de qualidade. Termina com boa acidez e mostra versatilidade à mesa ou a solo. Confirmei o que tinha vivenciado como júri da feira de Nelas - Trata-se de uma excelente relação preço-qualidade. Um valor seguro, disponível facilmente um pouco por todo o país. PVP: 3,29€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Em Prova: Zarate Albariño 2017

Aos poucos vou conhecendo em número cada vez maior, os brancos de Alvarinho, produzidos por nuestros hermanos, nomedamente na Galiza - Albariño e tem sido uma agradável surpresa. A Bodega Zarate, localizada em Pontevedra,  foi um produtor pioneiro no Albariño  remontando ao século passado, quando começou a produzir esta variedade. Inclusive, Ernesto Zarate criou o Festival Anual de Albarino da região de Cambados, em 1953, que hoje é um dos eventos mais interessantes no que toca à mostra de vinhos Albariño.

Estando atualmente na 7ª geração e mantendo a tradição, Eulogio Pomares encontra-se à frente do projeto, mantendo e honrando a tradição dos seus antepassados. Hoje, o projeto não consiste só em alvarinhos, mas também outros brancos e inclusive tintos, de variedades autóctones da região.

O Zarate Albariño 2017 é provneiente de vinhas com 35 anos de idade e é o "entrada de gama" do produtor.. Não passa por madeira. Estagia sobre borras finas por 6 meses em depósitos de Inox. 

O resultado é um vinho mineral e citrino, cheio de frescura e alguma salinidade. Crocante na boca e com uma acidez limonada que lhe confere frescura também na boca, apresenta um bom volume. Termina longo e persistente. Muito equilibrado e cheio de sabor. 

Próximo dos nossos bons alvarinhos, com o bonus de conter apenas 12,5% de alcool. (Em Portugal 2017 foi um ano quente) PVP: 11,50€ Online.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Fora do Baralho: Opta Grande Reserva Tinto 2015

A Opta Wines nasceu em 2013, quando Camilo Leite, estabeleceu uma parceria com o enólogo Nuno Cancela de Abreu, com o objetivo de promover os vinhos portugueses no estrangeiro. Em 2018, a empresa pretende reforçar a aposta também no mercado nacional. O portfolio da marca Opta tem crescido, com a inclusão de novos vinhos. Para além dos Opta colheita branco, rosé e tinto, do Opta Encruzado e do Reserva Tinro, de um espumante e de um colheita tardia, surge, este ano, o ex-libris da marca, o Opta Grande Reserva Tinto 2015.

Feito de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, o blend típico do Dão, estagia 18 meses em barricas de carvalho francês. A vinha de onde provêem as uvas está rodeada por um manto de eucaliptos. De tal forma que algumas folhas de eucalipto, as menos persistentes, podem ser encontradas no solo, conferindo uma conjugação "explosiva" entre as castas e o solo granítico da região.

O resultado é um vinho extremamente fresco, com um incrível aroma a eucalipto e seiva.  Servido à temperatura certa, como foi o caso na apresentação do mesmo, no restaurante Oxalá, na boca confirma a frescura, quase como se estivessemos a "trincar" folhas de eucalipto. De taninos sedosos,  uma fruta muito bonita e muita elegância, termina longo e persistente, de pendor gastronómico, como um grande vinho do Dão normalmente o é. 

Um vinho verdadeiramente sui-generis e que seguramente não será consensual. Um vinho em que a temperatura será um fator chave para tirar o máximo partido do mesmo. Destaque para a garrafa bordalesa (em contraste com a típica borgonha do Dão), a embalagem em tubo com a representação de folhas de eucalipto e o lacre verde. Tudo para o tornar ainda mais distinto. PVP: 35€. Garrafeiras Selecionadas

Sérgio Lopes