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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Em Prova: Adega Mãe Chardonnay 2018

Pertencente ao grupo Riberalves, Adega Mãe trata-se de um projeto muito interessante, localizado em Torres Vedras, com enologia de Anselmo Mendes e Diogo Lopes. Produz várias referências, entre as quais diversos monocastas, tintos e brancos, procurando tirar partido da influência da proximidade atlântica. O Adega Mãe Chardonnay 2018 é assim um branco com fermentação em barrica ,apresentando leves notas amanteigadas, laivos citrinos e alguma marmelada. Tudo muito suave. Na boca tem bom corpo, é envolvente e cremoso, terminando fresco, harmonioso e apelativo. Um Chardonnay nada pesado, ao contrário de algumas imitações tugas que se veem por aí. Bem desenhado e a um preço porreiro. PVP: 8,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Em Prova: Hugo Mendes Lisboa 2018

Nova edição do vinho Lisboa, do enólogo Hugo Mendes, acabadinha de chegar à minha mesa. Quem me segue nestas lides sabe que acompanho o projeto desde a sua génese, em 2016, com o lançamento do primeiro vinho (que adorei) ao contrário do ano seguinte, a edição de 2017, que não deixando de ser um vinho porreiro, mudou ligeiramente de perfil e apesar de genericamente mais afinado, não foi tanto do meu agrado, considerando-o um pouco mais "doce" e com menos tensão. Ora a terceira edição deste vinho, o Hugo Mendes Lisboa 2018 sofre nova afinação, desta feita, com 70% do lote a sofrer fermentação malolática e com a adição de 10% da uva vital ao lote usual de Fernão Pires - Arinto. O resultado é muito bom, num perfil algures entre a edição de 2016 e 2017.

Um vinho com apenas 11 graus de álcool, mas com estrutura suficiente proveniente da malolática para apresentar bom volume, bem como uma acidez crocante que nos transmite frescura e tensão no palato. Um vinho refrescante, onde a madeira utilizada apenas lhe confere um pouco mais de untuosidade e gordura de boca, sendo bastante versátil à mesa, e que me está a dar muito prazer e voltando a (re)conquistar-me. Provavelmente a melhor edição deste vinho e quiçá, aquela mais próxima do que o enólogo procura fazer nos seus clássicos da Quinta da Murta, em Bucelas. À terceira, foi de vez, ao que parece. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Em Prova: Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon SS 2015

A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, na freguesia de Santo Estevão e Triana, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. A propriedade tem cerca de 50 hectares de vinha. As referências Special Selection dos anos 90 são lendárias, sobretudo os vinhos feitos de Cabernet Sauvignon, que ainda hoje fazem o deleite dos enófilos mais esclarecidos. Foi por isso com enorme agrado que assistimos à reedição deste grande icon da casa, sob o comando do enólogo Gilberto Marques - o Quinta de Pancas Cabernet Sauvignon 2015

Após passagem de 18 meses por barrica e algum tempo mais em garrafa, chega ao mercado para nos deliciar. De cor bem carregada, apresenta um aroma evidente à casta, carregado de pimento verde, em primeiro plano. Logo seguido por outras especiarias e algum cacau. Na boca apresenta taninos firmes, mas aveludados, com madeira bem integrada que não se sente, mas confere ao vinho um volume muito interessante, preenchendo a boca por completo. O lado especiado e até algo balsamico confere-lhe uma frescura ímpar. Termina seco, longo, equilibrado e com uma acidez vibrante, a pedir um belo naco de carne. Um digno exemplar dos grandes CS de Pancas, de outrora. Bravo. PVP: 19,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 29 de março de 2019

Fora do Baralho: Quinta Olival da Murta (Serra Oca)

A Quinta do Olival da Murta é um projecto de natureza familiar, que vai na sua quarta geração. Situada na Estremadura, a 80 Km da cidade de Lisboa, possui terrenos de grande influencia Altlântica e um micro clima da vertente norte da Serra de Montejunto, caracterizado pela grande amplitude térmica. Pertence à Sub região de Óbidos, uma das nove denominações de origem da “Região de Vinhos Lisboa”, que se caracteriza por vinhos tintos aromáticos, ricos em tanino e com grande capacidade de envelhecer em garrafa, e uma grande diversidade de brancos frescos e equilibrados. O projecto contempla um tinto e dois brancos, ambos muito originais, quer nas castas utilizadas, quer no método de produção, com recurso a alguma "curtimenta".
O Serra Oca Tinto (13€) é um vinho composto por Aragonez, Touriga Nacional e Castelão, com fermentação em lagar e passagem por madeira, por 18 meses. Há duas edições no mercado, atualmente, 2014 e 2015, sendo que preferi esta última, onde achei a madeira um pouco menos presente (embora não se sinta em demasia no 2014). São ambos tintos suaves, frescos e fáceis de beber, bem ao estilo da região de Lisboa. As grandes joias da coroa, na minha opinião, são os brancos, ambos de curtimenta e por isso, originais. O Serra Oca Branco 2017 (12,5€) é composto por Arinto (50%), Fernão Pires(45%) e Moscatel Graúdo (5%), fermentadas em separado em lagar com leveduras espontâneas. O Arinto e Fernão Pires com maceração pelicular e fermentação em barrica. Moscatel com curtimenta completa (estilo orange wine). Parte do lote estagia em barricas usadas de carvalho francês e restante parte do lote com estágio em inox. O resultado é um vinho mineral, com notas de laranja cristalizada e algum fruto seco. A boca é austera, com uma secura impressionante e uma acidez que marca este estilo de vinhos "orange", terminando intenso. Um vinho realmente original e "duro". Mais original ainda e o meu preferido de todos, o Serra Oca Moscatel Graúdo 2017 (12,5€), um branco de curtimenta completa, de uma casta também pouco usual. O aroma é muito complexo, com notas florais, fruta exuberante e toques melados. Tudo muito fresco. No entanto, a boca é algo mais contida de intensidade - elegante, mas a acidez lancinante que apresenta, fá-lo brilhar. Quase que parece um vinho que ameaça ser "bonito"  e exuberante pelo nariz, mas que na boca "arrasa" pela sua acidez. Apenas 12,5º de alcool e 600 garrafas produzidas, num ensaio que tem tudo para continuar. Mesmo "sui-generis".

Serra Oca (onde se diz que se ouve o mar)

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Em Prova: Lés-a-Lés L'Immigrant Sauvignon Blanc 2017

O projecto “Lés-a-lés” nasce da vontade dos enólogos Rui Lopes e Jorge Rosa Santos em recuperar castas antigas e estilos de vinhos quase extintos em Portugal. O resultado é uma coleção de vinhos exclusivos de edição limitada.

“Lés-a-lés” é uma expressão portuguesa que significa “de uma extremidade à outra”, já que esta marca representa mais de 10 anos de viagens a percorrer Portugal, em busca de regiões apaixonantes e castas esquecidas. Cada vinho é por isso uma viagem, cada rótulo um bilhete para a descoberta dum património esquecido.

O Lés-a-Lés L'immigrant 2017 é 100% Sauvignon Blanc, uma casta imigrante como muitos dos portugueses que emigraram pelo mundo fora. 

O nariz do vinho é muito cativante~e complexo, com notas tropicais leves, espargos, pendor mineral e muita frescura e salinidade. Sempre contido. Na boca, confirma-se a salinidade e o caracter fresco, do Sauvignon Blanc plantado em Lisboa e da sua proximidade maríritma. . A barrica utilizada mostra-se muitissimo bem integrada, conferindo apenas volume e alguma untuosidade.  Termina longo e sempre em crescendo. 

Adorei, pois não apresenta os excessos aromáticos que a casta pode aportar sobretudo no Novo Mundo. Pelo contrário, o vinho é complexo o suficiente para se destacar, sobretudo por se tratar de um Sauvignon Blanc "tuga" e mostra-se muitíssimo equilibardo e a dar grande prazer. Muito bem. PVP: 14,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Radar do Vinho: Quinta de S. Sebastião

Arruda dos Vinhos, como o próprio nome indica, é região de tradição vinícola,  e a Quinta de S. Sebastião é provavelmente o projecto mais identificativo desta sub-região de Lisboa. Propriedade de António Parente que se enamorou pelo local e decidiu "colocar no mapa a região de Arruda dos Vinhos". Para além do vinho, António tem uma outra paixão, os cavalos, que também podem ser vistos serenamente na Quinta. Trata-se de um projecto recente (as vinhas foram plantadas no inicio do século), sendo que o primeiro vinho nasce em 2007. A partir de 2012, o projecto entra em velocidade de cruzeiro, chegando este ano a ultrapassar o milhão de garrafas. São 80 hectares de vinha exterior à Quinta de S. Sebastião com diferentes solos e exposições, que permitem ter perfis de vinhos distintos. Que somam aos 10 hectares de vinha plantada na Quinta.

O projecto comporta as marcas Mina Velha (entrada), S. Sebastião (normalmente um lote contendo uma casta nacional e uma internacional) e Quinta de S. Sebastião, esta última com vinhos feitos exclusivamente com as uvas da quinta. O clima temperado e a proximidade com o mar conferem aos vinhos uma frescura e pendor gastronómico evidentes. 

A primeira vez que provei os vinhos da Quinta de S. Sebastião foi no Restaurante "O Fuso" precisamente na Arruda dos Vinhos, um restaurante onde se come uma bela (e gigante) posta de Bacalhau na Brasa... Recomendo! Os copos nem foram os melhores, onde foi servido o vinho, penso que branco, mas comportou-se muito bem. Isto no (já) longinquo ano de 2011...


Foi por isso com agrado que tive oportunidade de provar algumas das novas colheitas em comercialização. Da gama Quinta de S. Sebastião, o colheita branco 2017 (arinto, cerceal e sauvignon blanc) é um vinho focado nos citrinos, muito fresco, equilibrado, refrescante e que vai bem à mesa. O Rosé também de 2017 acompanhou bem uma pizza, mostrando-se um vinho com alguma fruta exótica e notas florais, corpo médio e de perfil comercial. Atenção apenas à temperatuta de serviço, para não induzir alguma sensação de doçura. O Quinta de S. Sebastião colheita tinto (Touriga Nacional e Roriz) é um vinho super equlibrado, daqueles vinhos da região de Lisboa, que são consensuais, numa conjugação perfeita entre fruta, algumas notas balsãmicas que lhe conferem complexidade acrescida e uma elegância de conjunto. Os 3 vinhos com PVP a rondar os 8€. Finalmente provamos os Quinta S. Sebastião Reserva Tinto 2016 e 2015 (PVP 12€ - Merlot, Syrah e Touriga; Syrah e Touriga, respetivamente), ambos provados em momentos e com pessoas diferentes. Foram ambos um sucesso - vinhos afinados, equilibrados, polidos e que agradam de uma forma geral. Um verdadeiro upgrade em relação aos colheita e daqueles vinhos que devemos ter por casa dada a sua versatilidade gastronómica.

Ficamos com vontade de provar os restantes vinhos, sobretudos os diversos monocastas, mas isso ficará para uma outra oportunidade.

Sérgio Lopes

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Tinto 2014

Este vinho foi degustado após uma semana de férias onde se bebeu maioritariamente brancos e por isso mesmo, naquele momento, nos apetecia um tinto, que acompanhou uma Vitela à Minhota. E que bem que soube! 

Feito de Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Syrah, da região de Lisboa, o Quinta de Pancas Reserva Tinto 2014 mostrou ser um vinho bastante complexo. 

Ao início, estava claramente marcado pelas notas de pirazina (pimento) características do Cabernet Sauvignon. Mas sem incomodar. A confeir uma certa graça e uma grande dose grande de frescura.

Com o tempo de arejamento foi aparecendo o cacau, a fruta negra e as especiarias, com destaque para a pimenta. Também alguma madeira. 

Na boca entra super fresco e apesar do alcool que possui, é um vinho com volume, mas que  não é pesado, sim com estrutura e taninos sem marcar em demasia Equilibrado e servido à temperatura certa (15 graus), terminou longo, persistente e a pedir comida. Uma bela compra sem dúvida. Para beber e guardar. Na Onwine encontra-se a 11,99€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015


A Quinta de Pancas situada em Alenquer, às portas de Lisboa, tem investido numa nova imagem e numa promoção dos seus vinhos, focando nas redes sociais, por exemplo, inovando, renovando-se. Depois de provaodo o branco feito 100% da casta Arinto, provamos agora o monocasta Chardonnay. Foi servido num almoço, às cegas, onde não foi consensual, sobretudo por não apresentar marcadores claros da casta, mas também pela sua elevada acidez, no bom sentido, ou seja, que garantirá uma boa guarda. Eu gostei. 

Um branco cheio de potência, mas com aromas suaves e delicados, algum tropical à mistura e fruta de polpa branca. Boca com volume, frescura e untuosidade proveninete da madeira e um final longo e crocante. Para a mesa, claramente. E para guardar também, pelo menos mais alguns meses. PVP: 14,90€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 7 de março de 2018

Em prova: Quinta das Carrafouchas Branco 2015

Por um motivo ou outro, nunca tinha provado os vinhos da Quinta das Carrafouchas. Nem sei se existe na zona Norte quem os comercialize. Consegui provar através do enólogo Hugo Mendes (Quinta da Murta, HM Lisboa) que faz estes vinhos.

O branco, de 2015 é um vinho Regional Lisboa, com 13% de álcool, feito 100% de arinto, com estágio parcial (30%) em barrica de carvalho francês, sendo o restante vinificado em inox.

Engraçado que ao primeiro contacto, o aroma não me fez lembrar um arinto, sobretudo pela lado herbáceo mais dominante de uma qualquer erva aromática (eu dizia hortelã - o Hugo Mendes, poejo). Às vezes notas de chã também. Fresco, cremoso, com toques citrinos, untuosidade da madeira (imperceptivel, como é hábito do enólogo) e bem harmonioso.

Um vinho equilibrado, seco e gastronómico, fora das doçuras e frutinhas "chatas".

PVP:8€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Em Prova: Morgado de Santa Catherina Reserva


17/20. Desta feita, não coloquei, no titulo deste post, menção ao ano de colheita do vinho. Foi propositado, pois considero o Morgado de Santa Catherina Reserva Branco,  um valor de qualidade constante, ano após ano, um verdadeiro blockbuster, no campeonato dos vinhos brancos abaixo de 10€. Trata-se de um Arinto, de Bucelas, região onde a casta se exprime de forma ímpar e passa por madeira nova, o que lhe confere uma complexidade extra muito interessante. Madeira que "pega" na frescura e lado citrino do Arinto e lhe aporta um lado mais "gordo" (e gastronómico) que com o passar dos anos se transforma numa adoravel complexidade, com deliciosas notas limonadas e até amanteigadas, junto com especiarias. É pois esse o momento em que gosto de beber este vinho, com alguns "anos" em cima (neste momento ando a beber o 2011 e 2012 e podem se guardar ainda mais tempo), mas se não conseguir resistir, beba a colheita mais recente no mercado, a do ano de 2015, mas não se esqueça de ir guardando umas quantas garrafas para deleite ao longo dos anos, com este vinho. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

sábado, 19 de agosto de 2017

É este o teu vinho, Jack?!


Hugo Mendes, enólogo da Quinta da Murta e Quinta das Carrafouchas, entre outras, maioritariamente da região de Lisboa, pode não ser logo identificado pelo comum dos mortais, mas toda a gente que anda à volta do vinho o identifica, seja pelas convicções fortes que apresenta (e os belos vinhos que faz) ou pelos videos que vai colocando na net onde o o personagem "jack" lhe permite de uma forma algo cáustica e divertida, extravasar o que lhe vai na alma. É pois um homem com uma forte penetração nas redes sociais.


Tirando partido disso mesmo, decidiu fazer algo inédito: Disponibilizar 800 garrafas do seu primeiro vinho em nome próprio - Lisboa by Hugo Mendes, em venda antecipada pela net, a um preço mais baixo, de um total de 2600 garrafas numeradas. Risco grande, exposição garantida. Mais, Hugo Mendes subverteu de alguma forma o processo, ou seja, um vinho desperta emoções e conta histórias, ora Hugo Mendes conseguiu contar uma história à volta do vinho, muito ante deste saír, criando uma expectativa enorme à volta do projecto. E o vinho é consensual? Não é, mas felizmente tem tido belíssimas críticas.

Trata-se da sua interpretação da região de Lisboa, um vinho branco com Arinto e Fernão Pires em partes iguais. Lembro-me da primeira vez que o provei e senti um misto de sensações - estranhas, pois o hype criado era enorme e precisei de provar de novo e de novo... gostei e gostei mais e acredito que o vinho ainda tem muito para dar. Para já, embora considere que precisa de tempo para casar as duas castas, adoro o registo leve e fresco, muito fino do vinho. Com uma acidez presente mas delicada a aportar uma certa finesse e complexidade ao vinho. Pouco álcool, 11,5º, o que é óptimo e um corpo médio a segurar todo o conjunto, bebe-se sem dar conta! Diria que falta apenas um final mais acutilante, mas acredito que virá com o tempo, pelo que sendo um dos patronos, guardei as minhas restantes garrafas para comprovar isso no próximo ano. Até lá, não coloco nota de prova, pois acho que é injusto, nesta fase do vinho. Para o ano volto, Jack, e escrevo a nota, yah?

Sérgio Lopes

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Em Prova: Adega Mãe Cabernet Sauvignon 2013


16/20. Abri este vinho no passado domingo, um dia de calor abrasador. Mas apetecia-me um tinto e apetecia-me provar este vinho que não conhecia. Cabernet Sauvignon é uma das castas mais respeitadas mundialmente, importadas de França e que dão origem a grandes vinhos. Eu não sou particular fã da casta, sobretudo por vezes marcar em demasia o vinho com notas de "pimento verde", o que me desagrada. Pois este vinho tem um pouco disso, mas diria que "mutado", ou seja o que senti foram notas apimentadas e "verdes" mas que lhe aportam frescura e vivacidade. Que não aborrecem. A boca acompanha, com elegância e alguma garra, em equilíbrio, apresentando frescura qb apesar dos seus 14,5º. Experimentem com comida. Eu acompanhei com um arrozinho de pato e gostei! PVP: 9€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 4 de julho de 2017

Em Prova: Dona Fátima Jampal Branco 2014

15,5/20. Este vinho é proveniente de Lisboa, produzido pela Manz Wines. Penso que a descrição retirada do site explica muito bem o projecto e em particular este branco da uva quase extinta Jampal: "O projeto da Manzwine promete transportá-lo para uma época em que esta vila era célebre pela qualidade das suas vinhas e pomares, fruto de boa terra, plantação em encostas e socalcos e de um micro clima singular, demarcando a fronteira entre a influência marítima e a proteção amena da ribeira de Cheleiros. Apresentamos o lote do primeiro vinho feito exclusivamente com a quase extinta Uva Jampal." 

O vinho vale sobretudo por isso, pela raridade da casta utilizada. Trata-se de um vinho correcto,  com complexidade qb, apresentando fruto de caroço no nariz, média complexidade de boca, amparada por barrica bem integrada a amaciar o conjunto e com algum corpo, terminando com agradável persistência. Compreende-se o preço pela utilização da exclusiva uva Jampal, mas neste campeonato dos vinhos brancos a rondar os 15€ , talvez não se destaque. Mas de novo, trata-se de uma produção muito pequena. Provem, pela curiosidade! PVP: 16,5€. Disponibilidade: Garrafeira Nacional.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Da minha cave: Quinta do Monte D'Oiro Aurius 2007

16,5/20. Visitei a Quinta do Monte D'Oiro, situada em Alenquer, há já quase 5 anos... Como o tempo passa e como o nosso palato muda... Na visita trouxe alguns vinhos que guardei, entre eles, o Têmpera 2006, provado AQUI e este Aurius 2007, que abri recentemente. Elaborado a partir das castas Touriga Nacional, Syrah e Petit Verdot e com 18 meses de estágio em madeira. O vinho está com 10 anos e mostrou-se cheio de vida ainda, mas tem aquele lado adocicado que não me encanta, mas que compreendo, o torna mais internacional. É bem desenhado, complexo, fruta, especiaria, boca com taninos redondos mas firmes e final longo, daí a nota que decidi atribuir. Contudo, por um preço a rondar os 20€ não será a minha escolha. 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Em prova: Quinta do Rol Rosé Pinot Noir 2013

16/20. A Quinta do Rol situa-se na Lourinhã, pertencendo por isso, à região vitivinicola de Lisboa. Este rosé é produzido 100% da casta francesa Pinot Noir. Comprei o 2013, num Pingo Doce em promoção, e gostei muito do que provei. Nariz contido, com fruta vermelha fresca (framboesa, amora) e muita frescura. Boca elegante, como deveria ser da casta Pinot Noir, bela acidez e final seco e com toque limonado a apontar para um pendor gastronómico. Acho um excelente exemplar de rosé, para acompanhar umas entradas, proporcionando prazer. Se o 2012 está assim, gostava de provar o rosé do ano... PVP: 5€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

domingo, 26 de março de 2017

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Tinto 2010


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, na freguesia de Santo Estevão e Triana, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. A propriedade tem cerca de 50 hectares de vinha. 

De vez em quando o meu corpo pede qualquer coisa internacional - pode ser um lugar, uma viagem, ou, por alturas do saudoso erasmus, uma conversa a dois em inglês europeu com uma sueca/norueguesa. Foi para onde caminhou o meu pensamento , com este vinho, neste caso um blend com Merlot, a omnipresente Touriga, e ainda Petit Verdot, Alicante e Cabernet Sauvignon. tudo um bocado aos encontrões ainda, 

As notas dominantes vão alternando entre os verdes do Cabernet e a menta do PV, o cacau e os espargos do Merlot, a pimenta como especiaria oficial (e cominhos, poderá ser?). Tudo meio quente e não é da temperatura... alguma frescura extra saberia bem; o vinho está para durar mas daqui a uns 3/4 anos não irá muito mais longe. e garrafas não faltam, pelo menos nos supermercados onde costumo ir.

Marco Lourenço (Cegos Por Provas)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Da Minha Cave: Têmpera Tinto 2006


16/20. Há uns anos atrás visitamos a Quinta do Monte D'Oiro, em Alenquer de onde trouxe alguns vinhos provados na altura, entre eles, este Têmpera 2006, produzido 100% da casta Tinta Roriz. Abri-o e decantei-o umas horas antes do jantar e não apresentou qualquer borra ou depósito apesar do seu estágio em barrica nova, evidente na boca. Hmmm. O vinho apresentou-se elegante e cheio de chocolate e baunilha, ainda com muitos anos pela frente. Embora eu o tivesse achado um pouco cansativo. Dou-lhe esta nota porque sei que vai ter sucesso para quem o provar dado o seu lado "sedutor" abaunilhado. E também pela sua capacidade de envelhecimento (apresenta mais de 10 anos) No entanto, não me deslumbrou. É um vinho bem feito? Sim, apenas não faz o meu estilo. PVP: 15€. Disponibilidade: Garrafeiras (Neste momento o 2012).

Sérgio Lopes

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Da minha cave: Myrtus Reserva Arinto 2008

17/20

"Isto é tão bom Hugo Mendes..!", foi o que eu exclamei baixinho, várias vezes, sozinho, enquanto degustava copo após copo este magnífico exemplar da casta Arinto, com uns singelos 8 aninhos de idade. 

Myrtus é o nome inspirado na denominação científica da planta que dá nome à casa que o produz, a Quinta da Murta, cujo carismático enólogo Hugo Mendes,é a face mais visível do projecto. Aliás, quase que se confundem um com outro, não é?

Hugo Mendes, parte integrante da criação deste vinho, desafiador, na medida em que se trata de um branco pensado para envelhecer bem, e a melhorar com o passar do tempo. Feito em Bucelas, 100% Arinto, como não podia deixar de ser, estagiou durante três meses com “Batonage” em barricas novas de carvalho francês. Só existe uma colheita, esta mesma provada, a de 2008.

No copo, apresenta uma belíssima cor dourada, a mostrar boa evolução que se confirma nos aromas inebriantes sentidos quando se chega o copo ao nariz. Arinto, com notas citricas de laranja confitada, algum caramelo, fruta caramelizada, enfim deliciosamente complexo . Alguma especiaria da madeira a dar-lhe ainda mais profundidade. Na boca mostra-se untuoso, fresco e com um final muito muito longo. Pode ombrear com diversos pratos, mas não foi o caso.

Foi provado (bebido e degustado) a solo, num fim de noite marcado por temperaturas altas abismais e com o céu coberto de fumo dos horríveis incêndios que se fizeram sentir. Foi um verdadeiro deleite para os sentidos. Pena não haver mais...! Provavelmente está no seu auge, mas apenas Hugo Mendes o poderá comprovar.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Galo D'Oiro Branco 2011

Ano: 2011

Produtor: Sociedade Agrícola Quinta do Conde

Tipo: Branco

Região: Lisboa

Castas: Arinto, Fernão Pires, Sauvignon Blanc

Preço Aprox.: 2.5

Veredicto:  A sociedade Agrícola Quinta do Conde é uma empresa existente há já várias gerações na familia Santos Lima. Está situada no concelho de Alenquer, a cerca de 45 kms a Norte de Lisboa com uma área total de 192 ha, dos quais 130 ha são vinhas.

O portefolio é constituído por diversas marcas, desde entrada de gama, até ao topo, contando com castas portuguesas e internacionais, em blend ou vinificadas em separado.

Este Galo D'Oiro mistura Arinto, Fernão Pires e a casta francesa Sauvignon Blanc. O rótulo identifica um Galo dourado e a expressão "of Lisbon", talvez para criar impacto no mercado internacional. Confesso que não o considerei muito apelativo.

Relativamente ao vinho, passou-me também ao lado... A conjugação das castas mostra um aroma algures entre a maçã verde e o ananás. A boca é fresca, mas a acidez mostra-se um pouco descompensada do conjunto. Termina de média persistência.

Não está mal feito, apenas o considerei totalmente indiferente e para um campeonato pertencente à feroz entrada de gama, à venda nas grandes superfícies.

Classificação Pessoal: 13,5


Sérgio Lopes