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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fora do Baralho: Monte da Ravasqueira Late Harvest

Monte da Ravasqueira Late Harvest é um colheita tardia proveniente do Alentejo, feito 100% da casta Viognier. Sim, do Alentejo e de uma casta que tanto tem de delicada, como de "pesada" se não for tratada / vindimada correctamente, principalmente em zonas quentes. 

Ora, este vinho é o resultado de uma prensagem lenta e suave sobre as uvas durante mais de 24 horas; uvas essas congeladas durante algumas semanas previamente à temperatura de -20º C. Numa região, não propensa à formação do fungo Botrytis Cinera, responsável pela "podridão nobre" das uvas, o resultado foi, pois claro, "fora do baralho".

Um vinho licoroso com uma cor muito bonita, amarelo-limão, nariz muito fresco e complexo com a fruta citrina compotada (tipo do bolo-rei), marmelada, toranja... Boca gorda, mas muito elegante, com uma bela acidez e intensidade, nunca tornando o vinho minimamente "chato". Pelo contrário!

Para quem procura um colheita tardia na linha de um Grandjó, engane-se pois aqui estamos na presença de algo num pendor mais fino e elegante, com grande equilíbrio, mas cheio de sabor.  375cl. 10,5º. PVP: 10€

Sérgio Lopes

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Em Prova: Grandjó Late Harvest 2008


17/20. Existem várias formas de obter colheitas tardias (late harvest), sendo que neste caso particular, obtém-se através da acção do fungo natural conhecido por Botrytis Cinerea, que "ataca" as uvas, através da "podridão nobre"Na Quinta do Casal da Granja, em Alijó, da Real Companhia Velha, algumas parcelas beneficiam de um micro-clima conducentes a um nevoeiro matinal seguido de tardes quentes e húmidas que apresentam as condições ideais para o desenvolvimento do fungo Botrytis Cinerea, contribuindo assim para a criação do Grandjó Late Harvest, Trata-se de um vinho doce e untuoso, mas com uma acidez notável que nunca o torna cansativo. Ora este é o ponto chave para um grande Colheita Tardia, o equilibrio - Doce, mas sem nunca ser cansativo. Em prova temos o 2008, proveniente da podridão nobre afetando a casta branca semillon, delicioso, com notas de citrinos confitados, mel, alguma baunilha do contacto com a barrica, fresco e gordo , num perfeito equilíbrio entre doçura e acidez, terminando longo e viciante. Não se nota nada que é de 2008... Deve sser servido entre 8º a 10º e em doses comedidas (acompanhando sobremesas pouco doces), pois para além da sua forte concentração glicémica, vem numa garrafinha de 375ml, a um PVP de cerca de 18€... Para ficarem com um "docinho" nexta sexta-feira 13... Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes