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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Radar do Vinho: Vindimas na Bairrada - Parte 2

Agosto e Setembro trazem consigo a azáfama das vindimas na Bairrada, uma época onde os produtores jogam todas as fichas dum ano de laborioso trabalho e procuram na colheita obter a boa fortuna da qualidades dos seus vinhos. Das vindimas de 2016, acompanhámos algumas colheitas realizados pela Quinta de Baixo, Quinta do Ortigão e Quinta das Bageiras.

QUINTA DE BAIXO


Desta feita, rumamos à Cordinhã e à Quinta de Baixo, adega actualmente detida por Dirk Niepoort, pioneiro na Bairrada da actividade vitivinícola em contexto biodinâmico, numa região extremamente complexa para esta “filosofia”. Com perdas de 30 a 40% nas uvas brancas, acompanhámos a vindima da casta tinta, rainha da região, BAGA, a quem Niepoort quis dar um carácter original, bebendo inspiração na secular história da casta na Bairrada. Nas uvas tintas estima-se que a perda seja de cerca de 20%. A especificidade da cultura biodinâmica, obriga a cuidados extra de prevenção, visando impedir que todas as maleitas que infernizam as videiras possam ser combatidas de forma precoce. Podas exemplares, pouca carga na videira, são essenciais para o arejamento e combate à humidade dos cachos. Cultivando e recriando o espírito dos vinhos que se produziam nas adegas da região antes da chegada das modernas técnicas de vinificação, a Quinta de Baixo privilegia os tintos de baixo teor alcóolico, frescura intensa e cor mais aberta, características que se vinham perdendo na Bairrada, por imposição dos vinhos mais encorpados, típicos das regiões mais a Sul. Neste dia vindimava-se a Baga com um teor alcóolico de 10,0% a 10,7% é uma acidez total de 7%.


QUINTA DO ORTIGÃO


Na Quinta do Ortigão acompanhamos a vindima do ARINTO. A belíssima surpresa foi contrariar a tendência de grandes quebras de produção que se tem notado nas castas brancas e constatar que a natureza sorriu ao Ortigão e ao Arinto que se mostrava pujante em quantidade e qualidade, havendo até excedente de produção. Num dia em que a chuva deu um ar da sua graça, foi permitido aos garbosos vindimadores ultrapassar as dificuldades e fazer uma bela vindima. Num ano de condições meteorológicas traiçoeiras, os controlos de maturação semanais são indispensáveis e, neste dia, o Arinto apresentava um teor alcóolico de 12,4% e o teor de acidez atingia os 6,8%. No que toca à decisão dos vinhos que irão dar corpo à uva colhida, a decisão caberá ao enólogo Osvaldo Amado, que tão bem sabe compor belos espumantes e excelentes vinhos tranquilos na Quinta do Ortigão.


QUINTA DAS BAGEIRAS



Encerrada a época da vindima dos brancos, continuámos a acompanhar a vindima na Bairrada, com especial destaque para a casta que maior notoriedade e prémios tem dado aos vinhos da região no panorama nacional e internacional. Confirmando que 2016 é um ano de maturações tardias, acompanhámos a Quinta das Bágeiras, de Mário Sérgio, nesta última semana de Setembro na vindima de Baga para espumante na vinha da Corga. Num dia que começou cedo, enquanto aguardava por Mário Sérgio – tinha aterrado há poucas horas vindo de Turim, onde foi palestrante no Salone del Gusto de Slow Food – tive a oportunidade de beber da sabedoria do meu novo amigo Abel, o Pai Abel que inspirou alguns dos melhores vinhos da Quinta das Bágeiras. O tema que nos entreteve vários minutos foi a monda feita na vinha 2 a 3 semanas antes da vindima de tintos, usando esses cachos para a produção de espumante, e a forma como a maturação acontece depois muito mais rápida e esplendorosa. Conversar com Mário Sérgio é, sobretudo, ouvir histórias dum passado que se conjugou no sentido daquilo que hoje conhecemos da Quinta das Bágeiras. E parte das histórias que dão o selo de identidade a esta casa, passam-se exactamente na vinha. Porque era nelas que o Avô Fausto já se refugiava e encontrava a liberdade e o prazer que as quatro paredes da serralharia do pai não lhe facultavam.

Com os brancos em pleno processo de fermentação na adega, dirigimo-nos para a vinha da Corga, na Fogueira, uma vinha com cerca de 25 anos onde se vindimava Baga para espumante rosé.
Com uma enorme produção por hectare, a monda e corte para espumante é essencial para que a menor densidade de cachos que permanecem na videira maturem de forma mais célere, incrementando a qualidade do vinho. Segundo Mário Sérgio, é este excesso de produção da videira de Baga que traz à tona os vinhos demasiado ácidos e desagradáveis, motivo pelo qual já faz em diversas vinhas uma monda em Abril, conseguindo que a maturação ideal se atinja antes da chegada das chuvas. Neste dia em que homens experientes e de rugas expressivas vindimavam, a Baga alcançava timidamente os 10,5% de teor alcóolico e a acidez rondaria os 6,5% a 7,o%.
Maria Gomes, Bical, Cerceal, Rabo de Ovelha e Baga, são as castas que podemos encontrar nos 28 hectares da Quinta das Bágeiras. 

https://www.facebook.com/aleidovinho2015/

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)


terça-feira, 4 de outubro de 2016

Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada 2016 - Os Vencedores

Terminou mais uma edição do Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada 2016. Eis os vinhos premiados no certame:

Espumantes com estágio até 24 meses
M&M Gold Edition Espumante Branco
Argau Espumante Branco
Marquês de Marialva Espumante Bical e Arinto branco 2014

Espumantes com estágio igual ou superior a 24 meses
Encontro Special Cuvée Espumante branco 2011
Lopo de Freitas Espumante branco 2011
Milheiro Selas Espumante branco 2012
Quinta dos Abibes Sublime Espumante branco 2012
Rama Blanc de Blanc Special Cuvée Espumante branco 2012
São Domingos Velha Reserva Espumante branco 2011
Quinta dos Abibes Sublime Espumante branco 2010



Espumantes brancos de casta BAGA
Marquês de Marialva Blanc de Noir, Baga Bairrada Espumante branco 2014

Vinho Branco
Marquês de Marialva Reserva Arinto branco 2015
Volúpia branco 2015
Vinho Tinto
2221 Terroir Cantanhede tinto 2011
Aliança Baga tinto 2009
Porta dos Templários tinto 2014
Quinta da Lagoa Velha Premium tinto 2015
Tagarela tinto 2015
Vale da Brenha Reserva Baga e Bastardo tinto 2013
Kompassus Reserva tinto 2013
São Domingos Grande Escolha tinto 2012 (Bairrada)
Vale da Brenha Reserva Baga e Bastardo tinto 2012

GRANDE OURO
Encontro Baga tinto 2011 (Bairrada)


Prova de Espumantes Baga Bairrada

Inserido no programa de provas especiais, o Contra Rótulo teve a oportunidade de participar na prova "Espumantes de Baga Bairrada". A prova foi conduzida por Luis Antunes da revista de vinhos e consistiu em provar espumantes 100% produzidos da casta Baga, casta rainha da região Bairradina, com propostas a começar desde 2014 até 2009.


Eis os nossos destaques:

- Quinta da Mata Fidalga Vinhas Velhas Baga Bairrada 2014 - Um espumante mais vinico e com boa complexidade. A mostrar carácter e a precisar de estabilização e tempo em garrafa. Com muita garra. O melhor em prova dos 4 do ano de 2014.
- Quinta do Poço do Lobo Baga Bairrada 2013 - Muito equilibrado, com harmonia de conjunto, num estilo mais fino e delicado. Consensual.
- Montanha Baga Bairrada 2012 - Um todo o terreno, extremamente bem feito. tem aquele dom da versatilidade, a um preço acertadissimo. Muito bem!
- Casa de Saima Baga 2013 - Um espumante ao estilo clássico da região, bem conseguido e complexo qb.
- São Domingos Baga Bairrada 2009 - O melhor espumante em prova. Deliciosamente complexo e profundo, com uma acidez notável, para um espumante com 7 anos... Bravo!
- Messias Blanc de Noir Baga Bairrada 2012 - O espumante menos conseguido em prova. O mais desequilibrado no binómio doçura vs. acidez.

NOTAS:
- A não presença de produtores clássicos e nomes sonantes da Bairrada nesta prova com os seus espumantes, tais como Luis Pato, Sidónio de Sousa, Filipa Pato ou Mário Sérgio, por exemplo.
- A ausência de espumantes com estágio em garrafa com mais anos e que tanto prazer dão a beber, rivalizando inclusive com muitos champagne! Uma pena.
- A prova demonstra a excelente rqp dos espumantes presentes, com uma linha condutora visível, mas também aindaà procura de encontrar o caminho do sucesso consensual.

Sérgio Lopes







quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Radar do Vinho: Vindimas 2016 na região da Bairrada

Agosto e Setembro trazem consigo a azáfama das vindimas na Bairrada, uma época onde os produtores jogam todas as fichas dum ano de laborioso trabalho e procuram na colheita obter a boa fortuna da qualidades dos seus vinhos. Das vindimas de 2016, acompanhámos algumas colheitas realizados pela Estação Vitivinícola da Bairrada, Caves dos Solar de São Domingos e Adega Campolargo.


ESTAÇÃO VITIVINÍCOLA DA BAIRRADA


Na primeira vindima que acompanhámos vindimava-se MARIA GOMES na Estação Vitivinícola da Bairrada, berço dos vinhos espumantes que há 125 anos começaram a ser produzidos na região. A acompanhar a reportagem esteve José Carvalheira, reputado técnico e enólogo da Bairrada. Muito há a dizer desta casta branca que veste grandes áreas da Bairrada e, neste final de Agosto, encontrava-se num estado interessantíssimo de maturação e equilíbrio entre açúcar e acidez. Sendo uma casta muito pobre em ácidos, torna-se necessário contornar esse défice através duma vindima muito precoce, num ano especial em que a maturação se encontra muito atrasada. A casta é muito aromática e não aconselha vindimas muito tardias, porque perdendo-se toda a acidez, vai criar vinhos muito pesados e enjoativos. É por isso crucial que o controlo de maturação, através de análises bissemanais, seja feito ao detalhe para que a colheita seja feita sem que a uva apresente um sabor herbáceo, revelando já a sua característica aromática (trepénica) e preservando ainda a sua acidez, que se perderá com maiores maturações. Neste dia de vindima, a uva apresentava um teor alcóolico de 12,0% e de 6% de acidez.
Se as temperaturas se mantiverem não excessivamente altas e sem chuvas, prevê José Carvalheira que este seja um bom ano para os brancos, ainda que com uma produção inferior à de anos anteriores.


CAVES DO SOLAR DE SÃO DOMINGOS


Na segunda vindima fomos visitar a Quinta de São Lourenço, vinha que tem plantadas Baga, Touriga Nacional, Arinto, Bical e Viognier, e que cria afamados espumantes e vinhos tranquilos das Caves do Solar de São Domingos. Numa vindima mais tardia que em anos anteriores, colhiam-se as uvas da casta BICAL, existente apenas na Bairrada e no Dão, assumindo na zona serrana o nome de “borrado das moscas”. Não é uma casta muito fácil, porque dificilmente atinge todos os anos as quantidades desejadas. É, por isso, chamada de casta “aneira”, sendo boa nuns anos e noutros não. O controlo de maturação foi feito com muito trabalho no terreno pelos técnicos que acompanharam A LEI DO VINHO numa quente manhã: César Almeida e a enóloga da São Domingos, Susana Pinho. Recolhidas e provadas as uvas, atingiu-se o controlo de maturação ideal para a vindima para espumante, que, naquele dia, atingiam um teor alcóolico de 10,5% e acidez de 7,5%, belíssimos indicadores para o produto final. E se é certo que a vindima de 2016 não é em grande quantidade – uma quebra na ordem dos 20 a 30%, por força dos ataques do míldio - tal não se mostra preocupante porque a qualidade sanitária e química da uva faz sorrir os artífices que com ela irão criar belíssimos espumantes.



ADEGA CAMPOLARGO


Por fim, visitámos a Adega Campolargo, onde além duma grande lição de história sobre a Bairrada e sobre o mundo dos vinhos leccionada por Carlos Campolargo, acompanhámos a vindima do PINOT NOIR para os grandes espumantes desta casa que possui uma das maiores áreas de vinha plantada da região – cerca de 100 hectares. Esta casta tinta, que chega à Bairrada com os técnicos e tecnologia trazidos de França há mais de 125 anos, enraizou-se na região - ainda que durante muitos anos se tenha perdido ou abastardado – e, hoje, a par da Baga, será a mais importante fonte de inspiração dos criadores dos grandes espumantes. Na Bairrada encontra-se certificado desde 2003. Num clima razoavelmente temperado, influenciado pela brisa marítima, o PINOT NOIR, “atleta de cintura fina”, colhido em condições de equilíbrio e num estado de maturação ainda precoce, conhece condições privilegiadas para a criação de grandes espumantes.Em vinhas plantadas há cerca 30 a 35 anos, a Adega Campolargo produz tintos e rosés tranquilos e espumantes com Pinot Noir. Num ano de produção baixíssima de Pinot Noir, com uma perda acelerada de acidez, a Adega Campolargo vindimou o PINOT NOIR para espumante branco com um teor alcóolico de 9% e 11% de acidez total.

https://www.facebook.com/aleidovinho2015/


Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

‘Encontro com o Vinho e Sabores’ de 30 de Setembro a 02 de Outubro

Está de volta o  Encontro com o Vinho e Sabores 2016’ (EVSB) que se realiza de 30 de Setembro a 02 de Outubro. O palco volta a ser o Velódromo Nacional - Centro de Alto Rendimento de Sangalhos, no concelho de Anadia, numa organização conjunta da Comissão Vitivinícola da Bairrada, do Município de Anadia e do Turismo do Centro de Portugal, com produção da Revista de Vinhos e apoio da Rota da Bairrada, Instituto da Vinha e do Vinho, ViniPortugal, entre outras entidades.

O sucesso das edições anteriores dita que o formato se mantenha: feira de vinhos e sabores ao longo dos três dias do evento, três provas de vinhos comentadas por críticos da Revista de Vinhos (uma por dia), dois jantares temáticos e a edição de 2016 do ‘Concurso de Vinhos e Espumantes Bairrada’.

Um evento imperdível!

INFORMAÇÕES ÚTEIS
Evento: Encontro com o Vinho e Sabores Bairrada 2016
Data: 30 de Setembro a 02 de Outubro
Local: Velódromo Nacional . Centro de Alto Rendimento de Sangalhos
Morada: Rua Ivo Neves, 405 . Sangalhos . Anadia
Horários: 17h00 às 22h00 (sexta-feira); 15h00 às 22h00 (Sábado); 15h00 às 20h00 (Domingo)
Entrada: Livre
Preço Copo e Bolsa: €3,00 ou €2,00 (desconto de €1,00 a quem apresente convite devidamente preenchido)
Preço Provas Comentadas: €10,00 (Sexta-feira e Domingo); €20,00 (Sábado)
Preço Jantares Temáticos: €35,00, com vinhos incluídos

PROGRAMA
Sexta-feira . 30 Setembro
17h00 - Inauguração do EVSB
18h00 - Prova “Bairrada Blend”, por crítico de vinhos da Revista de Vinhos
19h30 - Entrega de Prémios do ‘Concurso de Vinhos e Espumantes Bairrada 2016’
20h00 - Jantar Temático “Sabores da Terra”, por Nova Casa dos Leitões (no restaurante do EVSB)
22h00 - Encerramento
Sábado . 01 Outubro
15h00 - Abertura
18h00 - Prova “Bairrada - Três Vindimas de Excelência: 1991, 2001 e 2011, por Luís Lopes (no Museu do Vinho Bairrada)
20h00 - Jantar Temático “Sabores do Mar”, por Salpoente (no restaurante do EVSB)
22h00 - Encerramento
Domingo . 02 Outubro
15h00 - Abertura da Feira
15h30 - Prova “Espumantes de Baga”, por crítico de vinhos da Revista de Vinhos
20h00 - Encerramento do EVSB


Sérgio Lopes (in Press Release)







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Da minha cave: Frei João Reserva Tinto 1963

Olhando para a foto à direita, aposto que quase não dá para acreditar que um vinho com mais de 50 anos apresente esta cor tão viva e jovial. Impressionante. Verdadeiramente impressionante. Quem o provou, apontaria para um vinho com evolução, entre os 10 a 20 anos de idade, nunca 53 anos...!

Mas trata-se da Bairrada em todo o seu esplendor e também de um dos produtores, Caves São João,  onde se pode à data de hoje passear pelas suas "catacumbas" (caves escurinhas), composta por autênticos túneis à moda de Indiana Jones e o templo perdido e deparar-se com inúmeras referências, entre tintos e brancos, que contam a história da região.

Este Frei João Reserva Tinto é do mítico ano de 1963 e curiosamente não foi adquirido no produtor, o que daria garantias óptimas de guarda. Não foi o caso. Comprado antes numa garrafeira que até nem trata muito bem os vinhos antigos, apesar de possuir muitos, claro está em mau estado, fruto de uma guarda, no mínimo, descuidada.

É pois ainda mais impressionante que este vinho tenha sobrevivido ao passar do tempo em tão boa forma e que naturalmente dá enorme prazer a beber.

Um testemunho de longevidade ímpar de uma região e uma referência incortonável e completamente "fora do baralho".

Sérgio Lopes

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Em Prova: Castelo da Lapa Espumante Bruto

14/20. Das Caves da Montanha (A.Henriques), chega este espumante feito em exclusivo para a cadeia de supermercados Lidl. Aliás, é bastante comum, as empresas que produzem litros e litros de vinho (os grandes) produzirem em diversas regiões vinhos de mesas e espumantes para as grandes cadeias de supermercados, com uma marca exclusiva. Este Castelo da Lapa Espumante Bruto é produzido das castas Bical, Cercial, Arinto e Baga. Todo ele é simples, franco e direto. Sobretudo dá o minimo de prazer pela pornográfica quantia que se paga, abaixo dos 3€! Como aperitivo ou à refeição. É companhia assídua dos meus pais à mesa nos almoços de Domingo. E sabe muito bem. PVP: 3€.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Opinião: Para onde vai a Baga?

O país vinícola tem vindo a apresentar muitas e grandes transformações. Uma região que, num passado recente, perdeu algum do seu brilhantismo mas atualmente está a recuperar, encontrando-se em franco desenvolvimento e transformação é, sem dúvida, a Bairrada. No fulcro desta recuperação podemos encontrar múltiplos fatores: novas formas de vinificação das diferentes castas, introdução de novos produtores que apostam na qualidade dos vinhos, conjugação de sinergias (“Baga Friends” e movimento espumante Baga Bairrada), etc. Nos últimos anos têm vindo a instituir-se na Bairrada novos produtores que, juntamente com os já estabelecidos, têm estimulado um novo fôlego a esta região. Alguns têm apostando em castas menos usadas, outros na já conhecida, e há muito usada, Baga. No entanto, a Bairrada está longe de se cingir apenas a uma casta ou a um “blend” particular de castas, mas não será menos verdade que a Baga é a casta rainha desta região.


As mudanças que se vão operando estão mais ligadas às técnicas usadas na adega do que na vinha. Em traços gerais, temos de um lado os produtores “clássicos” e os produtores “modernos” da Baga. No entanto, a distinção, na maioria das vezes, não é clara. Há alguns produtores que têm no seu portefólio referências que podem encaixar nas duas tendências. Os primeiros apostam na extração, no menor ou maior uso de engaço no mosto, originando um vinho mais rústico com taninos muito duros que necessitam de 15 ou 20 anos de estágio em garrafa para que sejam domados antes de se atingirem o apogeu. Os segundos arriscam em macerações mais curtas, temperaturas controladas e fermentações em cubas de aço inoxidável ou em madeira nova. Esta forma de trabalho ocasiona vinhos prontos ou quase prontos a beber no ano em que são lançados no mercado.

Com o passar dos anos têm aumentado as referências de grande qualidade provenientes da casta Baga que, surpreendentemente, estão prontas ou quase prontas a beber. Os exemplos mais expressivos dessa mudança são os vinhos Nossa e Poeirinho produzidos por Filipa PatoDirk Niepoort, respetivamente. Outros produtores há que, muito embora tenham vinhos com um perfil mais "tradicionalista", já lançaram no mercado referências de contorno mais “moderno”, são exemplos disso as últimas referências do Avô Fausto e Vinha Barrosa produzidos pela Quinta das Bágeiras e Luís Pato, respetivamente.

No último ano tenho provado algumas amostras de cuba e de barrica que apontam claramente nesta direção. Esperemos calmamente pelo desenrolar das tendências oriundas da Bairrada.

Paulo Pimenta (Wine & Stuff)

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em Prova: Aliança Baga Bairrada Espumante Reserva Rosé Bruto 2014

Sem hesitações, diria que os espumantes Baga jovens são os vinhos perfeitos para o Verão, pois, não há outra casta que confira tanta frescura e energia. Na senda do pioneirismo que lhe é habitual, as Caves Aliança lançaram, em boa hora, o primeiro espumante Rosé que ostenta a logomarca BAGA BAIRRADA.  Derrubando preconceitos - "o ROSÉ é bebida para meninas",  Francisco Antunes criou um espumante que tem todos os predicados para ser um sucesso de vendas. 

Cromaticamente carregado, este Rosé preserva os aromas do terroir bairradino, não hesitando na complexidade aromática e de sabores. Mas é na boca que este espumante ganha todo o seu esplendor. Enérgico, fresco, este Baga Bairrada é um fogo de artifício que nos explode na boca e nos preenche com uma cremosidade intensa. 

É, a partir de hoje, o meu espumante Rosé de eleição.

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Em Prova: Primavera Espumante Baga Bairrada Extra Bruto 2014


16/ 20. O projecto Baga Bairrada junta um conjunto de produtores com base na criação de um espumante da casta rainha da Bairrada, a Baga, e que tenham um perfil muito próximo entre si, pretendendo assim conquistar os consumidores e consolidar a marca Baga Bairrada. De entre o grupo, naturalmente que uns estão mais avançados do que outros e na minha opinião este exemplar Primavera Espumante Baga Bairrada Extra Bruto 2014 (a par do São Domingos) está muito bem conseguido. Trata-se de um espumante de cor pérola, bolha bem desenhada e abundante e com uma bela acidez. Fresco, gastronómico e com complexidade qb, tanto brilha a solo como para acompanhar refeições, devido ao seu pendor gastronómico. Muito bem! PVP:8€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Em prova: Marquês de Marialva Espumante Bruto Rosé 2014

14,5/20. Produzido pela Adega de Cantanhede e pelas mãos de Osvaldo Amado, o Marquês de Marialva Espumante Rosé Bruto é feito exclusivamente da casta Baga. Trata-se de um vinho leve, com uma cor bem rosada, notas aromáticas de rosas e framboesas, boca com boa mousse e sobretudo harmonia de conjunto. Termina com ligeira doçura compensada pela boa acidez. No entanto, há que ter cuidado com a temperatura para não se tornar um pouco chato. PVP: 5,99€. Disponibilidade: Grandes Superfícies. Beber bem fresco.

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de julho de 2016

Em Prova: Quinta das Bageiras Grande Reserva Espumante Bruto Natural 2011


17,5/20. Depois de falar ontem do Vértice Millésime produzido por Celso Pereira no Douro, decidi falar hoje do espumante ex-libris de Mário Sérgio Nuno, o bairradino Quinta das Bageiras Grande Reserva Espumante Bruto Natural 2011. São 2 espumantes magníficos, mas tão diferentes entre si... o que demonstra claramente a versatilidade do nosso país em termos de regiões vinícolas, bem como a visão dos produtores, ambos homens carismáticos e defensores da sua ideia para a sua região e sua respectiva marca. Este espumante é produzido apenas em anos especiais e nesta edição composto por Maria Gomes e Bical, com um toque de Chardonnay. Foram produzidas pouco mais do que 3500 garrafas. Trata-se de um espumante de grande impacto, estruturado, muito muito fresco, austero e com enorme boca, de pendor gastronómico. O que o Vértice tem em delicadeza e sofisticação, o Bageiras tem em potência e frescura. Muito bom! PVP: 18€; Diponibilidade: Garrafeiras Sellecionadas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 28 de junho de 2016

Em Prova: Luis Pato Colheita Seleccionada Branco 2015

15,5/20. Luis Pato, o "Sr. Baga", apresenta a nova imagem do seu branco 100% produzido da casta Maria Gomes, intitulado desta feita colheita seleccionada, ano de 2015

Flores, notas de fruta branca (melão, maçã), num vinho sem tropicalidade mascarada. Fresco e alegre na boca. termina vivaço e de final bem agradável.

Um branco muito bem feito e totalmente consensual. Talvez a abrir as portas do produtor aos consumidores de brancos alegres e frescos, sem nunca deixar de ser um "Pato". Acompanhou com um queijnho fresco. Delicia!

PVP: 4,50€. Disponibilidade: Garrafeira Gota a Gota

Sérgio Lopes

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Em Prova: Espumante Montanha Prestige Bruto


14,5/20. O que mais me impressionou no evento que ocorreu em Coimbra com 20 produtores de espumantes da Bairrada a mostrar os seus "bolhinhas" foi sobretudo a consistência e RQP dos espumantes entrada de gama. Hoje em dia, pode-se beber um "bolhas" por menos de 5€, com qualidade e prazer. Esta intro serve de mote para falar do Montanha Prestige Bruto, um espumante produzido pelas Caves da Montanha, correcto e despretensioso que se pode encontrar nos Pingo Doce, abaixo do 4€. Certo, não é um champagne, mas também não é esse o campeonato a que se propõe. E dentro dos entrada de gama, é consensual, barato e festivo!. PVP: 3,99€. Disponibilidade: Pingo Doce (exclusivo).

Sérgio Lopes

domingo, 12 de junho de 2016

BairraDão, Festa de Vinhos da Bairrada e do Dão

O Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, está a organizar um evento que vai reunir as duas principais regiões vitivinícolas da região. BairraDão é o nome da iniciativa que se quer afirmar como um festival para os amantes do vinho, já que serão apresentados os melhores vinhos das duas regiões que se inserem em pleno coração da região das Beiras - Bairrada e Dão. A iniciativa, terá lugar no dia 18 de Junho. Toda a informação relativa ao evento, incluindo lista de produtores pode ser encontrada na página do facebook do evento:

https://www.facebook.com/events/1750555321858166/



Sérgio Lopes


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Arena de Baco: Luís Pato a grande nível


A rubrica Arena de Baco pretende colocar frente a frente vários vinhos e só um sairá vencedor... embora isso pouco interesse tenha. O importante é falarmos mesmo de todos os vinhos, à sua maneira, pois no confronto,  com maior ou menor Knock Out, estiveram todos MUITO bem. Os sólidos que acompanharam o festim foram: 

Entrada bola de bacon; Queijinhos Franceses. Um Frango na Púcura (não houve Pato). Sobremesa Torta de Chila.

BATALHA

  • Vinha Formal Branco Cerceal 2014  - Diz-se que apenas foram produzidas 600 garrafas deste vinho... Mais uma das experiências do Engº Químico Luis Pato com a casta Cerceal. E que bela maneira de iniciar o jantar com um vinho com uma frescura brutal e que se avizinha uma enorme longevidade. Começamos em grande.
  • Vinha Formal Branco 2003 - Que branco tão bem envelhecido... de facto com uma frescura tal que está "jovem". O grande branco da noite que dá enorme prazer a beber. 100% Bical de vinhas plantadas em solo argilo-calcário . Passa 9 meses por madeira nova. Um grande branco.
  • Vinhas Velhas Branco 2000 - Depois do Formal 2003, não seria fácil passar a outro branco... E de facto este vinhas velhas 2000 pareceu-nos mais evoluido, sem ser chato, mas talvez já tenha passado o seu melhor momento. Contudo, num nivel muito bom, comparativamente com os demais brancos provados com a mesma idade. Mas é Luis Pato e nós exigimos sempre um pouco mais, né?
  • Vinhas Velhas Tinto 1994. Entramos nos tintos e confesso que o 1994 Vinhas Velhas teve reacções contrárias. È um facto que foi o único tinto que se afastou da linha condutora dos restantes. Talvez já não tenha a força e potência de outrora, mas também não lhe demos muito tempo, pois vinham aí mais "Patos" a caminho...
  • Quinta do Ribeirinho 1ª Escolha Tinto 1996 - Baga e Touriga Nacional. Um vinho que dá muito prazer a beber e ainda em grande forma. Foi bem armazenado e devemos bebê-lo já. Uma prova de que o mix entre Baga e Touriga funciona bem. O produtor diz que em média dura 10 anos. Este já vai nos 20...!
  • Quinta do Moinho 1998 - Vinho produzido exclusivamente da casta Baga com monda em verde no início de Agosto. Estagiou em cascos de carvalho Allier durante 12 meses. Mais um vinho em grande forma a dar grande prazer na prova.
  • Vinha Barrio Tinto 2000 e 2001 - De uma vinha arrancada em 2004, em virtude de não estar alinhada, por ser uma vinha com mais de 80 anos. Tanto o 2000 como o 2001 em grande grande forma. Gostei muito das notas especiadas e até quimicas, com a fruta ainda bem presente num conjunto deliciosamente fresco. 2001 melhor que o 2000, mas ambos fantásticos!
  • Vinha Barrosa Tinto 2001 - O vinho da noite. Uma combinação de todas as partes em harmonia. Fruta, especiaria, volume de boca, elegância, frecura, um vinho de nivel mundial. Provavelmente um dos melhores Barrosa de sempre. EU, se tivesse mais garrafas não esperaria mais para as beber, com enooooooorme prazer!
  • Luis Pato Espumante Bruto 1995 - Terminamos com um espumante de 95 que o próprio Luis Pato nos fez chegar. Com uma evolução já muito grande. Mais vinho que espumante, quase sem bolha. Não deslumbrou.
Resumindo, será muito dificíl repetir tal line-up, com vinhos de anos tão distintos  (e antigos) de um só produtor. Praticamente estivemos na década de 90... O nível dos vinhos foi de uma qualidade muito muito alta, o que vem comprovar que Luis Pato é um dos grandes embaixadores de Portugal, da Bairrada e da casta Baga!

May the Wine be with you...!

Sérgio Lopes

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Bairrada Refresh Meets Coimbra - Bolhas de Sucesso


Este ano, foram 20 produtores que foram à procura de novos consumidores, novos mercados e apostas. Não deixando os créditos em mãos alheias, quase todos os produtores trouxeram bolhinhas deliciosos. Embora não estivessem alguns dos emblemáticos (não podem estar todos) tais como Luis Pato, Filipa Pato, ou Sidónio de Sousa, foi possível provar muitos espumantes de produtores mais ou menos desconhecidos (entre outros históricos), todos com uma qualidade e relação qualidade - preço invejáveis! Alguns a envergonharem alguns champagnes...

Num espaço convidativo à beira Mondego, o REFRESH - BAIRRADA MEETS COIMBRA foi um êxito de casa cheia que deve deixar orgulhosa a Comissão Vitivinícola da Bairrada. Para o ano há mais, com certeza. Aqui ficam algumas das estrelas que brilharam no evento:





Sérgio Lopes




   




segunda-feira, 16 de maio de 2016

Em Prova: Ex-Libris Super Reserva Espumante Bruto 2008



16,5/20. Confesso que não conhecia este espumante produzido na Bairrada, claro está.  Trata-se de um super reserva, o que induz desde logo ter obrigatoriamente passado uns anos em cave antes do engarrafamento final. Muito bem conseguido, de cor palha, impressiona pela enorme frescura e complexidade aromárica. Encontramos notas de frutos secos e algum biscoito, ou mesmo notas ligeiramente meladas. Na boca, a mousse é fina, fruto de uma bolha em conformidade. Muito fresco e claramente "champanhês". Uma delícia.. PVP: 12,5€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Fora do Baralho: Luis Pato Fernão Pires "Tinto" 2012

Há uma ideia que recentemente tem vindo a ganhar múltiplos formatos, de recuperar a tradição antiga de vinificar uvas brancas e tintas ao mesmo tempo; se em tempos mais remotos isto acontecia porque as vinhas velhas continham em si percentagens – nem sempre aleatórias, julgo eu – de múltiplas castas misturadas, hoje em dia isso já é feito de uma forma mais definida, buscando no entanto um resultado que nos “devolva” esses vinhos de outrora, menos alcoólicos que o habitual, para consumo no ano, dia-a-dia e na maioria dos casos a qualquer hora… bons companheiros de todo o tipo de petisco, estes vinhos saem da actual norma com que habitualmente os classificamos, ao ponto de haver casos em que a própria região não os reconhece como sendo “seus”…

Depois de provarmos o Palhete 2005 do Gravato, o Pardusco Private Selection 2015 do Anselmo Mendes ou o Uivo Renegado 2015 do Tiago Sampaio ficamos com a ideia de que regra geral a uma base de uvas tintas é adicionada uma pequena percentagem de uvas brancas, conferindo-lhe estas maior frescura e uma acidez suplementar… pois com este Fernão Pires (o nome celebra o nascimento do seu neto Fernão) Luís Pato faz exactamente o oposto e a uma percentagem de 94% de uvas desta casta branca (que ganha o nome de Maria Gomes na Bairrada, de onde provém) junta 6% da “sua” Baga, numa fermentação que ocorre em conjunto por um período de 10 dias.

O suficiente para a Baga dominar o restante lote e aparecer tanto no nariz como na boca: contem com algumas notas típicas desta casta logo no aroma, como o barro molhado e até algum chocolate, e depois alguma rusticidade na boca, como de uma Baga até com mais idade (este teve edição única de 2012), ganhando uma acidez que casa muito bem com estes “traços de personalidade” tão evidentes desta casta. Para se beber ligeiramente fresco, claro, para melhor se apreciar um vinho que não chega aos 12% de álcool… não será fácil de o encontrar, mas até isso aguçará a curiosidade para quem não estará familiarizado com este “novo velho” estilo. PVP: 10€; Disponibilidade: Portus Wine Trip.

Marco Lourenço

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Em Prova: Quinta de S. Lourenço Espumante Bruto 2007


17/20. Devo afirmar que as Caves Solar de São Domingos estão cada vez mais afinadas nos seus espumantes. E a cada nova visita, nova descoberta. Este Quinta de São Lourenço Bruto 2007 tem por isso algumas particularidades: Desde logo as suas uvas serem provenientes de uma só propriedade, com o mesmo nome - Quinta de S. Lourenço; Baga , Maria Gomes e Arinto, sendo que as duas últimas, as uvas brancas, estagiam por 3 meses em barricas de carvalho francês. O degorgement é de Novembro de 2013, o que significa que estamos na presença de um "bolhinhas" que estagia em cave pelo menos 6 anso, antes do engarrafamento final... O resultado é um espumante complexo e sedutor. Apesar de ser de 2007, a bolha é elegante mas muito presente. Gastronómico, apresenta uma mousse deliciosa e notas de bolo inglês, terminando com bela persistência. É comprar e beber em todas as ocasiões...! Poucas unidades restam...! ...A little hidden Gem... PVP: 10€. Disponibilidade: Garrafeira 5 Estrelas.

Sérgio Lopes


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Em Prova: Quinta das Bageiras "Avô Fausto" Tinto 2012



18/20. Mário Sérgio Alves Nuno pode não dizer muito para a maioria dos consumidores... mas o certo é que este projecto com raízes familiares já leva 25 anos e o produtor está entre os melhores do país e em particular, da Bairrada. São vinhos que respeitam as tradições sendo unânime a qualidade e longevidade dos seus garrafeira, tanto Brancos, como Tintos, ou dos seus espumantes com longos estágio em cave e que envelhecem muito bem. São vinhos de pequena produção, que devemos guardar para mais tarde ficar completamente rendidos quando abrirmos uma dessas garrafas...


O Avô Fausto Tinto 2012, produzido em homenagem ao seu avô, que vai na segunda edição (a primeira edição é de 2010) é uma abordagem mais em jeito de elegância em vez de potência. Pode-se guardar, sim, mas dá tanto, tanto prazer a beber desde já, que acaba depressa. Equilíbrio entre todas as componentes do vinho, frescura invejável e uma boca de final delicioso. Próximo da perfeição, num estilo mais consensual da uva Bairradina "Baga" sem deixar de ser extremamente complexo e profundo em todas as suas componentes. Se ainda não provaram "Bageiras", comecem por este vinho, por favor... PVP: 23€. Disponibilidade: Garrafeira Nacional; El Corte Inglês; Dom Vinho; Estado Líquido

Sérgio Lopes