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domingo, 26 de agosto de 2012

Gravato Palhete 2005


Ano: 2005

Produtor: Quinta dos Barreiros

Tipo: Palhete

Região: Beira Interior

Castas: Vinhas Velhas

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: A versão de 2005 deste vinho invulgar, mas delicioso, apresenta na sua composição ligeiras diferenças, relativamente ao 2004, provado aqui. Das vinhas velhas com mais de 60 anos, o Rabigato é substituído pela Síria Velha, mantendo no lote as castasTouriga Nacional e Franca, Tinta Barroca, Bastardo e Rufete. Estagia 3 meses em inox.

De cor ruby clara, quase atijolada, o aroma é a fruta vermelha fresca - morangos e framboesas, mostrando-se mais especiado que o seu homólogo de 2004, com presença de notas vegetais e leve floral.  Na boca, mostra toda a sua secura, em detrimento da fruta, sem nunca perder o carácter fresco e muito saboroso. De estrutura média, termina seco, longo e persistente.

Embora prefira a versão de 2004, não posso deixar de afirmar que o 2005 para lá caminha! Um vinho equilibrado, diferente, para todas as ocasiões e que merece ser descoberto.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Gravato Palhete 2004

Ano: 2004

Produtor: Quinta dos Barreiros

Tipo: Palhete
Região: Beira Interior

Castas: Vinhas Velhas
Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Palhete (Definição): é um vinho obtido da curtimenta parcial de uvas tintas ou da curtimenta conjunta de uvas tintas e brancas, não podendo as uvas brancas ultrapassar 15 % do total. É o vinho da família, o vinho tradicional da Mêda que Luís Reboredo reproduz, refinando o conceito e apresentando algo totalmente diferente no mercado.

Não é tinto, não é branco, não é Rosé, é palhete, à moda de Luís Reboredo, feito neste caso de 55% de uvas brancas e 45% de uvas tintas. Luís Reboredo não utiliza barricas de carvalho. A mescla de vinhas velhas com mais de 60 anos composta essencialmente por Rufete, Bastardo, Rabigato e Códega de Larinho, entre outras, compõe a "receita" deste palhete, que passa apenas por inox.

De cor ruby clara, quase atijolada, o aroma é a fruta vermelha fresca, com predominância para a cereja e a romã. É um vinho mineral, fresco e seco, no primeiro impacto. Na boca entra muito sumarento e fresco, com uma bela acidez que nunca o deixa ser chato. De estrutura média, termina seco (vegetal) e persistente, o que o torna "perigoso" na medida em que pode ser viciante.

Começamos a prova à temperatura de 11º e foi giro verificar as alterações ocorridas.quer no aroma, quer nas sensações experimentadas, que vão desde uma acidez e frescura mais ligadas ao Branco e quando a temperatura subiu um pooco, sentiu-se mais a fruta e a estrutura de um tinto. Claramente um vinho para todas as ocasiões, diferente e viciante. Quase um vinho do Porto seco, mas sem a doçura. Para provar sem preconceitos!

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes