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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Em Prova: 70/30 Branco 2018

Depois do sucesso dos seus vinhos "identidade", feitos em homenagem aos seus filhos e esposa, o Sommelier Pedro Martin lança agora o vinho 70/30, um branco produzido na Beira Interior, com enologia de Patricia Santos (dois.pomto.cinco, Rosa da Mata), que pretende ser a visão de Pedro sobre o perfil que a região pode produzir. 70% de uvas provenientes da sub-região da Cova da Beira, com 30% de uvas provenientes da sub-região de Pinhel. Sem passagem por madeira, o resultado é um vinho fresco, seco, ainda jovem, com apontamentos vegetais, que pede mesa. PVP: 13€. Garrafeiras.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:

Sérgio Costa Lopes

sábado, 28 de março de 2020

Em Prova: Quinta Serra D'Oura Reserva Branco 2017

Head Rock é um projecto de Trás-os-Montes, mais propriamente, localizado em Vidago, e cujo primeiro vinho nasce apenas em 2011. Liderado pelo jovem e simpático casal Carlos Bastos e Rita Ferreira, para além da marca "umbrella" Head Rock, com vinhos sem passagem por madeira, a marca Quinta Serra D'Oura é sempre um field blend, com passagem por madeira. O Quinta Serra D'Oura Branco Reserva 2017 é repleto de de frescura, com pouco álcool - 12,5º, mostrando-se muito versátil à mesa. PVP: 15€.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:


Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 24 de março de 2020

Em Prova: Deslumbre Alvarinho 2019

Proveniente da freguesia de Figueiras, concelho de Lousada, o projeto do vinho "DESLUMBRE" nasceu à 8 anos numa "brincadeira" no sentido da criação de um vinho para consumo próprio, mas cedo Jorge Pinto se apaixonou pelo mesmo e decidiu criar e lançar a marca Deslumbre, apenas 2 anos depois, em 2014, com o objetivo de o comecializar. Para além do vinho que dá nome ao projecto, composto por Alvarinho, Loureiro e Arinto, o produtor aposta agora em dois vinhos produzidos 100% da casta Alvarinho, um sem madeira o Deslumbre Alvarinho 2019 e outro com passagem por barrica o Quinta D. Dores, de que falaremos mais tarde. O Deslumbre Alvarinho 2019 faz jus por um lado à casta, traduzindo-se num vinho aromático - exuberante até e refrescante, por outro lado, ao enólogo António Sousa, tornando-o bastante comercial com a adição de um pouquinho de gás - muito ligeiro. Um registo mais próximo do vinho verde tradicional, do que por exemplo de alguns exemplares mais sérios da casta, sobretudo na sub-região de Monção e Melgaço, apesar do bom equilíbrio do conjunto. PVP: 8,5€. Comprar Aqui. 

Sérgio Lopes

domingo, 22 de março de 2020

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2019

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde feito de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. A edição de 2018 aparece com uma nova imagem, mais "clean" e moderna, com as castas utilizadas, visíveis em primeiro plano. Quanto ao vinho, trata-se de um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. Parece-me mais pronto a beber do que em edições anteriores, dando já uma prova muito agradável. Mas pelo histórico da "coisa" ainda tem muito para crescer nobremente em garrafa. Disponível para todos, a preço cordato, em tempos difíceis onde um copo de um vinho branco de qualidade, certamente amenizará o ambiente. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Convido-vos a assistir à prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Lopes

terça-feira, 17 de março de 2020

Em Prova: Marquês de Borba Branco 2019

Falo hoje de mais uma edição do Marquês de Borba Branco, o 2019, do produtor João Portugal Ramos, do Alentejo. Trata-se de um vinho muito bem conseguido, de enorme consistência ano após ano. Daqueles vinhos que não deixam ninguém ficar mal se a escolha recair nele, numa prateleira de uma grande superfície. Um vinho fresco, leve e citrino, com ligeiro tropical, com boca interessante e que poderá servir como um excelente aperitivo ou acompanhar refeições leves. "Tudo no sítio" com o plus dos 12,5º de álcool contribuírem para a leveza de conjunto, o que é uma mais valia. Numa época difícil, onde a quarentena é necessária, é bom saber que temos num supermercado perto de nós, um belíssimo vinho. PVP: 4,99€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de março de 2020

Em Prova: Zagalos Reserva Branco 2017

Não conhecia este branco proveniente da Quinta do Mouro, que vem assim fazer companhia ao Zagalo tinto, completando a gama média dos vinhos do produtor. Alvarinho, Arinto, Gouveio, Verdelho, Rabigato. Maceração pelicular durante 8 horas. Fermentação e estágio em barricas usadas, com battonnage. O resultado: Um vinho surpreendentemente fresco e com muita tensão, sem perder o equilíbrio. Cor citrina carregada, nariz cheio de frescura, com notas florais, citrinas e alguns melados. Na boca, muita tensão, untuoso, elegante, com notas oxidativas muito giras a conferir-lhe originalidade. Termina longo e cheio de sabor, com os seus singelos 12 graus de álcool. Um branco com uma elevada acidez, que aposto, provado às cegas, dificilmente seria identificado como um branco do Alentejo. Bravo. PVP: 12€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 3 de março de 2020

Em Prova: Vinhos PGA (Pedro Guilherme Andrade)

Com formação em Engenharia Agrónoma e especialização em Enologia, Pedro Guilherme Andrade exerceu diversas funções no sector dos vinhos, desde meados da década de 1990. Como enólogo de várias empresas da Bairrada, contribuiu para o movimento de renovação dos vinhos da região, que hoje assumem um perfil mais moderno sem perderem as suas características matriciais. A sua actividade como produtor individual arrancou no final da década de 2000, aproveitando o know-how adquirido profissionalmente e as excelentes condições vitivinícolas da propriedade familiar., resultando na marca PGA

O PGA Heritage Colllection Bruto 2017 é um espumante feito de Bical, Cerceal e Chardonnay. Com estágio mínimo de 12 meses, antes de degorgement, trata-se de um espumante equilibrado, com uma mousse suave e crocante, capaz de ser consensual. Bem desenhado. 10€. 


O PGA Reserva Tinto 2018 feito de Baga e Touriga Nacional, com a barrica um pouco impositiva nesta fase, num conjunto estruturado e a mostrar que é possível beber um tinto com baga em novo. 10€. Finalmente, o meu favorito, o PGA Reserva Branco 2018, feito de Cerceal, Chardonnay e Arinto, um vinho algo exótico e fresco, com bom volume de boca e elegância de conjunto. 10€.

Um projecto, na minha opinião, a meio caminho entre a tradição e modernidade, com muito espaço para crescer.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Radar do Vinho: Prior Lucas

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.
O Espumante Falala Bruto Blanc des Noirs 2017 trata-se de um espumante muito fácil de beber. Daqueles que "escorregam" muito bem. Tem uma bolha agradável, mousse boa, apresentando-se muito correto, de novo muito fresco e com aromas florais e maçã verde, com um final mais frutado, o que o torna bem apelativo. Ideal para quem pretende se iniciar no mundo dos espumantes, com um produto de qualidade. 9,90€ Falala é o nome da filha de Rui Lucas.
Prior Lucas Tinto 2016. Cada ano é diferente para este vinho que representa o blend das parcelas que o constituem, resultante do comportamento das castas naquele ano. Baga, Tinta Roriz e Syrah,  num vinho de introdução à Baga e à Bairrada. Tem uma acidez equilibrada e é bastante leve. Descomplicado e fácil de beber por qualquer um. Elegante, fresco e versátil à mesa. Um vinho para se ter sempre em casa. 8,90€
Prior Lucas Branco 2018. Bical, Maria Gomes e Chardonnay. Discreto de aroma, elegante, salino e com boa estrutura. Um branco para comida. Apenas lhe falta um pouco mais de nervo, que tanto caracterizam os brancos bairradinos de que tanto gosto. Contudo tem uma acidez boa e versatilidade para se comportar bem à mesa. 10€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Radar do Vinho: Quinta de São Bartolomeu

A Quinta de São Bartolomeu situa-se em Alenquer. A tradição na produção de vinho remonta há décadas, tendo sido inclusive fonte de uvas fornecidas para a Quinta de Pancas, até à compra desta pela Companhia das Quintas, em 2006. Com essa aquisição, dá-se assim inicio à produção própria mais em força, contando com diversas gamas no seu portfolio - Olissipo, Bartolo, QSB e os topo de gama Quinta de Bartolomeu, entre outras referências soltas, como Marquês de Olhão ou Alenquer Valley. 
As gamas Olissipo branco e tinto, com pvp a 4,95€ são a porta de entrada para o projecto - vinhos correctos e equilibrados. A gama seguinte denomina-se Bartolo, também branco, rosé e tinto. Vinhos bem desenhados, com alguns anos de garrafa, o que não é usual nestas gamas mais entry level, frescos e equilibrados. A um PVP de 6,50€. Há ainda o Bartolo Sauvignon Blanc, um pouco acima dos restantes - 7,5€ que pretende aportar a identidade da casta francesa ao terroir de Alenquer. Está muito interessante. 
Na gama média, o Marquês de Olhão, com Touriga Nacional, Touriga Franca e Merlot está muito interessante, com taninos polidos, corpo elegante e bom volume de boca, numa combinação muito prazerosa. O QSB  apresenta a mesma combinação de castas, mas com os taninos um pouco mais maduros, mantendo a matriz de elegância e boa acidez de conjunto. Ambos muito gastronómicos, frescos e será uma questão de opção pessoal qual deles escolher. Ambos a rondar os 10€. Muito boas RQP.
A gama Quinta de São Bartolomeu apresenta um branco feito de Chardonnay e Arinto fermentados e estagiados em barricas de 2º e 3º ano, com battonage regular. Um branco untuoso, com os amanteigados do Chardonnay e a acidez do Arinto a resultar num vinho muito gastronómico, com uma bela gordura de boca. 10,5€. O Quinta de São Bartolomeu Tinto é feito de Merlot e Cabernet Suavignon. Apresenta-se complexo, com fruta preta evidente, corpo maduro, taninos firmes mas com polimento e final fresco e apetecivel. Muito interessante. 14,50€. Para finalizar, o Quinta de São Bartolomeu Cabernet Sauvignon, com as notas de pimento tão características em primeiro plano, mas de uma forma contida e que conferem frescura olfactiva ao primeiro impacto. A boca é elegante e fresca, com taninos firmes, mas sedosos, terminando com bom comprimento de boca. Um Cabernet que não cansa e mostra toda a frescura atlântica patente de uma forma geral nos vinhos da Quinta de São Bartolomeu. Apenas lhe falta um pouco mais de "punch" final, na minha opinião. 16,50€

Um projecto para acompanhar a sua evolução, sendo que neste momento penso que existem demasiadas referências e acredito que as gamas média e topo ainda poderão ser mais afinadas, conseguindo assim produzir vinhos que ombreiem com os grandes da região. Todos os vinhos podem ser adquiridos AQUI.

Sérgio Lopes 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Em Prova: Manolito Branco 2018

O "velho" Manolito gostava de viajar e conhecer novos povos e culturas, voltando sempre à sua terra para contar por onde tinha andado e o que tinha feito, junto da sua família e amigos, beber um copinho de vinho acabado de sair do pote, ouvir e cantar o cante. Durante as inúmeras experiências nas suas viagens, carregava sempre consigo a alma Alentejana. E é um pouco isto que este vinho pretende representar, ao juntar o Antão Vaz de uma vinha com cerca de uma década, com uma vinha velha de Diagalves, Antão vaz em Inox, com ligeira “bâtonnage” das borras finas durante 2 meses. Já as uvas de vinha velha, onde pontifica maioritariamente a Diagalves, foram tratadas à luz do conhecimento mais antigo. Totalmente tratada como Vinho de Talha - o encontro entre a tradição e a contemporaneidade. E o resultado, por incrível que pareça, funciona mesmo nesse sentido O vinho tem um lado super fresco no nariz, mas também muito complexo, e contido. Presença de fruta madura, mas também notas cerosas e terrosas - O inox e a talha a trabalharem em conjunto. Na boca resulta rico, tenso, untuoso, equilibrado e que dá muito prazer, terminando afinado e longo. Um vinho super versátil à mesa, que tive oportunidade de provar de novo (tinha provado apenas no Ânfora Wine Day) e que está a evoluir muito bem. Mais um belo exemplar a utilizar (bem) a talha. A enologia está a cargo de Tiago Macena. PVP:13€. Disponibilidade: Online.

Sérgio Lopes

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Da Minha Cave: Munda Encruzado 2006

A Quinta do Mondego é talvez um dos produtores familiares do Dão não tão conhecido, mas cujos vinhos respeitam o terroir e resultam de produções reduzidas e de elevada qualidade. Entre tinto, rosé e branco, hoje falo-vos de um branco de Encruzado - casta rainha da região, o Munda Encruzado 2006, provado no restaurante Vilamar. Um vinho que demonstra bem a longevidade e potencial da casta encruzado e que se mostra com quase 15 anos numa belíssima forma. È certo que em novo deveria estar carregado de madeira pois esta ainda se sente, embora já amaciada pelo tempo, amparada por notas untuosas e meladas muito interessantes, mantendo uma agradável frescura de conjunto e sobretudo uma boca poderosa e muito seca. Já terá passado o seu apogeu, mas ainda dá muito prazer. ´Bora comprar as novas colheitas a um PVP de 13,90€ nas melhores garrafeiras do país. 

Sérgio Lopes

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Em Prova: Almeida Garrett Chardonnay 2018

Almeida Garret. O nome deste projecto resulta da descendência da família que o encabeça, relativamente ao famoso poeta. 

Encontram-se situados em Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta na casta Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. 

Produzem vinhos tintos e brancos, mas é nos brancos de Chardonnay - o colheita e o reserva, que creio se destacam mais.

Dois brancos muito interessantes, provenientes da região da Beira Interior. 

Provamos a nova edição do Almeida Garrett Chardonnay 2018.

Trata-se de um vinho muito fresco, mineral, focado na fruta e sem os excessos a que muitas vezes esta casta em Portugal é sujeita. De corpo médio, muito equilibrado e agradável de se beber, com final também médio.

Mais um vinho branco da Beira Interior bem interessante.

Apenas considero que esta edição do 2018 tem um pouquinho menos de corpo que a edição 2017. A confirmar em provas futuras, com a sua evolução em garrafa. PVP: 7,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Em Prova: Chapeleiro Reserva Branco 2017

Segunda edição deste vinho que mantém a mesma matriz do ano anterior, ou seja, a selecção das melhores uvas de Arinto e Loureiro, com um ano de estágio em barrica de carvalho francês e 6 meses de garrafa. Se no ano passado, a barrica era de primeiro ano, tal como o vinho, este ano, aparece desde já menos marcada, o que me agrada bastante. O Chapeleiro Reserva Branco 2017 mantém o perfil sério do ano passado a está muito equilibrado, complexo e apetecível. O aroma é contido, com notas de barrica de qualidade mas também fruta fresca. Na boca a untuosidade comanda, mostrando-se com bom volume de boca, uma belíssima acidez que lhe confere crocãncia, num final tenso e longo. Gostei muito desta nova edição, de apenas 650 garrafas produzidas, que vão desaparecer num ápice e demonstram mais um vez o grande potencial da região dos vinhos verdes em produzir belos brancos de guarda. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Novidade: Chapeleiro Alvarinho 2019

Originário de Marco de Canaveses, o projeto Chapeleiro ganha agora mais duas referências, um 100% avesso e este Chapeleiro Alvarinho 2019 proveniente de uma vinha da região, com 20 anos junto ao rio. A enologia está a cargo de António Sousa. O vinho está muito jovem, pois foi engarrafado há cerca de um mês, mas já mostra um grande potencial. Neste momento, temos um aroma exuberante a fruta tropical e alguma citrino. Na boca é muito fresco e com bom volume, apresentando-se seco, com tensão e final sumarento e apetecivel, bem focado na fruta. Vai crescer em garrafa e será interessante prová-lo de novo lá mais para a Primavera / Verão para acompanhar a sua evolução em garrafa. PVP. 16€. Garrafeiras e Restauração.

Sérgio Lopes

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Novidade: Consorte Branco 2018

A região vitivinícola dos vinhos verdes é das regiões mais estimulantes de Portugal, com grande versatilidade em termos de castas e capaz de produzir belíssimos vinhos brancos, com uma frescura ímpar. O Consorte é um novo projeto, situado no Lugar de Fundões, em Castelo de Paiva, uma sociedade familiar que vendia as uvas para o gigante Aveleda e agora decide produzir um vinho de elevada qualidade em nome próprio. São apenas 1200 garrafas de um vinho da casta Arinto, cujas uvas entre outras curiosidades, são prensadas por uma prensa de vara, que data da origem da casa, do final do século XIX - 1890. O nome da empresa é Adega da Vara, precisamente em homenagem e referência à rara prensa. A enologia praticada é do tipo minimalista e está a cargo de Rui Cunha (Quinta da Covela, Casa de Paços). Ao leme do projeto encontra-se Júlio Teixeira, empresário que decide agora investir a sério no seu projeto familiar, sempre com o objetivo de obter pequenas produções, de vinhos premium. "Um reserva está também na calha," afirma Júlio.

O resultado é um grande vinho da casta Arinto que tão bem se comporta quando bem trabalhada. O nariz é super complexo e profundo, com muita frescura logo no primeiro impacto e notas especiadas e de barrica de primeiríssima qualidade. na boca temos untuosidade, belo volume e muita frescura, com uma belíssima acidez a equilibrar o conjunto. A madeira ainda se nota, mas aparece bem integrada já, contribuindo para elevar o vinho em termos de complexidade. Termina longo, gordo e tenso. Vai seguramente crescer em garrafa, pois ainda é um "bebé". Um grande primeiro vinho deste projeto! PVP: 19,90€. Garage Wines.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Radar do Vinho: Quinta do Couquinho

A Quinta do Couquinho está localizada em Torre de Moncorvo, sub-região do Douro Superior. São 70 hectares entre olival, mato e vinha, vinha essa plantada em socalcos, com as castas autóctones da região.  A produção anual da quinta é de aproximadamente 100.000 litros de vinho (pouco mais do que 130.000 garrafas - vinho de mesa e Porto) e 15.000 litros de azeite. A enologia está a cargo da dupla João Brito e Cunha (Quinta de S.José) / Victor Rabaçal (Quinta da Bulfata). Provamos os seguintes três vinhos:

O Couquinho Superior Branco 2018, resulta de um lote que integra cerca de 40% de Vinhas Velhas, com predominância de Rabigato, 40% de Viosinho e 20% de Gouveio. 20% do lote fermentou parcialmente em barricas de Carvalho Francês. Trata-se de um vinho que apesar de vir de uma região quente surpreende pela sua frescura. Notas florais e cítricas e um bom volume de boca, com boa acidez, contribuem para um branco bastante interessante, perfeito para comidas mais leves. PVP: 12€.

O Quinta do Couquinho Colheita Tinto 2016 tem na sua origem Touriga Nacional (50%), Touriga Franca (45%) e Sousão (5%), com estágio de 12 meses em barrica. Um tinto que mostra de onde vem, com fruta vermelha evidente e uma boca com taninos firmes mas com elegância, traduzindo-se num tinto bem equilibrado e competente. PVP: 12€. 

Finalmente, o Quinta do Couquinho Reserva Tinto 2016, com 60% do lote proveniente de vinhas velhas e estágio em barrica de Carvalho. Um vinho complexo, profundo e potente, com taninos maduros. Carnudo, sem no entanto perder a frescura.. Bom volume de boca, com a fruta combinada ainda com presença da madeira, num tinto claramente para a mesa e que precisa de tempo e atenção a degustar. PVP: 25€.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Radar do Vinho: Pombo Bravo

Na localidade de Pala, no concelho de Pinhel, está instalada a Casa Agrícola Cova da Raposa, pertencente ao produtor de vinhos João Gonçalves, que comercializa vinhos tintos e brancos sob a marca Pombo Bravo. A designação de “Cova da Raposa” surgiu porque “o sítio (onde possui a sua exploração), na certidão da matriz, é Cova da Raposa”, justifica João Gonçalves. São vinhos simpáticos e francos como tivemos oportunidade de provar. O Pombo Bravo Tinto 2016 (3€) é produto das castas Syrah e Touriga Nacional, um vinho correto e simples. As grandes surpresas são os dois brancos provados: Pombo Bravo Branco 2018, lote de Fernão Pires e Siria, muito fresco e apelativo, daqueles vinhos para se beber às caixas, no dia-a-dia. Extremamente refrescante com uma fruta muito gira. (3,5€). A combinação das duas castas Fernão Pires e Siria funciona muito bem! O Pombo Bravo Branco Siria 2018 é como o nome indica 100% da casta Siria, sendo um vinho um pouco menos frutado que o anterior e com uma lado mais vegetal a conferir um carácter muito interessante ao vinho e um pendor gastronómico. Refrescante e de corpo médio, irá evoluir muito bem em garrafa. A um PVP ,de novo, incrível, de apenas 4€. A confirmação da região da Beira Interior como produtora de brancos refrescantes a preços muito apelativos!

Sérgio Lopes

sábado, 4 de janeiro de 2020

Em Prova: Deu-La-Deu Reserva 2017

Outro dos vinhos degustados durante as festividades natalícias, este Deu-Le-Deu Alvarinho Reserva 2017, produzido através de uma seleção de uvas de melhor qualidade de vinhedos mais altos, em Monção e Melgaço. Mais profundo e complexo que o Deu-la-Deu "normal", com as notas citrinas puras da casta em evidência, muita frescura e bom volume de boca, com um final refrescante. Uma delicia,. A demonstrar que a Adega de Monção é capaz de produzir um Alvarinho de grande qualidade no patamar dos 10€. Um clássico turbinado... PVP: 10€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 28 de dezembro de 2019

Radar do Vinho: Aforista

Aforista é o nome de um projecto de vinhos da Beira Interior, mais propriamente de Pinhel. No seu portfolio produzem as seguintes referências Aforista Branco, Aforista Rosé, Aforista Tinto e Reserva Tinto e ainda um colheita tardia. Contudo, o meu destaque vai inteirinho para dois vinhos: O Aforista Branco confirma a excelência dos vinhos brancos da Beira Interior, num conjunto equilibrado, fresco e muito agradável de beber, a um PVP incrível de 3,5€. Deste branco, provei a última colheita no mercado, a de 2018 e também a de 2015, que estava numa excelente forma, com uma evolução muito interessante, cheia de vida. Muito bem! O Aforista reserva tinto 2014 foi também outro vinho que gostei particularmente, com taninos macios, bom corpo e um excelente equilíbrio a justificar os 5€ de PVP recomendado perfeitamente, traduzindo-se numa excelente escolha para o dia -a-dia. 

Sérgio Lopes

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Novidade: Casa de Paços Loureiro Reserva Vinhas Velhas 2018

Novo vinho da Casa de Paços, 100% Loureiro das vinhas mais antigas. O vinho permaneceu nas borras finas durante 9 meses. Parte do lote fermentou em aço inoxidável e cerca de 20% do vinho estagiou em barrica durante 6 meses (carvalho francês de segundo ano de 300 litros). Um vinho que expressa o que de melhor a casta Loureiro representa. Aroma muito delicado e contido, cheio de subtileza, com notas florais, limonadas e minerais. Boca muito fresca, com untuosidade, madeira impercetível, elegante e vibrante, com final longo e que nos faz salivar. Ainda muito jovem e de elevado potencial. Um grande Loureiro! PVP: 10€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes