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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Krohn Colheita 1968

Ano: 1968

Produtor: Wiese & Krohn

Tipo: Porto

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 100€

Veredicto:  Na recente visita que efectuamos à Wiese & Krohn e da qual será dado devido destaque em breve, tivemos o privilégio de provar diversas colheitas, na realidade, 5 - uma por cada década. A mais antiga em prova (excluindo o porto branco 64) foi este tawny envelhecido mais de 40 anos, ao qual demos a devida atenção.

Trata-se de um vinho com uma cor castanha "atijolada" - difícil de descrever . No nariz, muito fruto seco, diverso. Uma grande variedade de aromas, amêndoa, avelã, nozes, etc, com notas caramelizadas pelo meio, e um leve vinagrinho. Complexo mas elegante.  Na boca, belo corpo e frecura notável. Termina muito longo e muito persistente, despertando uma panóplia sensorial na nossa língua.

Um Porto com história. O único ponto menos positivo é a presença de um pouco de álcool a mais, quer na boca, quer no nariz,  que desiquilibra ligeiramente o conjunto

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Real Companhia Velha 1977

Ano: 1977

Produtor:
Real Companhia Velha

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 40€

Veredicto:  Nas nossas eno-visitas pelo Douro, efectuamos uma paragem rápida na Real Companhia Velha, um pouco antes de passar a ponte para o Pinhão. A simpática vendedora recomendou-nos de entre os vários exemplares existentes, o colheita 1977. Ora, depois de termos provado o sublime 1977 da Messias e como a garrafa era tão bonita, e a senhora sugeriu com tanta segurança, decidimos experimentar, para comparar. Infelizmente, não era na realidade nada de especial, aliás até considero que foi uma decepção.

De cor âmbar, no nariz fruto seco, com predominância da casca de amêndoa e de laranja caramelizada. Tudo muito superficial. Muito alcoólico no primeiro impacto quer no nariz, quer na boca (e não tem a ver com a temperatura a que foi servido). Na boca, para além da presença em demasia do álcool, mostrou-se doce, com uma estrutura mediana, a faltar um pouco mais de acidez, terminando algo curto e seco.

Demasiado desiquilibrado para um vinho com mais de 3o anos...!

Classificação Pessoal: 13

Sérgio Lopes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dalva Colheita 1995

Ano: 1995

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 17€

Veredicto:  Ora aí está mais um colheita, lançado pela C. Da Silva e que curiosamente esteve em prova na Essência do Vinho. Eu já o conhecia e já tinha adquirido uma garrafita na loja da Dalva, no Cais de Gaia. Pois bem, acabou-se ontem.

Trata-se do colheita 1995, com uma imagem renovada e mais apelativa (aliás comum a todos os vinhos da casa),  a custar cerca de metade do valor, do  fantástico colheita 1985, mas igualmente muito bom. Como sempre, os vinhos colheita Dalva são elegantes e finos, com uma acidez que lhe confere uma frescura notável, enfim, uma delícia. Envelhecido em barricas de carvalho francês, por um período mínimo de 7 anos, na boca, para além do bom volume e do final persistente, notam-se os frutos secos (também presentes no aroma), característicos deste tipo de vinho.

Mais um colheita muito agradável, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dalva Colheita 1985

Ano: 1985

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 35€

Notas de Prova: Baunilha, mel, confeitaria, frutos secos, leves traços limonados. Na boca mostra um perfil, cheio, encorpado e doce a compotas e frutos secos, termina longo e quente.

Veredicto:  Numa das muitas provas que tenho assistido na Wine O' Clock de Matosinhos, este Dalva Colheita 1985, foi-me recomendado pelo afável e simpático crítico de vinhos e gastronomia, José Silva, que é também o apresentador do programa A Hora do Baco, transmitido pela RTP-N.

Em boa hora o fez, pois trata-se de um colheita que está no ponto: Muito bem envelhecido, fino, elegante e aromático, com uma frescura tal que nos permite escolher bebê-lo a solo como aperitivo ou digestivo. Eu confesso que bebemos a garrafa toda como um belo digestivo ao longo dos (poucos) dias que esta durou. ..

Um colheita soberbo, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 17,75

Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dalva Golden White 1963

Ano: 1963

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita Branco

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 100€

Notas de Prova: "Muitos tons esverdeados surgem quando se agita o copo, sinal da sua velhice. Muito rico de aromas, notas de figos, frutos secos, compotas de ameixas brancas, tudo rico, doce, melado mas perigosamente atractivo. Muito elegante na boca, tem um corpo sedoso que envolve o palato e esta textura deixa marca na boca. O final é muito prolongado, austero mas de grande classe” in Vinhos de Portugal 2010, João Paulo Martins.

Veredicto: A marca DALVA, do produtor C. Da Silva sempre nos habituou a vinhos do Porto de uma qualidade geral muito alta, sendo que recentemente lançou igualmente vinhos de mesa tinto e branco, que comentarei neste blogue. Este colheita branco de 1963, trata-se de um vinho fortificado envelhecido em pipas de fino carvalho francês, amadurecendo até aos dias de hoje. Nas palavras do produtor, trata-se da melhor colheita da década, existindo também o de 1952, que ainda não tive o prazer de provar...

O Dalva Golden White, apresentado em garrafas de 0,5 litros, e com uma produção limitada trata-se de um vinho com uma personalidade e identidade próprias muito bem vincadas.

Na prova, ressaltam aromas a frutos secos, notas de figos e compotas, muito aromático, com uma acidez no ponto que lhe confere uma enorme frescura em perfeita comunhão com a doçura própria deste tipo de vinhos. De cor idêntica a um tawnie velho revela-se guloso, com enorme elegância e final prolongado.

Um vinho fortificado de enorme classe, direi mesmo viciante...!

Classificação Pessoal: 18

Sérgio Lopes