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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Em Prova: Regateiro Vinha d'Anita Tinto 2015

Invocando a proximidade do evento "Aqui na Bairrada – Beber & Saborear" que decorre amanhã e domingo, no pavilhão dos desportos da Anadia, onde será possível provar dezenas de grandes vinhos da Bairrada, destaco este tinto, feito da casta Baga, de entre outros, naturalmente que poderia destacar, tal é a qualidade dos vinhos produzidos na região. O Regateiro - Vinha d'Anita 2015 é feito 100% de Baga, pois claro e tem a particularidade de servir como homenagem à matriarca desta casa familiar. Trata-se de um tinto com pouca extracção, elegante, muito fresco e com boa acidez, com taninos polidos e apenas 12,5 graus de alcool. Com corpo médio é certo, mas  muito equilibrado e cheio de sabor, Na linha dos Baga mais prontos a beber, que se deixam beber com prazer. Produzido tal e qual Anita gostava e os antepassados bairradinos produziam - "à moda francesa". Belíssimo. PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 20 de julho de 2019

Em Prova: São João Espumante Bruto Reserva 2016

Depois de muito pensar num espumante para celebrar o batizado do meu filho, acabei por selecionar este bairradino São João Espumante Bruto Reserva 2016. Precisava de um espumante que fosse complexo o suficiente, sem ser em demasia, para poder agradar a enófilos e a bebedores tradicionais, deste tipo de cerimónias. E foi isso mesmo conseguido. Um espumante constituído pelas castas Bical (35%), Chardonnay (20%), Arinto (10%) e Maria Gomes (35%), com 20 meses de estágio em garrafa, sobre borras. O resultado é um espumante muito equilibrado, com um ataque super fresco e alguma complexidade, com ligeira tosta, muita fruta citrina e algum leve floral. Mousse boa, bolha porreira, acidez no ponto, boa estrutura e final super fresco e crocante. Por pouco menos que 6€ estamos na presença de uma extraordinária escolha a um preço de arromba. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Em Prova: Marquês de Marialva Reserva Branco Bical 2017

A Adega de Cantanhede tem evoluído de forma significativa, com o aparecimento de novos vinhos, todos eles com muita qualidade e excelente relação qualidade de preço, sob a batuta do conceituado enólogo Osvaldo Amado. Assim, a referência Marquês de Marialva Reserva Branco, cujo Arinto é excelente e provado aqui, ganhou agora um "irmão" desta feita o Bical. O conceito é o mesmo - ligeira passagem por madeira para o arredondar e dar-lhe mais complexidade. O resultado, um conjunto equilibrado, fino, com notas florais e algum cereal. Madeira bem integrada, com uma boca untuosa e que preenche o palato, com final muito apetecivel. O bical resulta mais em untuosidade e um pouco mais sério que o arinto, que tem mais tensão e crocância. Estilos diferentes, 2 vinhos com muito sabor, a um preço porreiro. PVP: 6,99€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairada, uma vez que grande parte do vinho segue para a exportação.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Em Prova: Luis Pato Vinhas Velhas Branco 2015

Chega o Verão e gosto sempre de ter umas garrafas deste clássico da Bairrada, o Luis Pato Vinhas Velhas Branco. Se possivel, com alguns anos de garrafa, pois evolui muito bem. Consegui comprar o 2015 e está num momento excecional para quem gosta de vinhos tensos e minerais. O vinho é um misto de uvas de 3 castas - Bical (50%) em solo argilo-calcário, Cerceal (25%) e Sercialinho (25%), em solos arenosos. Fermentou em cubas de inox durante 4 meses. Em tempos passou por madeira, mas nos útlimos anos, por razões comerciais, só vai ao Inox. É um branco de aroma complexo e profundo, focado nas notas citrinas já um pouco maduras, mas sobretudo é muito mineral. A boca é marcada por uma belíssima acidez, que lhe confere muita frescura. Muita garra e nervo aportam-lhe um caracter gastronómico e dão um gozo enorme a beber assim. Vai crescer em garrafa. mas para já está fantástico em tensão e com um final bem prolongado, com apenas 12,5º de alcool. Um belo vinho. PVP:8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Em Prova: Identidade IM espumante Bruto Natural 2016

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos (Identidade AM e OM) e mais recentemente, na sua esposa Inga Martin, uma mulher beirã, que adora espumantes, por isso designado Identidade IM

Se os vinhos anteriores eram um tinto e um branco respectivamente, neste caso, temos assim um espumante bruto natural, feito na bairrada, mais propriamente nas Caves São João.

Feito de Arinto (40%), Bical (40%) e Chardonnay (20%), estagia em garrafa por 20 meses. 

O resultado é uma bonita e acertada homenagem à sua esposa, seguindo a linha dos vinhos anteriormente feitos, ou seja, cheio de personalidade e traduzindo essa identidade que o próprio nome sugere. Um espumante que mal cai no copo e se olha para a mousse bonita e espessa, se prevê que estamos na presença de algo bom. Com notas de maçã verde, a bolha é fina e delicada qb, a mousse confirma-se na boca muito cremosa, resultando num conjunto fresco, seco, elegante, mas com estrutura. De perfil algo "champanhês", mas com alguma austeridade bairradina, perfeito para a mesa. Apenas produzidas 1000 garrafas. 

PVP 20€. Disponibilidade: Martin Boutique Wineries

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de abril de 2019

Novidade: Bone, by Pedro Martin

Depois do sucesso dos Identidade AM (Tinto do Dão), OM (Branco da Bairrada) e mais recentemente IM (espumante da Bairrada), vinhos feitos em homenagem aos membros da familia Martin, eis que chegam ao mercado os rótulos "Bone". O objetivo desta referência é o de produzir vinhos secos - "dry as a bone", que funcionem como um instrumento seguro para qualquer sommelier poder aconselhá-los à mesa, sem hesitação. São produções pequenas, de apenas 2000 garrafas de um branco e um tinto, ambos feitos na Bairrada, nas Caves Messias, com o blend seleccionado por Pedro Martin. O Bone Branco 2017 é produzido das "castas típicas da bairrada" e tem apenas uns singelos 11,5º de alcool. Fresco, leve, mas com corpo, seco - é claro e refrescante.  O Bone Tinto 2016 é feito de Syrah (40%), Baga (20%), Touriga Nacional (30%) e Cabernet Saub«vignon (10%). Tem fruta madura na medida certa, complexidade qb e pendor gastronómico, como se pretende com estas referências. Seco, é claro e muito equilibrado. Os Bone não deslumbram como os Identidade (também não seria esse o propósito), mas traduzem-se em apostas seguras, num registo mais fácil e consensual. Para a mesa. PVP: 9€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Em Prova: Drink Me Nat Cool Bairrada Tinto 2017

Nat Cool, naturalmente “cool and funky”, é um conceito inovador criado pela Niepoort, um movimento de união entre diversos produtores com o objectivo de criar vinhos leves e fáceis de beber. 

Na Bairrada foi criado o DrinkMe, o primeiro NatCool, com o objetivo de mostrar um lado diferente e elegante da casta Baga, mais fácil e direto.

Proveniente de vinhas velhas, passa apenas por Inox.

Leve na cor, o Drink Me Nat Cool Tinto 2017, 2ª edição desta referência,  apresenta-se levemente frutado e floral e sobretudo muito fresco ao primeiro impacto.

A Baga está lá com a fruta vermelha, algumas notas calcárias e um tanino civilizado, que lhe dá uma boca macia, mas muito interessante.

Ainda que num perfil fresco, direto e até sedutor, tem estrutura qb para aguentar alguns pratos, sobretudo entradas, deixando-se beber com muita facilidade, inclusivé a solo, convidando sempre a mais um copo.

Vendido em garrafas de 1 litro e servido ligeiramente fresco, foi a companhia idela para as entradas e pizza do restaurante Vila Mar. E o vinho entre os convivas, desapareceu por completo, com sucesso.  Naturalmente (cool). PVP:11,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de março de 2019

Da Minha Cave: Vinha Formal Branco 2009

Luís Pato, o Sr. Baga, dispensa apresentações. É um verdadeiro embaixador da casta Baga na Bairrada e sobretudo da região, região essa que é capaz de produzir brancos de enorme nível, com capacidade notável de evolução e envelhecimento positivo, que tipos tido o privilégio de provar (felizmente), talvez cujo maior exemplo sejam os vinhos brancos das Caves São João (Quinta do Poço do Lobo; Frei João), que por serem provenientes da década de 90 do ano passado, surpreendem grandemente por chegarem a 2019 ainda cheios de energia e vivacidade.

Por isso, é apenas natural que este Vinha Formal do ano de 2009, se apresente de uma forma soberba, no copo, 10 anos depois. Eu diria mais, foi seguramente um dos melhores brancos que bebi até à data. Feito da uva bical e com fermentação e posterior estágio de 9 meses em barrica, chega até nós incivelmente fresco. O aroma é inebrainte e desafiador, com notas quimicas e petroladas muito interessantes (quase a lembrar um muito bom riesling), entre tantos outros descritores aromáticos que nos remetem para uma sensação dominante de frescura. A boca tem uma tensão impressionante e um volume que torna o vinho mastigável e untuoso. Cheio na boca e pleno de acidez, termina muito longo e vibrante. Simplesmente desconcertante. PVP: 17€. Garrafeiras (Colheitas de 2014 em diante).

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Em Prova: Identidade OM Grande Reserva Branco 2017


Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos. O Identidade OM Grande Reserva Branco 2017 é em homenagem ao seu filho Oliver Martin e reflecte a sua personalidade -  "sorriso fácil e longevidade". É uma edição muito limtada de apenas 1000 garrafas de um lote de 85% Arinto e o restante Chardonnay, de solos argilo-calcários, feito na Quinta do Poço do Lobo, na Bairrada. 

Trata-se de um vinho de aroma contido, com nuances citrinas, mas com uma boca vibrante, onde as notas calcárias e de maresia são evidentes. A boca tem volume, é fresca, crocante e com um final longo. E com apenas 11º de alcool e pendor gastronómico. Um vinho desenhado para se gostar de beber. Um vinho de sommelier? Pois, adorei. E logo na sua primeira edição, com selo de Grande reserva. Muito bem.  PVP: 15€. Disponibilidade: Martin Boutique Wine

Sérgio Lopes

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Radar do Vinho: Novas collheitas do vinho Giz

Com um passado ligado à bioquímica, Luís Gomes decidiu dar novo rumo à sua vida, para se dedicar a uma das suas grandes paixões - o vinho. Após o MBA em gestão e marketing seguiu-se o mestrado em Viticultura e Enologia no Instituto Superior de Agronomia, que lhe permitiu desenvolver competências nas áreas da concepção, planeamento e gestão das melhores práticas vitícolas e enológicas, em função dos vinhos que idealiza e recria. Nasce assim o projeto a solo, em solo de natureza calcária, fazendo lembrar Giz! 

Trata-se de um projeto muito recente, que assenta na recuperação de vinhas velhas centenárias, repletas de castas autóctones, onde predominam a Baga e a Maria Gomes. Os vinhedos estão plantados em solos pobres de natureza calcária e proporcionam a construção de vinhos únicos e inconfundíveis que vão na sua quarta edição. O nome Giz, é muito feliz, pois tem tudo a ver com esse lado calcário presente e o projeto é altamente moderno em termos de imagem e com um perfil de vinhos com muita elegância e finesse. Provamos há poucos dias as novas colheitas e adoramos!


Giz Vinhas Velhas Branco 2017 - Maria Gomes e Bical | 1800 garrafas. Vinho com nariz muito complexo, cheio de mineralidade e com um toque citrino e floral. Mantém o perfil de contenção aromática, ainda que se mostre mais exuberante que a edição anterior, de 2016.  Na boca, a passagem em parte por madeira americana usada conferiu-lhe um lado mais untuoso, em contraponto com o 2016, que era mais tenso e crocante. De corpo médio, é fresco, com madeira bem integrada e final muito apelativo. Vai crescer em garrafa e será um sucesso garantidamente. Gastronómico! PVP: 19€

Giz Vinhas Velhas Tinto 2016 -  Baga | 3600 garrafas | Um upgrade na minha opinião em relação à edição anteriot. Muito complexo, entre notas de frutas silvestres, especiarias, tabaco, calcário, cheio de frescura e intensidade. Na boca, taninos elegantes, mas sem deixar de ter alguma opulência. Um Baga a meio caminho entre a tradição e a modernidade (?), com adstrigência qb e que vai evoluir brilhantemente em garrafa. Muito equilibrado entre nariz e boca. PVP: 19€

Giz Vinha das Cavaleiras Tinto 2016 - Baga | 1400 garrafas. Produzido de uma vinha centenária, muito velha, a Vinha das Cavaleiras de apenas 2 hectares. Aroma ultra fino, muito complexo, contido, com laivos de calcário, fruta, especiaria, tudo com grande classe. Na boca, muito sedoso e envolvente, quase mastigável, com enorme elegância. Corpo médio, enorme acidez e frescura e um enorme prazer. Um vinho em constante mutação no copo, com final muito longo e de potencial enorme em garrafa. Rivaliza seguramente com um grande Borgonha. Delicioso e diferenciador! PVP: 27€

Sérgio Lopes

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Em Prova: Kompassus Branco 2017

Há felizes coincidências... Na segunda-feira passada assisti à apresentação dos novos vinhos Kompassus, com o mote do lançamento do super topo tinto Kompassus Gene. Foi uma grande apresentação, confirmando a qualidade dos vinhos de João Póvoa, sob a chancela do enólogo Anselmo Mendes

Pois, hoje, em trabalho em Lisboa, acabei por jantar num restaurante chamado Masstige, que combina tapas com pratos de autor, num conceito um pouco estranho (pelo menos no resultado. De entre as 2 ou 3 opções a copo, tinha este Kompassus branco 2017 (anteriormente chamava-se eskuadro kompassu), o "entrada" de gama da casa e que ligou brilhantemente com as tapas que escolhi - Ovos rotos e uns mirabolantes e estranhos croquetes de risoto de bacalhau (!). 

Este vinho (que não esteve em prova na paasada 2ª feira), feito de Maria Gomes, Bical, Arinto e Cerceal, fermenta com leveduras indigenas e tem apenas 12º de alcool. É um vinho muito mineral, citrico e vibrante, com alguma salinidade, bastante fresco, seco, com acidez crocante, volume e finais médios e que dá prazer a beber. Vai seguramente crescer em garrafa. Uma extraordinária relação qualidade-preço, para um vinho a ter em casa. PVP: 5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Da Minha Cave: Quinta das Bageiras Reserva Tinto 2011

Este vinho veio literalmente da minha cave em Foz Coa, onde o descobri este fim-de-semana e decidi trazer. Era garrafa única, guardada antes de o Diogo nascer. É verdade que compro muito mais a referência Garrafeira das Bageiras, (branco e tinto), e menos o Reserva Tinto, mas comprovei que mesmo sendo produzido para um consumo mais imediato, o vinho evolui de forma agradável. 

O Quinta das Bageiras Reserva 2011 é feito de Baga 60% e Touriga Nacional 40%, fermentado em pequenos lagares, sem desengace e com posterior estágio em tonel de madeira avinhada. 

Apanhei-o numa fase determinante da sua evolução, onde a fruta primária começa a dar lugar a aromas terciários. Continua com uma boca com óptimo volume, bastante frescura e aquele lado calcário tão giro que os solos aportam aos vinhos bairradinos. Parece-me que entre a Baga e a Touriga anda aqui uma luta, nesta fase, na garrafa, o que deu um gozo enorme a beber. Penso ter sido consumido no momento certo, quiçá, até um ou 2 anos mais cedo fosse melhor. 

De qualquer das formas, acompanhou muito bem a feijoada de casulas e deu muito gozo a beber. PVP: 8,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Prova: Íssimo Espumante Baga Bairrada 2013

O projeto Baga Bairrada vai ganhando novas referências, com espumantes feitos exclusivamente da casta Baga na região, pretendendo alargar o consumo desta bebida a um público mais vasto e abrangente. O Íssimo é proveniente das Caves Arco do Rei e tem enologia de António Narciso, enólogo com créditos firmados na região do Dão (Quinta da Fata, Quinta Mendes Pereira, entre outros). Trata-se de um Blanc Des Noirs, de Baga, onde destaco as notas tostadas e de panificação, que muitas vezes não estão presentes nesta gama. A boca é envolvente, com mousse equilibrada e os frutos secos a sobressairem, bem como alguma fruta (maçã). Com bom volume, termina bem agradável e de pendor gastronómico. É muito versátil à mesa, pelo que convém ter algumas garrafitas por perto para ir consumindo em diversos momentos. Inclusive a solo. PVP: 10€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Blanc de Blancs Bruto 2011


Acho que nunca tinha falado neste espumante, que é presença assídua cá em casa, quando se quer beber algo mais especial. É da Messias e é um Blanc de Blancs de 2011, o que significa que é produzido 100% de castas brancas, neste caso de uma só casta - a francesa Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". 

Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. 

É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês. Disponibilidade: Garrafeiras. Loja da Bairrada.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Da Minha Cave...: Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2011

Da minha cave não é bem verdade, pois este vinho veio diretamente da cave de Sir Luis Pato, cortesia do produtor que quis que eu passase um verão "bem regado". O vinho é um misto de uvas de 3 castas - Bical (50%) em solo argilo-calcário, Cerceal (25%) e Sercialinho (25%), em solos arenosos. Fermentou em cubas de inox durante 4 meses. Em tempos passou por madeira, mas nos útlimos anos, por razões comerciais, só vai ao Inox.

Trata-se de um vinho branco com 7 anos que começa agora a entrar na idade adulta. É fresco e intenso e com notas petroladas / terpénicas, quase a lembrar um riesling, em prova cega. E esta, hein?! Depois é leve, de corpo médio e versátil, tanto dando prazer a solo, como acompanhando umas entradas ou uma refeição leve. Termina longo e persistente.

Para quem diz que os brancos são para beber novos. Eu contraponho. São para beber entre os 5 e 10 anos e apreciar todas estas notas de evolução, boas, é claro. Ainda por cima um branco da Bairrada. E de Luis Pato. Quw evoluem tão bem. PVP: 8,99€. Disponibilidade: Garrafeiras (coheitas mais recentes)

Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Em Prova: QMF Arinto Bical 2016


Mais um vinho adquirido na Loja da Rota da Bairrada. Trata-se de um vinho feito de Arinto e Bical, como o próprio rótulo menciona, na Bairrada, na Quinta da Mata Fidalga. By the way, acho a sinplicidade do rótulo, bem apelativa. Tal como vinho: fresco, equilibrado, sem doçuras ou exageros aromáticos, seco qb, versátil. Perfeito para o dia-a-dia. A solo ou a oicar qualquer coisita. Abaixo dos 4€. Muito bem. PVP: 3,5€ (Loja da Rota da Bairrada). 

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Em Prova: Casa do Canto Colheita Selecionada Branco 2016


Branco bairradino, com enologia de Osvaldo Amado e que eu trouxe da Loja da Rota da Bairrada. Feito de Maria Gomes, Bical e Sauvignon Blanc. Confesso que temi que sobretudo com a presença do sauviugnon blanc o perfil fosse tropical e até fugisse um pouco ao meu estilo de vinhos que cosumo, normalmente mais secos. Mas não, felizmente é um vinho focado nos citrinos e alguma fruta branca, todo ele frutado, leve, mas com alguma estrutura,  fresco e muito equilibrado. Uma excelente opção para o dia-a-dia, para beber como aperitivo ou até a acompanhar pratos leves. Bela surpresa. PVP: 3,50€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Canto Espumante Baga Rosé 2014

            

Feito por Osvaldo Amado, que está a dar uma força  ao projeto Casa do Canto, que apesar de tradição secular na produção de vinho, confesso que desconhecia. Provei o espumante Rosé, feito 100% da casta Baga e gostei bastante. Não se trata de um rosé de piscina, nem era esse o propósito. Desde o inicio foi pensado para a mesa, com um minimo de 12 meses de estágio antes de degorgement e entre 12 a 24 meses em garrafa, posteriomente. Apresenta uma cor salmão bem carregada, com tons avermelhados. O aroma é complexo com algumas notas de redução, mas com presença de alguma fruta fresca, sobretudo vermelha, lá pelo meio. Boca com boa mousse, cheia, crocante, envolvente, alguma panificação e final refrescante, que sem ser muito longo, pede uma comida. Curiosamente (ou talvez não) ligou muito bem com o Leitão trazido do Pedro dos Leitões e que estava óptimo! PVP: 6,65€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

terça-feira, 22 de maio de 2018

Em Prova: Foral de Cantanhede Gold Edition Grande Reserva Baga 2009

Não é todos os dias que temos o privilégio de almoçar com o arquitecto deste vinho, partilhando duas de letra, sempre com a simpatia cativante de Osvaldo Amado. Aconteceu este sábado. 

Um dos vinhos escolhidos por ele foi o Foral de Cantanhede Gold Edition Grande Reserva Baga 2009, topo de gama tinto da Adega de Cantanhede. Apenas é produzido em anos excepcionais. Cerca de 5000 garrafas. O nome do vinho presta justa homenagem aos viticultores e ao Conselho de Cantanhede que alcançou o Foral em 20 de Maio de 1514, concedido pelo Rei D. Manuel I, o Venturoso. 

Feito 100% da casta rainha da Bairrada - a Baga, é fruto de um lote com a selecção das melhores barricas, onde estagia por 18 meses. O resultado é um vinho poderoso, como a Baga produz, mas muito "limpo" e cheio de elegância. Fresco, encorpado, com taninos redondos, domados pela idade, termina longo e de pendor altamente gastronómico. Quem disse que as Adegas Cooperativas não eram capazes de produzir grandes vinhos? PVP: 40€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Em prova: Quinta do Poço do Lobo Branco Reserva 2016

Depois de muitos de nós, enófilos mais estreme, andarmos a consumir o stock dos belissimos brancos dos anos 90 das Caves São João, dos quais ainda vão existindo no produtor algumas garrafas, de alguns anos, eis que me deparo com o remake, desse tão afamado Quinta do Poço do Lobo Branco, restyled para o século XXI. Já não é produzido 100% de arinto, como os famosos 90s, mas sim de arinto e chardonnay em partes iguais. Tem ligeira passagem por madeira, ´Battonage´ durante 5 meses e estágio sobre borras durante 8 meses. 

O resultado é um vinho que faz jus aos grandes brancos desta casa. Embora muito novo, aparece bastante contido de aroma, mas muito complexo, com notas minerais, vegetais e citricas. Na boca é untuoso, com a madeira impercetivel e também muita frescura. Apresenta bom volume de boca e termina refrescante e persistente. Os seus apenas 12º de alcool ainda elevam mais o conjunto. Gostei muito. PS: A garrafa é muito mais pesada que o normal! PVP: 13€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes