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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Santiago Reserva Alvarinho 2016

A Quinta de Santiago é um projeto inserido no grupo Vinho Verde Young Projects, do qual fazem parte também os produtores Sem Igual, Vale dos Ares e Casas Novas. Juntos, mostram o potencial da região dos vinhos verdes, produzindo brancos de eleição. Os vinhos produzidos são quase sempre o reflexo dos seus produtores e a Quinta de Santiago não foge à regra. Com Joana Santiago ao leme do projecto, resultam vinhos bonitos, perfumados e até algo sedutores. Imediatamente apelativos. A base é o Alvarinho, até porque o projecto pertence à sub-região de Monção e Melgaço.

O Quinta de Santiago Alvarinho é desenhado para ser, um pouco tropical, exuberante, bonito, apelativo. Mais comercial, se quisermos, mas muito bem feito. Já o Quinta de Santiago  Reserva Alvarinho 2016, provado recentemente em dois momentos distintos, é talvez o meu vinho preferido. Feito 100% de Alvarinho,claro está, mas com fermentação parcial em barrica e batonnage prolongada. É um vinho muito complexo, mas também fino, com aromas citrinos e florais, madeira bem integrada a conferir uma untuosidade e volume de boca muito interessantes, sem perder a elegância. Muito fresco na boca, com uma belissima acidez, termina longo e persistente. Um vinho da casta alvarinho muitíssimo bem posicionado, quase como um alvarinho turbinado, ou seja, para quem procura um pouco mais de complexidade e estrutura mas não quer pagar preços exorbitantes. Bonito sim, mas mais sério. Uma delicia. PVP:14,95€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Em Prova: Casa do Canto Colheita Selecionada Branco 2016


Branco bairradino, com enologia de Osvaldo Amado e que eu trouxe da Loja da Rota da Bairrada. Feito de Maria Gomes, Bical e Sauvignon Blanc. Confesso que temi que sobretudo com a presença do sauviugnon blanc o perfil fosse tropical e até fugisse um pouco ao meu estilo de vinhos que cosumo, normalmente mais secos. Mas não, felizmente é um vinho focado nos citrinos e alguma fruta branca, todo ele frutado, leve, mas com alguma estrutura,  fresco e muito equilibrado. Uma excelente opção para o dia-a-dia, para beber como aperitivo ou até a acompanhar pratos leves. Bela surpresa. PVP: 3,50€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de junho de 2018

Em prova: O Avesso e o Arinto da Covela

            

Depois da visita à Quinta da Covela no fim-de-semana passado e das compras por lá efetuadas, regresso ao comentário sobre os brancos "edição nacional" que produz e que tive oportunidade de provar de novo. - nomeadamente monocastas Avesso e Arinto. Se o Avesso foi uma aposta desde o inicio, uma vez que se dá lindamente naquele terroir, o Arinto, casta transverslmente difundida por todas as regiões em Portugal, ganhou também o seu espaço, uns anos mais tarde, na Covela, Começou timido e fechado e agora provado o Covela Edição Nacional Arinto 2014, isto é, com 4 anos de garrafa... WOW. Cheio de acidez e frescura, mas com aquele lado citrino tão caracteistico da casta tão interessante. E tão jovem ainda... O Covela Edição Nacional Avesso cujo perfil se aproxima bastante de um caracter mineral e de fruta branca. Também tive oportunidade de beber o 2014. Em grande forma! São dois vinhos super gastronómicos, com uma frescura crocante e que estão num momento espetacular de prova. Um mais delicado - o arinto, outro mais austero - o avesso, ambos deliciosos e a um preço cordato. Vinhos verdes especiais. PVP 7,85€. Disponibilidade: OnWine

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Em Prova: Duas Quintas Reserva Branco 2016


Referência que dispensa apresentações, Duas Quintas, bem como a marca que está por trás, a Ramos Pinto - sinónimos de qualidade e consistência. O reserva branco é feito com uvas provenientes das quintas de Ervamoira e dos Bons Ares, predominantemente Arinto e Viosinho. 75% do lote fermenta em cubas de inox e 25% em barricas de carvalho francês e austríaco de diferentes capacidades e idades, onde estagia, durante 9 meses sob as borras finas. 

A colheita de 2016 está super elegante, muito mineral e contida, mas cheia de frescura. A madeira aparece super integrada e o vinho apresenta já uma grande finesse, com leves nuances florais e toques citrinos. Termina longo e irá crescer segurament em garrafa. Um belíssimo branco. Justo vencedor, como o melhor barnco a concurso no Festival de Vinhos do Douro Superior. PVP: 15€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Barroso Alvarinho Reserva 2017


De Cabeceiras de Basto chega umvinho branco da casta Alvarinho, pelas mãos do enólogo Márcio Lopes (Permitido, Proibido, Pequenos Rebentos), que aqui ajuda os irmãso Barroso a lançar o seu projecto familiar. Uma expressão original da casta, que em terra da região dos vinhos verdes, mas fora do seu habitual nato de Monção e Melgaço se apresenta com um aroma exuberante, com algumas notas tropicais. Na boca mostra uma boa acidez, mineralidade e frescura, terminando com um final crocante e gastronómico. Precisa de tempo para reduzir essa tropicalidade e ganhar ainda mais corpo, o que provavelmente vai acontecer, uma vez que tem vindo a crescer de prova para prova. Mais um alvarinho interessante e a mostrar a plasticidade da casta. PVP: 9,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Em prova: Bajancas Reserva Branco 2016

Não conhecia este vinho que me foi recomendado na minha visita à garrafeira da Gandra, em Ermezinde. 

O vinho é proveniente do Douro, do Cima Corgo e feito de Côdega de Larinho, Rabigato, Viosinho. Penso passar por madeira, mas que está muitíssimo bem integrada. Praticamente não se sente, apenas lhe aportando um pouco mais de complexidade. 

Conjunto fresco, leve e versátil, e preparado para atacar o verão. Não tem um final muito loingo, mas provavelmente também não foi esse o seu propósito, quando foi pensado. 

Surpreende pela leveza. 

PVP: 6,5€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Em prova: Quinta do Poço do Lobo Branco Reserva 2016

Depois de muitos de nós, enófilos mais estreme, andarmos a consumir o stock dos belissimos brancos dos anos 90 das Caves São João, dos quais ainda vão existindo no produtor algumas garrafas, de alguns anos, eis que me deparo com o remake, desse tão afamado Quinta do Poço do Lobo Branco, restyled para o século XXI. Já não é produzido 100% de arinto, como os famosos 90s, mas sim de arinto e chardonnay em partes iguais. Tem ligeira passagem por madeira, ´Battonage´ durante 5 meses e estágio sobre borras durante 8 meses. 

O resultado é um vinho que faz jus aos grandes brancos desta casa. Embora muito novo, aparece bastante contido de aroma, mas muito complexo, com notas minerais, vegetais e citricas. Na boca é untuoso, com a madeira impercetivel e também muita frescura. Apresenta bom volume de boca e termina refrescante e persistente. Os seus apenas 12º de alcool ainda elevam mais o conjunto. Gostei muito. PS: A garrafa é muito mais pesada que o normal! PVP: 13€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Os brancos dos anos 90 das Caves São João

As Caves São João estão recheadas de preciosidades. Vinhos antigos guardados nas "catacumbas" e cuja (boa) guarda e o facto de serem provenientes da região da Bairrada, fazem com que bebidos agora, demonstrem todo o potencial da região. Sim, vinhos brancos que desafiam a passagem do tempo e que mais de 20 anos depois se mostram em grande, grande forma, dando enorme prazer. 

Tive oportunidade de provar os Poço do Lobo Branco dos anos 91, 93 e 95 e estão fantásticos. Feitos 100% de arinto a provar que esta casta apresenta uma longevidade invejável. Mesmo as referências Frei João, um blend de várias uvas brancas, mostram uma forma invejável. São vinhos que ainda apresentam à data de hoje uma acidez / frescura desconcertantes. 

A imagem da esquerda fala por si: A cor do vinho demonstra a sua jovialidade - não parece estarmos na presença de um vinho com mais de 20 anos! E um vinho branco. Estamos pois, num país formidável, capaz de nos proporcionar experiências à mesa, incomparáveis. E mais, estes vinhos encontram-se à venda por apenas 10€. Outstanding.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Radar do Vinho: Son de Arrieiro

Son de Arrieiro é um produtor espanhol, localizado no Norte de Espanha, logo a seguir a Melgaço, na zona de Ribeiro, que é uma denominação de origem. Há inclusive uma Rota do Vinho do Ribeiro ao redor da zona ocidental da província de Ourense, na confluência dos vales formados pelos rios Minho, Ávia, Arnóia e Barbantinho. Adicionalmente, decorre todos os anos a Feira de Vinhos do Ribeiro, que coincide com a nossa Feira do Alvarinho, em Melgaço e que recomendo a visita. Contém vários vinhos à prova da região, de pequenos produtores (colleteros) e de outros maiores (adegas), petiscos diversos e música, tudo num ambiente muito informal e relaxado. Foi lá que conheci a carismática Xulia Bande, o rosto por trás do projeto e cujo tinto 2016, de castas autoctones (Sousón, brancellao, caiño tinto e ferrol) proveniente maioritariamente de vinhas velhas com mais de 90 anos, me impressionou bastante. 

  

Sobretudo por se tratar de uma zona maioritariamente de brancos e este tinto ter-se destacado, na minha opinião, quando o provei. O vinho tem uma certa rusticidade e arestas por limar, o que lhe dá um gozo acrescido, apresenta fruta bonita e muita frescura. Depois tem leveza, por isso, é mesmo apetecivel e deverá envelhecer muito bem. Faz lembrar tudo aquilo que gostamos num verde tinto civilizado. Existe também um branco, muito competente e mais recentemente um outro branco, este de produção muitissimo reduzida, que passa 14 meses em contacto com as borras e por isso se designa Son de Arriero << sobre lias 14 meses >> 2015. Um vinho belíssimo, com aroma complexo, muita mineralidade e cheio de frescura. Na boca, alguma fruta branca e certo lado austero, acidez elevada e uma estrutura que o torna gastronómico e de bom porte. termina longo, crocante e refrescante. Um vinho com produção de apenas 600 garrafas com preço à porta da Adega de apenas 11,5€ (O tinto é vendido a 10€)

Um produtor claramente de garagem, que produz vinho há 17 anos, mas que apenas em 2015 decidiu o comercializar de uma forma mais séria. Para ir acompanhando. Disponibilidade: No Produtor (não existe distribuidor em Portugal).

Sérgio Lopes 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Radar do Vinho: Casa de Paços

Foi no passado dia 25 de Abril que juntei um grupo restrito de entusiastas pelo vinho e fomos até Barcelos conhecer melhor o projecto Quinta de Paços. Respondendo afirmativamente ao repto lançado pelo produtor Paulo Ramos, rumamos então à Casa Senhorial para a visita e uma prova vertical dos vinhos produzidos quer em Barcelos, quer em Monção (Casa do Capitão Mor). E que prova (s)...! Logo que a data foi encontrada, sabíamos com a certeza absoluta que iria ser um grande dia. Só não tinhamis noção é que o Paulo tinha preparado uma verdadeira orgia vínica, com mais de 30 vinhos à prova, alguns deles de grande raridade. Simplesmente excepcional. Foi um fartote de vinho verde, de castas diferentes, de origens diferentes, mas todos vinhos brancos com grande qualidade e longevidade, expressando o terroir e o ano de colheita, como ficou demonstrado. Mas antes de relatar as várias provas do dia, cumpre-me destacar igualmente a casa senhorial, muito bonita, cheia de luz e repleta de história. Chegados às 11h começamos por dar um passeio pela vinha circundante à casa, assente num solo onde predominam o quartzo e o granito, enquanto Paulo nos explicava a  aposta em monocastas, algumas por vezes nao tão usuais na região, como são os casos da Fernão Pires "a casta transsexual conhecida também como Maria Gomes", remata Paulo, ou o Moscatel Galego, para além de Sauvignon Blanc, e claro, Loureiro e Arinto. E também o Alvarinho, este proveniente de Monção. 

       
Rumo à sala GRANDE de provas, o primeiro vinho servido foi o Cotovia, novidade absoluta, um 100% Moscatel Galego 2017, um vinho muito equilibrado e de final médio. Uma casta que por vezes pode originar vinhos um pouco estremados, mas que aqui não é definitivamente o caso. De seguida, O Casa de Paços Fernão Pires, também um vinho aromático, mas menos expressivo que o Moscatel Galego. De novo, equilibrio, num estilo mais fácil, para ambos os vinhos. Para além do Fernão Pires 2017, provamos os anos 2012 e 2009, iniciando a primeira mini-vertical. Os 3 vinhos apresentaram uma boa evolução, na senda da fruta madura, mas sem excessos. Um vinho que não foi pensado para evoluir, mas que poderia ser um agradável vinho de sobremesa, com o tempo em garrafa, sobretudo o 2009.

  
  

A próxima vertical foi a de Casa de Paços Loureiro-Arinto, o blend que é o vinho de "entrada" do produtor. Entre aspas, pois o vinho posiciona-se nos 4,5€ e é tudo menos "entrada". À prova estiveram os anos 2017, 2016. 2010, 2007 e 2005. Um vinho muito equilibrado que com o passar dos anos em garrafa vai adquirindo aromas terciários, com o arinto provavelmente a ter o papel mais importante na sua evolução. Destaco claramente os anos 2005 e 2006, com uma acidez penetrante e uma boca vibrante. Parecia que o tempo não tinha passado por estas duas garrafas. 2016 também muito bom, a mostrar que um ano de garrafa faz muito bem a estes vinhos.

  

Seguiu-se a prova dos Casa de Paços Superior, blend da família, começado a produzir apenas no ano de 2010 e do qual provamos 2017, 2016, 2013 e 2010. Feito de Alvarinho, Fernão Pires, Arinto e Loureiro. Todos os vinhos estiveram muito bem, mas foi uma prova menos impressionante overall, em comparação com os Loureiro- Arinto. 

  

Antes das rondas finais, foi a vez de provarmos o Morgado do Perdigão 2017, blend de Alvarinho (de Monção) e de Loureiro (de Barcelos). Um vinho muito bem conseguido, cheio de personalidade, com as duas castas em disputa neste momento, mas que se bebe mesmo muito bem. Dá prazer. Provavelemente o mais pronto a beber dos vinhos provados do ano 2017. Para acompanhar a sua evolução.

  

Chegada a prova dos Alvarinho Casa do Capitão Mor, 2017, 2016, 2015, 2012, 2011, 2010, 2009, 2007, 2006, 2005 e 2004. 11 anos em prova! Consistência incrivel. Todos muito bem, com destaque para o promissor 2017, os 2010 e 2011, ambos num momento de evolução delicioso e finalmente o 2004 e 2005, já com aqueles aromas mais petrolados bem vincados, tão tipicos de um alvarinho com idade, mas sem perder frescura. Incrivel.


Pois é... a manhã já tinha ido e a hora do almoço também já ia tardia. E ainda faltavam os Reserva de Alvarinho e os Arinto que Paulo decidiu servir juntamente com a refeição, muito bem confeccionada e a ligar perfeitamente com os vinhos. Fomos provando (bebendo) para além dos "restos" de luxo da prova matinal os Casa do Capitão Mor Alvarinho Maceração Pelicular Reserva 2015, 2011, 2013 e 2010 (em magnum), dos quais destaco a magnum 2010 e definitivamente o 2015 que está incrivel, num balanço perfeito entre fruta, mineralidade, estrutura e frescura. 

  

Finalmente os Casa de Paços Arinto,  3 anos provados, 2017, 2011 e 2004. É o único vinho que vai à madeira, pois Paulo não gosta de castas terpénicas em contacto com a madeira e o Arinto é portanto a excepção. Se no 2017 se sente um pouco a madeira, sem ser em demasia, percebe-se com o 2011 e o 2004 onde pode chegar este vinho,  coim o passar do tempo, adquirindo uma untuosidade incrivel. O 2004 estava surpreendentemente novo. Um vinho que apenas é produzido em anos especiais e que é também (naturalmente) de guarda. 

  

Terminamos a refeição e o dia com uma geropiga caseira, com mais de 50 anos, que estava sublime e fechou a visita com chave de ouro! 



Não temos palavras para agradecer ao Paulo tamanha generosidade. Um dia inesquecivel. Com provas muito raras e dignas de um qualquer evento vínico, com caracter reservado e super premium. Um projecto com uma identidade muito própria e que confirma a vivacidade da região dos vinhos verdes capaz de produzir dos melhores brancos do país. 

Um 25 de Abril para recordar!

Sérgio Lopes


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Em Prova: Campolargo Cerceal 2015

Carlos Campolargo é um produtor Bairradino que cedo apostou em castas estrangeiras para os seus vinhos. É uma opção, que terá os seus adeptos, mas que nem é o caso deste branco provado muito recentemente e às "cegas. Trata-se do Campolargo Cerceal 2015, um branco que fermenta em barricas usadas, sem controlo de temperatura e estagia, com battonage, durante alguns meses. É um branco muito muito interessante, cheio de profundidade aromática, num registo pouco falador, com a fruta branca a mostrar-se entre a barrica muito discreta e uma certa austeridade. Boca longa e muito fresca, vibrante, com final crocante e longo. Um grande branco, com pouca intervenção e que mostra o que a uva Cerceal pode produzir. PVP: 25€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Em Prova: Prunus Branco 2015


Sei muito pouco deste vinho que me foi apresentado, pelo Sérgio Ivan Santos, que o distribui pela empresa Portus Wine. O Prunus Branco 2015 é proveniente do Dão, composto de Encruzado, Cerceal Branco, Malvasia Fina, Bical e não vai à madeira. É focado na mineralidade e num lado vegetal, que lhe confere uma certa asuteridade. Isto é, nada de frutinha. :-) Para quem gostar deste estilo, é de comprar às caixas, pois é muito versátil. Não sendo muito longo, dá prazer e vai bem com tudo. Até sozinho, de forma descontraída e despreocupada. Para quem procura caracter e o lado mineral de um vinho, repito. PVP: 6€. Disponibilidade: Portus Wine

Sérgio Lopes

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Em Prova: Muros Vadios Branco 2015


Projeto recente da região do Dão - Quinta Vale do Cesto, em Oliveira do Hospital, cujo Muros Vadios na versão branco, provei há uns dias (foi lançado também um tinto e um rosé, nesta gama). O branco é composto por Encruzado, Malvasia Fina, Bical e Fernão Pires. Não tem passsagem por madeira. Trata-se de um branco crocante, onde a presença do granito se faz notar, mostrando-se mineral, também levemente citrino e floral. Seco, com boca cremosa e fresca, e um bom final. Bom companheiro à mesa. Diferente. Gostei. PVP: 7,5€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Em Prova: Quinta da Murta Clássico 2013


O Arinto é uma casta cuja expressão máxima ocorre em Bucelas (Lisboa), embora se porte igualmente muitíssimo bem em quase todo o país, originando vinhos com elevada acidez, e longevidade, seja com ou sem passagem por madeira. O Quinta da Murta Clássico é um dos belos exemplos disso mesmo.  100% feito de Arinto, é lançado apenas nos anos em que a qualidade é inegável, sendo a colheita mais recente no mercado a de 2013. A enologia está a cargo de Hugo Mendes e como é habitual o vinho reflecte o seu cunho pessoal, isto é madeira bem integrada (praticamente imperceptivel), elegância, perfil seco, com alguma austeridade e pendor gastronómico. Neste momento, com 5 anos - sim, 5 anos, começa a "abrir" e a mostrar todas as suas características, aparecendo deliciosas notas citrinas , mais maduras, um corpo mais composto, muita frescura, untuosidade e um final crocante e que dá muito prazer. Um vinho para esperar por ele e depois de lhe tirar a rolha, apreciar a sua evolução de copo para copo. PVP: 12€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 23 de março de 2018

Em Prova: Rascunho by Quinta de Santiago 2015


Rascunho nasce, segundo a produtora Joana Santiago, da vontade de experimentar, de ousar de fazer diferente, enfim, de produzir um vinho fora do perfil habitual da casa - tipicamente alvarinhos bonitos, finos e perfumados (e também um rosé muito interessante). O Rascunho é também 100% fe alvarinho, de Monção e Melgaço,  de 2015, mas lançado apenas agora em 2018, resultado de uma micro vinificação experimental, em balseiro de carvalho francês, de 2000L ,com estágio sobre borras totais, com battonage constante por 9 meses. O tempo em garrafa fez o resto, tornando o vinho muito mineral, fresco, com alguma austeridade, belo corpo e uma grande acidez que lhe confere uma grande profundidade. Um grande alvarinho, cheio de força, do qual foram apenas produzidas 600 garrafas, numeradas e rotuladas à mão em rótulo de papel. Um verdadeiro vinho de garagem! PVP: 24,5€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 16 de março de 2018

Em prova: Curvos Avesso 2016


Na minha aventura em terras Angolanas, onde estive por 2 anos, os vinhos Curvos foram companhia constante, pois num país onde tudo é hiper inflacionado, era possivel comprar estes vinhos a preços aceitáveis (supermercado Martal). Vinhos bem feitos, que dão prazer. Enfim, memórias... 

Provei, muito recentemente, de novo, o Avesso, um dos vários Curvos no mercado, feito 100% desta casta menos conhecida, mas que produz belos vinhos. O resultado é um vinho mais austero do que se espera de um "verde", isto é, com uma belíssima acidez, um bom corpo / estrutura, muito focado na fruta branca, seco e sem gás (ainda bem!). Bom companheiro, portanto à mesa. Acompanhou no restaurante Dourum, a tábua de queijos e enchidos e o bacalhau, com grande versatilidade. Disponibilidade: Garrafeiras. PVP: 4,50€

Sérgio Lopes

quarta-feira, 14 de março de 2018

Fora do Baralho: Bajardão Reserva Branco 2013


Proveniente de Sabrosa, nas margens do Rio Pinhão chega um vinho "fora do baralho", a começar pelo nome - Bajardão e pelo rótulo, ambos disruptivos. Em termos de vinificação, é produzido com uvas das tipicas castas durienses Viosinho, Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina, fermenta sobre borras, com batonage e estagia em barricas novas de Carvalho Francês, durante 12 meses. Depois, seguem-se mais 12 meses de estágio de garrafa antes de ser comercializado. 

Neste momento, com 4 anos de idade apresenta uma cor palha e mostra um nariz extremamente mineral, floral com boa evolução, com complexidade. Na boca surpreende pela enorme acidez, que lhe confere frescura e mostra também um lado untuoso muito interessante. Com apenas 12,5º de alcool, termina longo e persistente. Um vinho cuja acidez e diferença entre nariz e boca não é para todos os palatos, mas que se traduz num vinho muito interessante de descobrir, situando-se fora do registo habitual na região do Douro. PVP: 13€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 7 de março de 2018

Em prova: Quinta das Carrafouchas Branco 2015

Por um motivo ou outro, nunca tinha provado os vinhos da Quinta das Carrafouchas. Nem sei se existe na zona Norte quem os comercialize. Consegui provar através do enólogo Hugo Mendes (Quinta da Murta, HM Lisboa) que faz estes vinhos.

O branco, de 2015 é um vinho Regional Lisboa, com 13% de álcool, feito 100% de arinto, com estágio parcial (30%) em barrica de carvalho francês, sendo o restante vinificado em inox.

Engraçado que ao primeiro contacto, o aroma não me fez lembrar um arinto, sobretudo pela lado herbáceo mais dominante de uma qualquer erva aromática (eu dizia hortelã - o Hugo Mendes, poejo). Às vezes notas de chã também. Fresco, cremoso, com toques citrinos, untuosidade da madeira (imperceptivel, como é hábito do enólogo) e bem harmonioso.

Um vinho equilibrado, seco e gastronómico, fora das doçuras e frutinhas "chatas".

PVP:8€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Em Prova: Anselmo Mendes Parcela Única 2015


Poduzido por Anselmo Mendes, o Sr. Alvarinho, é portanto, um branco 100% feito de alvarinho, proveniente de uma só parcela (com mais de 20 anos de idade), com o objectivo de produzir um vinho, que revele a pureza da casta. Fermenta em barricas novas de carvalho francês, de 400 litros e estagia nas mesmas, durante 9 meses, sobre borras totais.

Aspetos técnicos à parte, dizer que estamos na presença de um vinho branco de nivel mundial. Muito fino e cheio de classe, forte mineralidade, com uma grande estrutura e acidez que lhe conferem uma enorme profundidade. É muito elegante e longo, conjugando a delicadeza sublime com uma boca enorme. Precisa de tempo, mas este 2015 está tão, tão bom, que é difícil resistir desde já. Repito, um vinho de nível mundial, capaz de se bater lá fora de igual para igual. Tem coleccionado menções honrosas cá dentro e lá fora e percebe-se o porquê. A apologia da elegância, com um nervo impressionante. PVP: 24€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes