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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Novas colheitas de Loios e Marquês de Borba Branco chegam ao mercado




Chega ao mercado e disponível nas grandes superfícies mais uma nova edição dos vinhos brancos Loios e Marquês de Borba, ambos da colheita de 2016. Com a chancela de João Portugal Ramos, nome incontornável da mudança encetada no Alentejo moderno, os vinhos seguem o padrão de consistência apresentada ano após ano, contando com um novo restyling, mas mantendo os traços característicos de cada referencia, de identificação imediata em qualquer prateleira de uma grande superfície.

O Loios é um belíssimo entrada de gama que corresponde ao que dele esperamos, isto é, um vinho fresco e com notas citrinas, leve e perfeito para o verão, capaz de ser bebido de forma agradável como um aperitivo ou acompanhando pratos estivais. PVP: 3,9€

O Marquês de Borba almeja um posicionamento um pouco superior, situando-se em valores a rondar os 5,50€. Apresenta um aroma muito bonito e apelativo, com notas minerais e fruta citrina. A Boca tem um pouco mais de intensidade e corpo que o Loios , mas a diferença não é tão substancial assim.

Na minha opinião pessoal diria que o Loios apresenta uma excelente relação qualidade preço, enquanto que o Marquês de Borba está mais polido e um pouco (ligeiramente mais) complexo, mas nesse segmento de preço começa a ter concorrência de peso que lhe poderá fazer frente. 

Sérgio Lopes

segunda-feira, 27 de março de 2017

Em Prova: Antão Vaz da Peceguina 2015

16/20. Monocasta de Antão Vaz produzido na Herdade de Malhadinha Nova. Depois de ter provado o Verdelho da casa e ter ficado bem impressionado, o mesmo aconteceu com este branco Alentejano, do qual foram produzidos 7000 litros: Aroma com notas citrinas e algum floral junto com leve tropical. Boca com boa estrutura, mantendo uma boa frescura. Corpo médio. Final longo e com prazer. Apesar das temperaturas tórridas que se fazem sentir na propriedade, em alguns momentos do ano, é notável a forma como os brancos apresentam uma boa frescura. PVP: 12€. Diponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 24 de março de 2017

Em Prova: Blog Tinto 2012

Confesso que, nos últimos anos, tenho andado um pouco de costas voltadas para o Alentejo. Os motivos foram sobretudo estar demasiado concentrado na Bairrada e ter o preconceito de que os vinhos alentejanos andavam demasiado certinhos, tecnicamente muito bem feitos, mas muito idênticos. Provavelmente era um preconceito infundado, mas adiante.

Há um par de meses provei um vinho curioso, que resultou duma parceria da Filipa Pato/William Wouters com Susana Esteban. E, porque já conhecia as criações bairradinas, surpreendeu-me o cariz “de pés assentes na terra” (neste caso, na vinha) da enóloga que também assina este BLOG ’12.

E é essa característica de regresso às origens, de privilégio da vinha e do terroir, em detrimento da Adega e da técnica, que me cativou neste tinto, que elegi como estrela maior do jantar vínico organizado pelo restaurante PEDRO DOS LEITÕES em parceria com os vinhos de Tiago Cabaço Winery.

Aromaticamente, este vinho é uma sinfonia de exuberância. Não maquilha a fruta e faz transparecer o chocolate que nos provoca um sorriso espontâneo de puro prazer. Na boca revela macieza, mas não descura os taninos vincados, o que o torna um vinho pleno de vigor e potência.

Escreviam-me há pouco que é um vinho que está na moda. Bom, que seja moderno e venha para ficar, porque o Alentejo precisa de vinhos com este carácter muito próprio. Este foi previamente decantado e, a mim, só me faltou levantar e aplaudir quem cria a perfeição.

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Em Prova: BD Open Minds

Tiago Cabaço é jovem, irreverente e muito bom comunicador. E como as criações tendem a imitar o criador, os vinhos que apresentou no jantar vínico organizado pelo Restaurante PEDRO DOS LEITÕES mostraram claramente esse cunho.
O produtor alentejano saiu da casca com dois vinhos apresentados logo no início. Um Encruzado do Alentejo, que criou em homenagem ao seu pai, pioneiro no plantio da casta oriunda do Dão, e um espumante muito aromático.
No entanto, a minha curiosidade foi despertada pelo vinho que desfilou ao lado do prato de Vieiras com Brunesa de Frutos Tropicais e Vinagreta, o BD BRANCO DOCE fruto duma colheita antecipada. No primeiro olhar e se formos petulantes ao colocar o vinho no nariz, podíamos cometer o erro de o chamar tardio, pelo impacto olfactivo que causa, com notas de pêssego e jasmim bem vincadas. Mas a especificidade do terroir de Estremoz gosta de nos pregar partidas e este BD nasce mesmo duma maturação antecipada pelos Verões bem quentes do Alentejo. 

E porque o vinho se faz de balanços e equilíbrios, este consegue a proeza de colocar em perfeita harmonia a fruta madura e a acidez na boca, sem perder a frescura e até mostrar um nervo e energia apreciáveis.

Feito para mentes inquietas, este Branco levemente doce harmonizou numa relação de igualdade com as Vieiras e a acidez das frutas tropicais da Brunesa.

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Em Prova: Roquevale Branco de Curtimenta 2015


16/20. A moda da "acidez" parece que veio para ficar e por isso têm surgido diversos brancos de "curtimenta". O método tradicional de curtimenta consiste em fermentar as uvas sem separação da parte sólida. É o método de vinificação dos vinhos tintos, muito raramente utilizado na vinificação dos vinhos brancos. Neste vinho, as uvas brancas (Fernão Pires, Roupeiro & Arinto) fermentaram em contacto com as películas durante 9 dias a uma temperatura de 15ºC. O resultado é um vinho mais taninoso, mas bem fresco, com alguma austeridade, com uma componente muito leve citrina, privilegiando o consumo à mesa, aguentando por isso, peixes, mariscos e até carnes. Fugindo à frutinha e floral fáceis dos chamados vinhos de "piscina". Versátil e bem interessante. PVP: 6€. Disponibilidade: Grandes Superficies.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Da minha Cave: Altas Quintas Tinto 2007

São sensações como as causadas por este vinho que me fazem correr riscos (de ter vinagre em vez de vinho :-) ) ao esquecer propositadamente de algumas garrafas para as revisitar anos mais tarde...

Este Alentejano nascido em 2007 a 600m de altitude na Serra de São Mamede e vinificado pelas mãos de Paulo Laureano com Aragonês (Tinta Roriz), Trincadeira (Tinta Amarela) e Alicante Bouschet com posterior estágio em barrica de carvalho, mostra uma exótica e apelativa complexidade aromática e gustativa. É um verdadeiro "gentleman" sedutor, elegante, afável mas com personalidade vincada. Sempre surpreendente durante a prova, não se absteve de me cativar os sentidos com o seu mutável exotismo... deixando morosas marcas da sua passagem pelo palato !

Não foi certamente o melhor vinho que bebi! Mas quão importante isso é se me proporcionou este prazeroso momento!?

E agora que já manifestei os sentimentos que me despertou... vou continuar a namorar com ele...

Jorge Neves (Wine Lover)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Fora do Baralho: Foxtrot Dominó Tinto 2014


16,5/20. Vitor Claro, conceituado chef português ficou com o "bichinho" do vinho e decidiu criar o seu projeto, vinhos Dominó. São vinhos de experimentação, com pouca maquilhagem, ao gosto pessoal do chef. Este Foxtrot Dominó 2014 é composto por 75% uvas tintas e 25% de Arinto. É um vinho tinto, sem denominação de origem, devido à percentagem de uvas brancas que contém. Mas é bem português e proveniente do Alentejo, mais propriamente de Portalegre de vinhas velhas com mais de 85 anos. O resultado é um vinho com um aroma contido, onde se sente um pouco do calor alentejano. Na boca  o tanino de parte do engaço está presente (50% do lote tinto tem engaço) mas também fruta fresca e uma frescura muito interessante, proveniente da proximidade com a Ribeira de Nisa . De corpo médio e pouco alcool (12º), é um vinho que se bebe muito bem e facilmente, sem deixar de ter uma complexidade acima da média que o torna distinto. Gostei. PVP: 10€. Disponibilidade: Portus Wine. 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fora do Baralho: Monte da Ravasqueira Late Harvest

Monte da Ravasqueira Late Harvest é um colheita tardia proveniente do Alentejo, feito 100% da casta Viognier. Sim, do Alentejo e de uma casta que tanto tem de delicada, como de "pesada" se não for tratada / vindimada correctamente, principalmente em zonas quentes. 

Ora, este vinho é o resultado de uma prensagem lenta e suave sobre as uvas durante mais de 24 horas; uvas essas congeladas durante algumas semanas previamente à temperatura de -20º C. Numa região, não propensa à formação do fungo Botrytis Cinera, responsável pela "podridão nobre" das uvas, o resultado foi, pois claro, "fora do baralho".

Um vinho licoroso com uma cor muito bonita, amarelo-limão, nariz muito fresco e complexo com a fruta citrina compotada (tipo do bolo-rei), marmelada, toranja... Boca gorda, mas muito elegante, com uma bela acidez e intensidade, nunca tornando o vinho minimamente "chato". Pelo contrário!

Para quem procura um colheita tardia na linha de um Grandjó, engane-se pois aqui estamos na presença de algo num pendor mais fino e elegante, com grande equilíbrio, mas cheio de sabor.  375cl. 10,5º. PVP: 10€

Sérgio Lopes

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Em Prova: José de Sousa Tinto 2014



16/20.  José de Sousa é a marca produzida no Alentejo, mais propriamente em Reguengos de Monsaraz. Produzido à base de Grand Noir (45%), Trincadeira (35%), e Aragonês (20%), pequena parte fermentou em ânforas de barro e o restante em cubas de inox a uma temperatura de 28ºC. 30% do lote envelheceu em carvalho novo americano e francês.

De cor granada, o aroma é bastante complexo. Foge um pouco ao Alentejo tradicional, desde logo pela frescura apresentada. Notas de fruta fresca, tosta da madeira, especiaria, tabaco, num registo muito elegante e sumarento. Na boca, bela estrutura e final persistente e muito saboroso.

Mais um vinho muito bem feito por Domingos Soares Franco, com o acrescento do factor de diferenciação. Gostei. PVP: 7,49€. Disponibilidade: Grandes Superficies.


A prestigiada revista norte-americana Wine Enthusiast publicou, na edição de Dezembro, o TOP 100 dos melhores vinhos de 2016, distinguindo o José de Sousa 2014 como o 5º melhor vinho do ano, classificado com 93 pontos e considerando-o “Editor’s Choice". 

Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Em Prova: Herdade das Servas Colheita Seleccionada Tinto 2012


17/20. Tinto alentejano puro que já não provava há algum tempo. Estruturado, cheio de fruta preta madura, com notas especiadas. Muito fresco e concentrado, com enorme potência, mas sem nunca deixar que os seus impressionantes 15,5º de alcool o tornem um vinho chato. Longe disso. Creio estar num bom momento para começar a ser realmente apreciado. De pendor claramente gastronómico, brilhará à mesa. PVP: 7,90€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Em Prova: Esporão Reserva Tinto 2013


17/20. O Esporão é uma marca histórica dos vinhos do Alentejo, sendo à data de hoje um produtor de enorme prestigio. É um dos produtores mais reconhecidos e respeitados em Portugal e no Mundo. O vinho provado Esporão Reserva Tinto 2013, é produzido com as castas Aragonez, Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet, estagiou durante 12 meses em barricas de carvalho americano e francês, seguido de outros 12 meses em garrafa. 


Cor rubi intenso, apresenta aroma intenso, estruturado e frutado, com presença de frutos vermelhos bem maduros. Bastante especiado com notas vegetais, de chocolate e tosta bem integrada. Na boca apresenta-se muto elegante, macio e fresco. É um vinho frutado e seco com taninos firmes. Apresenta um final longo e persistente. Um belo "clássico" moderno. PVP: 15€.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Em Prova: Argilla Branco 2014


15/20. O vinho argilla é produzido na Herdade da Anta de Cima, localizada na Serra de Montargil, concelho de Ponte de Sor, propriedade da família Tenreiro. As últimas vinhas datam de 1950, quando foram arrancads. Em 2010 ressurgiu a vinha na Serra de Montargil e em 2012 produziram-se os primeiros vinhos argilla branco e tinto. Provamos então o branco de 2014 feito de Alvarinho, Verdelho e Viosinho. Trata-se de um vinho de perfil mineral e frutado a mostrar bem a frescura do Alto Alentejo e do terroir particular de Montargil. Não sendo impressionante, cumpre o seu propósito, sendo atipicamente alentejano, embora pelo mesmo preço se encontrem outras opções no mercado, com maior complexidade e diferente identidade.  PVP:8€; Disponibilidade: Garage Wines.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Fora do Baralho: Vicentino Sauvignon Blanc 2014

16/20. 

Sauvignon Blanc feito no Alentejo. Hmmm, não é propriamente óbvio, antes pelo contrário. É certo que existem outros exemplares na região feitos da casta francesa, como por exemplo, Cortes de Cima ou Comenda Grande, que não sendo brilhantes, são bons ensaios. 

Foi por isso, com curiosidade, que comprei este vinho até por causa de algum hype à volta do mesmo, nomeadamente pela proximidade maritima das uvas, com a vinha plantada às portas da Zambujeira do Mar...

É sobretudo um sauvignon blanc marcado muito mesmo pelo lado vegetal da casta. As notas de espargo características estão lá em primeirissima linha, junto com muito leve fruto tropical. Na boca é fresco e com um toque a lembrar o salino, talvez da tal proximidade maritima? Termina com boa persistência.

Acho que provavelmente não é vinho para todos os palatos, mas que é agradável, não há dúvidas. PVP: 10€. Comprado na Garage Wines.

Sérgio Lopes

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Em Prova: Reguengos Garrafeira dos Sócios Tinto 2011

16,5/20. Garrafeira dos Sócios Reguengos Tinto é um vinho produzido pela CARMIM, um verdadeiro clássico alentejano que começou por nascer como um vinho que representasse o melhor de cada ano. Um prelúdio de um Garrafeira Alentejano. O vinho estagia em depósitos durante um ano. Durante este período o vinho é submetido a provas regulares, sendo os melhores depósitos devidamente identificados e separados. Destes resultam dois lotes; o melhor dará origem ao“Garrafeira dos Sócios” e segundo, ao “Reserva”. O “Garrafeira dos Sócios” estagia cerca de oito a doze meses, dependendo da prova, em meias pipas de Carvalho Francês. Após estágio em madeira, o vinho é engarrafado e vai repousar. Provamos este 2011 no restaurante Grand'Elias em Lisboa. Que bela surpresa. Cor rubi, aroma profundo com notas de cacau, especiarias e muita frescura que se confirma na boca. Ou seja, temos a potência do Alentejo, mas com taninos de veludo. Elegante, harmonioso e robusto. Gastronómico, sim, Uma delicia. PVP: 17€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Em Prova: Marquês de Borba Espumante Bruto Rosé 2013


16,5/20. A emblemática marca Marquês de Borba do produtor João Portugal Ramos adiciona uma nova referência, o espumante Bruto Rosé. A primeira edição, de 2013, é produzida das castas Touriga Nacional, Aragonez e Pinot Noir (esta última proveniente de uma pequena parcela em Estremoz próximo de uma linha de água e com um solo mais profundo e mais fresco, mais propicio assim para a tipicidade da casta). Apresenta uma cor salmão rosada muito bonita. Aromas discretos a citrinos e algumas nuances de fruta vermelha, tudo num registo muito fino, fugindo àqueles rosés por vezes demasiado exuberantes. Na boca é sério, com bolha fina e mousse delicada. Termina de final médio e harmonioso. Um espumante onde a finura e a harmonia de conjunto são as características principais. PVP recomendado 12,5€ (Na Onwine, consegue-se adquirir ao preço de 9,95€ - na minha opinião o preço mais acertado para este espumante).

Sérgio Lopes

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Arena de Baco: Os Tintos da Talha, de Roquevale


A rubrica Arena de Baco pretende colocar frente a frente vários vinhos e só um sairá vencedor... embora isso pouco interesse tenha. O importante é falarmos mesmo de todos os vinhos, à sua maneira, pois no confronto,  com maior ou menor Knock Out, estiveram todos MUITO bem. 

O jantar foi promovido e organizado pelo blogger Amândio Cupido (garficopo), um dos bloggers da região Norte que melhor prova e mais contribui para a divulgação dos vinhos portugueses. O mote foi uma prova vertical dos vinhos Tinto da Talha Escolha, dos anos 2003 a 2010

BATALHA
  • 2010 (Aragonez, Touriga Nacional)  - Este vinho sofreu um pouco de uma possível não tão boa análise, devido à temperatura elevada a que foi servido. Com a temperatura certa mostrou-se perfumado, especiado, com notas de cacau / baunilha. Carácter quente na boca, mas com uma frescura que revela boa acidez. Termina de comprimento médio e com pendor gastronómico. 16/20
  • 2008 (Aragonez, Alicante Bouschet) -  Provavelmente o vinho mais fresco da prova. Notas fumadas, algo licoroso, com fruta a dizer presente. De novo a baunilha, mas um conjunto bastante harmonioso e guloso, pronto a beber. . 16,5/20
  • 2007 (Syrah, Alicante Bouschet) - Mais complexo que o 2008. Com mais camadas para descobrir. Carácter fumado mais uma vez, aroma intenso e profundo, mas a carecer ainda de ligação o que demonstra a vivacidade do vinho. O final mais longo que o 2008. Muito bom. 16,5/20
  • 2006 (Syrah, Touriga Nacional). O vinho mostra o calor do ano e a qualidade inferior do mesmo. Apresenta menos volume do que os anteriores, sente-se muito mais o calor e até se torna um pouco "chato" ao segundo copo. Claramente o irmão mais pobre em prova. 15/20
  • 2005 (Touriga Nacional, Aragonez).- Achei-o na linha do 2010, com a especiaria em evidência e o carácter fumado. Impressiona no entanto, a boa forma para um vinho do Alentejo com 11 anos. Peca apenas e só por algum excesso de calor. Mas muito bem16/20
  • 2004 (Syrah, Touriga Nacional)- Muito na linha do 2007. Complexo e elegante, com fruta presente, algumas nota químicas, mas tudo a dar uma prova muito equilibrada e saborosa. O final é bem longo e apetecível.. 17/20
  • 2003 (Touriga Nacional, Aragonez) - O melhor vinho em prova, que também foi a primeira edição desta referência. Fresco, perfumado, intenso, elegante, com fruta de muito boa qualidade. Final muito longo. Muito, muito bom..13 anos...! 17,5/20
Resumindo, foi uma prova que demonstra bem a qualidade e longevidade desta referência. A linha condutora foi sem dúvida a rusticidade (alentejana), o toque comum abaunilhado e especiado e o carácter gastronómico. Impressionantes os vinhos dos anos de 2003 e 2004 pela vivacidade e elegância. Destaque também para o 2008 pela harmonia e o 2007 pela profundidade. PVP 7,49€

May the Wine be with you...!

Sérgio Lopes

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Em Prova: Quinta do Carmo Branco 2015

15/20. Produzido pela Bacalhoa o Quinta do Carmo Branco 2015 é um vinho branco do Alentejo, feito de Roupeiro (50%), Antão Vaz (30%), e Arinto (20%). Trata-se de um vinho bem feito, com boa acidez, notas leves de fruta tropical, misturado com algum citrino, num conjunto equilibrado e de média complexidade. Sem defeitos, mas também sem grandes virtudes que justifiquem o seu preço algo desajustado, pelo menos na minha opinião. PVP: 7,90€; Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Em Prova: Monte Mayor Tinto 2007


15,5/20. A Adega Mayor é fruto da visão do Comendador Rui Nabeiro e da sua grande paixão pelos vinhos e pela sua terra - Campo Maior. Inaugurada em 2007 mas a produzir vinhos desde 2002, pelo que não sei se este será o primeiro Monte Mayor Tinto produzido, entretanto renovado com uma imagem muito mais moderna e apelativa, e creio que sem a enologia de Paulo Laureano, mas sim Rui Reguinga. Provei os anos mais recentes em Angola e gostei da gama Monte Mayor que passou a reserva, o que pressupõe aumento da qualidade. O 2007 e que não é reserva vale pela curiosidade, pois encontra-se num momento em que está bem interessante, pois não se identifica claramente com um vinho do Alentejo, pelo menos logo de caras. Está mais suave mas ainda com fruta e toques de madeira, chocolate e baunilha, sem perder o calor do terroir alentejano. Encontra-se neste momento no Continente a metade do preço, pelo menos na loja de Gaia, a cerca de 4,50€. E por esse preço vale a pena experimentar, mesmo sendo de 2007.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Em Prova: Verdelho da Peceguina 2015



16/20. Assim que cheguei à Herdade da Malhadinha Nova, no Alentejo, a seguir ao almoço, estava um clima tão abafado com os seus 35 graus que logo questionei o enólogo Nuno Gonzalez: Como é possível ter frescura aqui neste local e sobretudo para brancos?! A resposta será mais explanada num próximo artigo. O facto é que foi este vinho, o Verdelho da Peceguina de 2015 que Nuno foi buscar para eu provar e para me provar que ali há frescura. E há mesmo! Belo vinho, de cor citrina, aroma refrescante de fruta verde, com notas também de leve citrino. Bela acidez, tudo bem composto, num branco crocante e muito saboroso. Gostei mesmo. PVP: 10€; Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Em Prova: Montinho de São Miguel Branco 2015


14,5/20. A Casa Agrícola Alexandre Relvas situa-se no Alentejo, no Redondo e possui uma adega capaz de transformar 500.000 kgs de uvas. São tantas as referências da casa, no meio de tantas referências de outros vinhos, sobretudo nas grandes superfícies, que se torna praticamente impossível escolher determinado vinho em detrimento de outro. É uma luta intensa. Marcas que produz:


Dentro da cada marca, existe o branco, o rosé, o tinto, o reserva, etc...E assim chegamos ao Montinho de São Miguel Branco 2015, que por um acaso me chamou a atenção o facto de ter Encruzado (casta branca do Dão) na sua composição, juntamente com Viognier e a clássica Antão Vaz do Alentejo. Trata-se de facto de um vinho bem feito, como tantos outros, que cumpre a sua função. Não senti encruzado, ou viognier, ou outra casta, apenas um branco para se beber jovem e despreocupado, com prazer. PVP: 3,99€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes