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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ervideira Invisível Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: Ervideira Sociedade Agrícola

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Aragonês.

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Nunca tinha provado este vinho, embora já tivesse ouvido falar dele. Aconteceu prová-lo finalmente e durante o Angola Wine Festival. Comprado numa grande superfície em Luanda, com a inflação característica de Angola, aqui vai o meu comentário a este vinho pouco usual.

A começar pelo nome e conceito - Invisivel é um vinho branco de uvas tintas obtido a partir da lágrima de uvas tintas da casta Aragonez. Resulta da vindima nocturna, de um talhão seleccionado, quando atingido o ponto óptimo de maturação

Apresenta-se quase desprovido de cor, daí a designação "Invisível". No nariz, notas ácidas de maçã verde e algum chã. Aroma diferente. Na boca, boa acidez e volume, num registo equilibrado e atraente. De cariz gastronómico, termina de boa persistência.

Nome e conceito originais, rótulo apelativo, num vinho muito agradável, capaz de ser uma boa surpresa para levar para um jantar entre amigos ou surpreender a "dama".


Classificação Pessoal: 16




Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Intensus Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: Rui Reguinga

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: Produzido pelo enólogo Rui Reguinga, homem habituado ao terroir Alentejano e no qual presta inúmeras consultorias a diversas quintas, neste caso, este vinho é propositadamente para ser distribuído pela Garcias Gourmet. Blend mais ou menos usual de castas utilizadas na região, tem passagem por madeira usada de carvalho francês, por 12 meses.

Cor ruby intensa. Aroma igualmente intenso e bem fresco com fruta vermelha madura, algum cacau, leve carácter herbáceo. Boca com bom corpo, taninos redondos e final bem conseguido e muito agradável, com leve amargo.

Rótulo apelativo, nome cativante.Vinho muito bem conseguido.

Nota: Amostra gentilmente cedida pela Garcias Gourmet a quem agradecemos.

Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

sábado, 16 de novembro de 2013

Herdade Do Rocim Mariana Tinto 2010

Ano: 2010

Produtor: Herdade do Rocim

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet e Alfrocheiro.

Preço Aprox.: 5€ - 7€

Veredicto: Produzido pela Herdade do Rocim, apenas para o mercado internacional, vim descobrir este vinho, aqui em Luanda.

“Mariana” foi inspirado na pitoresca história de amor que uniu a freira do convento da Conceição em Beja, Mariana Alcoforado, e o galante militar francês Cavaleiro de Chamilly, no rescaldo das lutas pela Restauração (séc. XVII), em Portugal. Ficaram famosas as cartas de amor que Mariana escreveu ao seu amante Chamilly, publicadas em França corria o ano de 1669. Ele, regressado à pátria, casou e foi promovido a marechal, e ela viveu em clausura até aos 83 anos... 

Cor Ruby. No aroma, predominam os frutos vermelhos maduros do bosque. Sobretudo focado na fruta, de qualidade. A boca é de perfil elgante e equilibrada, taninos maduros, mas macios, terminando com uma persistência bem agradável.

Vinho agradável e mais direto, sem madeira, de perfil bastante internacional, muito frutado, mais redondo, feito com castas autóctones apenas.


Classificação Pessoal: 15,5



Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vila Santa Reserva Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: João Portugal ramos

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Arinto, Sauvignon Blanc e Alvarinho.

Preço Aprox.: 9,90€

Veredicto: Produzido por João Portugal Ramos, atarvés de um blend de castas pouco usual, ainda para mais para um vinho Alentejano - Arinto, Sauvignon Blanc e Alvarinho. talvez por isso o vinho se apresente com características muito próprias, sem marcadores típicos da região.

De cor amarelo pálido, apresenta um aroma fresco e complexo, citrico e frutas tropicais que lhe dão alguma doçura.Muito mineral com notas especiadas. Na boca é muito fresco e mineral, frutado com predominância dos citrinos, lima, que lhe conferem uma óptima acidez. É um vinho untuoso com uma boa estrutura, muito elegante e com um final longo.

Muito gastronómico, acompanhou na perfeição um folhado de peixe. Apresenta uma acidez muito interessante, nada comum nos brancos do Alentejo. Muito bem.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor, ao qual agradecemos.


Classificação Pessoal: 16,5


Lucinda Costa

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Caiado Branco 2011

Ano: 2011

Produtor: Adega Mayor

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Antão Vaz, Roupeiro, Arinto

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Produzido pela Adega Mayor de Rui Nabeiro, trata-se do entrada de gama da casa. Destaque para o design do rótulo, bem atractivo e moderno.

Blend típico de castas Alentejanas, apresenta uma cor amarela dourada. O nariz apresenta um misto de fruta tipo pêra, ou marmelo, com notas citrinas e florais à mistura. É agradável ao primeiro impacto olfactivo. A boca é de média intensidade, de textura suave e final igualmente médio, com boa acidez refrescante.

Mais um vinho para combater no segmento <4€, que estando bem feito, não sobressai dos demais.


Classificação Pessoal: 14,5


Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Paulo Laureano Clássico Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: Paulo Laureano Vinus

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Aragonês e Trincadeira

Preço Aprox.: 3,75€

Veredicto: Estivesse eu "por aí" e provavelmente este vinho, tal como muitos outros, passaria despercebido. O certo é que este patamar de preços (<4€) já dá bastante gozo a beber. E como em Angola, tudo está super inflacionado, temos de procurar aqueles vinhos que podem ser bebíveis, tendo em conta os nossos "Kwanzas"...

E assim dando continuidade à divulgação de vinhos portugueses, mesmo além fronteiras, provei este Paulo Laureano Clássico, produzido pelo enólogo "do bigode", que dispensa apresentações - Paulo Laureano.

Composto por Aragonês e Trincadeira em percentagem iguais, o vinho apresenta uma cor granada. É bastante aromático com notas de fruta silvestre madura, alguma especiaria e algo azeitonado. A boca é apelativa, fácil, de taninos redondos e estrutura média. Termina com uma persistência agradável.

Alentejano equilibrado, sim, bem feito e a um preço cordato.

Classificação Pessoal: 15


Sérgio Lopes

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Rapariga da Quinta Tinto Colheita Seleccionada 2011

Ano: 2011

Produtor: Luís Duarte Vinhos

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Luís Duarte é um dos mais conceituados e respeitados enólogos em Portugal, tendo trabalhado em casas como a Herdade do Esporão ou Herdade dos Grous. A sua terra é o Alentejo e o vinho provado Rapariga da Quinta Colheita Seleccionada faz parte do seu projecto pessoal Luís Duarte Vinhos. Blend de Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira, estagia 6 meses em barricas de carvalho americano.

Quis o destino que o provasse na longínqua Luanda, ainda para mais no restaurante "Casa do Benfica"...!

Trata-se de um vinho focado na fruta. O aroma é intenso, com a tal fruta presente, notas de especiaria, algum cacau e leve toque balsãmico. A boca confirma o foco na fruta, sempre apoiada por uma acidez no ponto. De estrutura média, termina sumarento e bastante agradável.

Um vinho gastronómico, apelativo e que dá gozo beber. O preço não é proibitivo.

Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

sábado, 31 de agosto de 2013

Mouchão Tinto 2003

Ano: 2003

Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Alicante Bouschet e Trincadeira

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: É o vinho mais emblemático da Herdade do Mouchão. É desenhado com base na casta Alicante Bouschet, que encontrou na Herdade do Mouchão um “terroir” de eleição e que lhe confere um carácter único. O loteamento desta casta complementado com Trincadeira conferem-lhe um maior exotismo e elegância. Após fermentação em lagares o vinho estagia 24 meses em tonéis de 5,000 litros de carvalho português, macacaúba e mogno, e depois mais 24 a 36 meses em garrafa. O vinho Mouchão apresenta uma cor profunda, concentrada, um carácter especiado e a sua estrutura de taninos única potencia um longo envelhecimento em garrafa.

A descrição acima é retirada do site do produtor. De facto, Mouchão é talvez um dos vinhos do Alentejo mais emblemáticos e de maior longevidade. Curiosamente, nunca o tínhamos provado antes... Lá chegou a altura e com um Mouchão de 2003. Dizem os enófilos que estes vinhos só ganham com o tempo, por isso, a expectativa era grande. E de facto, não saíu defraudada.

No copo, a cor denunciava à partida um vinho já com 10 anos, ou seja, para ser preciso, com alguma idade. Cor granada sim, mas já um nada esbatida. No nariz, primeiro espanto - uma juventude e frescura, pouco características para um vinho deste terroir alentejano e com 10 anos em cima. Qual quê, jovem...! Não identificável à partida com o típico Alentejo...O caracter especiado e balsãmico foi talvez o que mais surgiu no primeiro impacto. Aroma muito complexo e intenso. Na boca, o caracter especiado mantém-se evidente, mas surgem notas de carvão vegetal, fumados, alguma fruta contida e aquela acidez que lhe confere a tal frescura invejável. Termina longo, poderoso e persistente.

Não é um vinho "para meninos". Este vinho fala e mostra-se aos poucos. Precisa de tempo. Paciência. E quem tiver mais garrafas do 2003, pode bem guardá-las mais uns pares de anos. Ou então, ir bebendo-as, para verificar a sua excelente evolução em garrafa, que seguramente continuará.

Classificação Pessoal: 17,5


Sérgio Lopes

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Hobby Alentejo Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Exquisite Wines

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah

Preço Aprox.: 9,5€

Veredicto: Pedro Pinhão e Diogo Campilho são dois membros do grupo Youngwinemakers, um grupo de jovens enólogos que apesar da sua maioria trabalhar noutros produtores, têm em comum a paixão pelo vinho e assim criam os seus projectos pessoais. Vale muito a pena provar todos os vinhos deste grupo. Quanto ao duo Pedro e Diogo, que trabalham na Quinta da Lagoalva, têm este Hobby como o seu projecto pessoal. Hobby, porque segundo eles, quando não estão a fazer vinho, estão a bebê-lo. Ou seja, é mesmo um hobby...!

Existem versões Hobby no Alentejo e na região do Tejo. O que vos vou falar hoje é do Hobby Alentejo tinto 2008, composto por Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon.

De cor granada, no nariz apresenta um aroma muito atraente, com presença de fruta vermelha compotada, notas florais, especiarias, balsãmico e leve vegetal. Na boca, madeira muito bem integrada, com taninos suaves e redondos. Muito fresco e fácil de apreciar, termina com um bom final de boca.

Uma alentejano muito fresco e apelativo, gastronómico qb. Muito bem conseguido.


Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Prova dos vinhos MR Reserva Tinto 2011 e Branco 2012

O produtor Monte da Ravasqueira, localizado em Arraiolos, zona quente do Alentejo por excelência, confesso que inicialmente não tinha a melhor das imagens, sobre o mesmo. Os vinhos provados então, mesmo os mais básicos, mostraram-se sempre um pouco "chatos". Ora tudo mudou, recentemente. Não sei se terá sido pela entrada do jovem enólogo, Pedro Pereira Gonçalves, que tão bom trabalho tivera efetuado na extinta Vale D'Algares, o certo é que o perfil dos vinhos é surpreendentemente fresco e apelativo, de perfil moderno, sem perder a tipicidade alentejana e o seu quê de complexidade.

Os brancos Fonte de Serrana e Monte da Ravasqueira, bem como o Rosé, anteriormente provados, mostraram isso mesmo, ou seja a tal frescura invulgar para o terroir e uma excelente definição do vinho para o seu patamar de preços. Inclusivé, o Fonte de Serrana branco é surpreendentemente bem acima, em termos de qualidade, para o pvp recomendado 2,99€.

Foi por isso com enorme expectativa que tivemos a possibilidade de provar os "Reserva" da casa, branco e tinto. E o resultado foi de encontro às melhores expectativas.


MR Reserva Branco 2012
 
Ano: 2012

Produtor: Monte da Ravasqueira

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Viognier, Alvarinho

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: Viognier e Alvarinho, duas castas "outsider" do Alentejo, a primeira francesa, mas que tão bem se tem adaptado à região, a segunda a casta nobre da sub-região de Monção e Melgaço, que onde quer que seja plantada, parece produzir sempre brancos de qualidade.

Neste vinho, apenas 70% do Viognier fermentou e estagiou em barrica. Trata-se de um vinho, de cor citrina esverdeada. No nariz, notas de especiaria e da barrica, muito leves, sendo que a nota dominante é a mineralidade e a presença de aromas citrinos e de pêssego. Tudo muito leve. Na boca, destaque para uma acidez bem vincada, limonada, com predominância do citrino. Termina fresco e bem saboroso, embora considere que ainda precisa de esperar um pouco mais em garrafa, para estabilizar.

Destaque para os apenas 12,5º de álcool, num conjunto equilibrado e texturado, que foge às facilidades tropicais de outros brancos, apresentando pendor gastronómico.

Classificação: 15,5



MR Reserva Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: Monte da Ravasqueira

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional, Syrah

Preço Aprox.: 10€


 
Veredicto: Cor carregada e opaca. No nariz, sente-se a tipicidade Alentejana, mas com uma frescura bem agradável que se confirma na boca. O nariz é percorrido por fruta silvestre, notas de especiaria culinária do Syrah, leve floral e chocolate. Complexo e perfumado. Na boca, barrica muito bem integrada, taninos redondos, com alguma elegância de conjunto e boa frescura, termina longo e persistente.

Um daqueles vinhos que sem perder a tipicidade do terroir, consegue apresentar um registo de perfil moderno, complexo, mas ao mesmo tempo de agrado imediato e mais ou menos consensual. Muito bem.

Classificação: 16,5

 
Em resumo, igualmente belos vinhos no segmento "Reserva" do produtor.

Nota: Amostras gentilmente cedidas pelo produtor ao qual agradecemos.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

José de Sousa Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Trincadeira, Aragonês e Grand Noir

Preço Aprox.: 7,49€

Veredicto: José de Sousa é a marca produzida no Alentejo, mais propriamente em Reguengos de Monsaraz. Produzido à base de Grand Noir (45%), Trincadeira (35%), e Aragonês (20%), pequena parte fermentou em ânforas de barro e o restante em cubas de inox a uma temperatura de 28ºC. 30% do lote envelheceu em carvalho novo americano e francês.

Segunda vez que provamos como deve ser este vinho e achei-o muito melhor e sobretudo bem diferente do ano passado. Será do momento? Será da temperatura?

De cor granada, o aroma é bastante complexo. Foge um pouco ao Alentejo tradicional, desde logo pela frescura apresentada. Notas de fruta fresca, tosta da madeira, especiaria, tabaco, num registo muito elegante e sumarento. Na boca, bela estrutura e final persistente e muito saboroso.

Mais um vinho muito bem feito por Domingos Soares Franco, com o acrescento do factor de diferenciação. Gostei.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

sexta-feira, 19 de julho de 2013

L'and Vineyards, Conceito inovador!

L'AND é um Wine Resort, de cinco estrelas, um novo espaço de luxo na Herdade das Valadas, em Montemor-o-Novo, em pleno Alentejo. Contempla dias tranquilos onde o turismo de luxo se encontra com a cultura do vinho. O empreendimento turístico conta com 145 habitações e um hotel de cinco estrelas. À disposição ainda, o restaurante, adega, Wine Club, spa, biblioteca e sala de estar. Enfim, turismo de luxo, com ligação directa ao vinho.

Aberto em 2011, como o “primeiro condomínio do vinho em Portugal” rodeado por vinha, é possível para quem fique hospedado, entre outras coisas, observar as estrelas, lá em cima, no céu, a partir de uma cama onde relaxa, enquanto se degusta um vinho alentejano... É este o conceito e muito mais.

Autoproclamado “primeiro condomínio do vinho em Portugal” porque os novos locatários do aldeamento podem participar na produção de vinhos resultantes da vindima da área plantada (adquirida), tendo até direito à criação de lotes de vinhos individualizados. Para o conseguirem, basta inscreverem-se no WineClub do empreendimento. Conceito realmente inovador!

A enologia está a cargo de Patrícia Ramos, enóloga residente, sob orientação de Paulo Laureano. Os primeiros vinhos a saír para o mercado estão aí, um branco outro tinto e nós tivemos oportunidade de os provar.


L'and Vineyards Branco 2011

Ano: 2011

Produtor: L'and Vineyards

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: Cor pálida. Aroma invulgar, com notas evidentes de fósforo, a fugir claramente do tradicional. Presença leve de notas citrinas e florais à medida que o vinho vai abrindo. Na boca, mineral e fresco, com corpo mediano. Final seco e leve.

Com apenas 11,5º de álcool, um vinho leve, diferente e que não será consensual, embora claramente seja um vinho como indica no contra-rótulo "irreverente". Em prova cega, não seria fácil identificar a região de proveniência, neste caso o Alentejo. Ainda por cima, um vinho alentejano com tão pouco álcool e tão leve...

Classificação: 15


L'and Vineyards Reserva Tinto 2010

Ano: 2010

Produtor: L'and Vineyards

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Alicante Bouschet

Preço Aprox.: 17€

Veredicto: Reserva da casa, recebeu a medalha "commended" no Decanter World Wine Awards. Cor bem carregada. Aroma poderoso, com fruta preta em evidência, terra, especiado e um tom forte mentolado, casado com chocolate. Quase faz lembrar um"After Eight"! Na boca, taninos integrados, enorme frescura e final longo e persistente, ligeiramente seco e herbáceo. Mais uma vez, aromaticamente irreverente e não associado de imediato ao Alentejo, embora com alguns traços identificativos da região, tais como o corpo ou poder. Bom e diferente!

Classificação: 16


Pelos novos vinhos lançados no mercado, parece-me que a irreverência é mesmo o adjectivo que melhor pode classificar não só o projecto, mas também os vinhos. A primeira vindima aconteceu apenas em 2011 e a idade da vinha é de apenas apenas 5 anos , o que confere ao projecto todo um sucesso promissor.

Nota: Amostras gentilmente cedidas pelo produtor ao qual agradecemos.


Sérgio Lopes

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Vale do Rico Homem Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: Granacer

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Arinto, Viognier, Verdelho.

Preço Aprox.: 2,99€

Veredicto: Um vinho feito pela Granacer (Monte dos Perdigões), mesmo produtor dos vinhos Tapada do Barão e Poliphonia, em exclusivo para o grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce), com um preço neste momento a bater nos 3€. Existe em versão branco, tinto, tinto reserva e rosé.

Produzido pelo enólogo Pedro Baptista, feito de Arinto, Viognier e Verdelho, trata-se de um vinho de tonalidade palha esbatida. No nariz, as típicas notas citrinas, frescura qb e uma boca que não desilude e se bebe com agrado.

Um vinho franco, honesto e bem feito, fácil de apreciar e muito fácil de encontrar. Para beber descontraídamente, acompanhando pratos leves.

Classificação Pessoal: 14,5


Sérgio Lopes

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Marquês de Borba Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: J. Portugal Ramos

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Arinto, Antão Vaz, Verdelho, Viognier

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Este vinho tem melhorado de ano para ano e penso que este 2012 é demonstrativo do equilíbrio dominante no conjunto. É produzido das castas Arinto, Antão Vaz, Verdelho e Viognier, não passando por madeira.

Vinho de cor citrina. No nariz, notas suaves igualmente citrinas, misturadas com alguma fruta limonada. Tudo muito leve. Na boca apresenta-se mineral, com boa estrutura, focado na fruta limonada, crocante, terminando  de média persistência e com um toque acídulo que lhe confere frescura e pendor gastronómico.

Um verdadeiro branco de Verão capaz de aguentar um peixe grelhado dado a sua acidez crocante. Acresce ainda o facto dos apenas 12,5º de Álcool o que o torna ainda mais atractivo nos dias de calor que se avizinham. Bastante consistente. Disponível nas grandes superfícies.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sábado, 18 de maio de 2013

Herdade do Arrepiado Velho 2010


Ano: 2010

Produtor: Herdade do Arrepiado Velho

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Localizada em Sousel, a 40Km de Portalegre, portanto no Alto Alentejo, a Herdade do Arrepiado Velho é uma propriedade com uma área total de cerca de 100 hectares, integrando a Rota de São Mamede - um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo. Em 2002 a actual vinha foi plantada de raíz. São 33 hectares com o objectivo de produzir vinhos de qualidade. A enologia está a cargo de António Maçanita. Destaque para a beleza e carácter invulgar e moderno dos rótulos do portfolio da casa. No mínimo, originais!

O Herdade do Arrepiado Velho Tinto 2010 é produzido 100% da casta Touriga Nacional, tendo sido parcialmente envelhecido em barricas de carvalho francês.

De cor violeta, o nariz é bem agradável com notas de frutos pretos, ligeiras nuances florais. Na boca, bom corpo, taninos redondos, frescura de conjunto invulgar para um tinto alentejano, terminando de boa persistência.

Bem conseguido, fresco e com cariz gastronómico, a um preço acertado, versátil qb. Acompanhou muito bem carne maronesa grelhada, bem como a sobremesa à base de queijo de cabra.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 6 de maio de 2013

1 branco e 1 rosé, para o Verão.

Periquita Branco 2012
Monte da Ravasqueira Rosé 2012

Está a chegar o verão... timidamente é certo, uma vez que no momento em que escrevo este texto, está a chover, embora já se sinta uma temperatura bem mais primaveril. Mas, anntecipando os dias de calor que aí vêm e o aumento substancial no consumo de vinhos brancos e também de rosés, venho vos falar de dois exemplares que serão escolhas acertadas para a estação quente (assim se espera). Dois vinhos - um branco e um rosé- que se encontram com facilidade nas grandes superfícies, ambos com uma relação qualidade-preço bastante acertada.

O branco. Periquita, emblemática marca da José Maria da Fonseca (Península de Setúbal), aqui na versão branca, produzido das castas 53% de Verdelho, 25% de Viosinho, 20% de Viognier e apenas 2%, Moscatel de Setúbal. Aqui reside a grande diferença relativamente ao lote do ano passado, onde o Moscatel tinha um peso de cerca de 30% no lote. O resultado, relativamente ao 2011 é por isso um pouco diferente, notando-se uma componente aromática menos acentuada na versão de 2012. No geral, temos um vinho, equilibrado, com notas limonadas, algumas flores e frutas de caroço, talvez com maior leveza e um pouco mais fino que o 2011. Perde-se a exuberância aromática, mas acresce uma maior leveza de conjunto, num perfil mais versátil. Simples e bem feito, capaz de dar prazer. PVP 3,99€ 

Classificação: 15


O Rosé. Monte da Ravasqueira, do produtor alentejano com o mesmo nome. Feito de 55% Touriga Nacional e 45% Syrah, foi galardoado muito recentemente com a medalha de prata no concurso internacional de Bordéus. Trata-se de um Rosé muito fresco e apelativo, com fruta fresca mas também algumas nuances de rebuçado. Na boca, confirma o registo de frescura e fruta fresca apresentados no nariz. Com bom volume de boca, termina seco e bem agradável. PVP 5,49€ 

Classificação: 15


Nota: Amostras gentilmente cedidas pelos produtores, ao quais agradecemos.


Sérgio Lopes

domingo, 5 de maio de 2013

Herdade Grande Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: António M. Lança

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Touriga Franca

Preço Aprox.: 7,5€

Veredicto: Herdade Grande é uma propriedade agrícola localizada a cerca de 5Km de Vidigueira/Alentejo, com área total de 350 hectares dos quais 60 hectares de vinha, 40 de olival e o restante destinado ao pastoreio de ovinos. Na pertença da mesma familia desde 1920, o projecto vitivinícola iniciou-se com a instalação de vinhas em 1980 e a vinificação em 1997, pretendendo-se produzir e comercializar 350.000 a 400.000 garrafas de vinho, das quais 30% Branco e 70% Tinto.

Comprado no hipermercado Continente, este vinho estava há já algum tempo meio esquecido na garrafeira...

Com 9 meses de estágio em barricas de carvalho francês e americano, apresenta uma cor ruby carregada com rebordo violáceo. No nariz, notas de fruta compotada e leve especiaria. Bom volume de boca, taninos redondos, equilíbrio de conjunto com madeira bem integrada. Termina de agradável persistência, sentindo-se o calor do terroir alentejano (14,5º de álcool), mas sem ser maçador.

Tipicamente Alentejano, gastronómico, acompanhou curiosamente e na perfeição, uma bela carne de porco...à alentejana, tendo sido de agrado geral.


Classificação: 15,5



Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Brancos Monte da Ravasqueira

O produtor Monte da Ravasqueira localiza-se em Arraiolos, no Alentejo. Não há muito tempo efectuou um rebranding de todo o seu portfolio, apostando igualmente numa linha de maior consistência e num marketing mais agressivo, com vista a desenvolver o seu negócio quer nacional, quer intenracionalmente. Os resultados têm sido animadores. Os brancos que provamos são de dois perfis distintos mas ambos acabam de ser distinguidos em 2 prestigiados concursos internacionais, nomeadamente: No concurso de Madrid, foram atribuídos Bacchus de prata ao Monte da Ravasqueira branco 2012 e ao Fonte da Serrana branco 2012. No concurso de Bordéus, foi atribuída uma medalha de ouro ao Fonte da Serrana Branco 2012.



Fonte da Serrana Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: Monte da Ravasqueira

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Antão Vaz, Arinto

Preço Aprox.: 2,99€

Veredicto: Feito de 85% de Antão Vaz e 15% de Arinto. Cor amarela citrina esverdeada, nariz em que se sentem as castas em harmonia, numa mistura de fruta amarela, flores e notas limonadas. Na boca, todo ele na prova é muito fresco e vivo, com uma acidez vibrante, terminando de agradável persistência. Um branco para consumir jovem, à farta neste Verão, dada a sua excelente relação qualidade-preço. Tanto se dá bem à conversa, (a solo) como acompanhando uma qualquer refeição de Verão. Muito bem!


Classificação: 15



Monte da Ravasqueira Branco 2012


Ano: 2012

Produtor: Monte da Ravasqueira

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Viognier (30%), Alvarinho (30%), Semillon (25%) e Arinto (15%)

Preço Aprox.: 5,49€

Veredicto: Viognier (30%), Alvarinho (30%), Semillon (25%) e Arinto (15%), com passagem apenas por inox e ligeira battonage, durante alguns meses. Mistura de duas castas portuguesas com duas castas estrangeiras. Cor brilhante esverdeada. Nariz complexo e fino, com uma mistura de frutas (pêssego, lichias, lima) e também flores. Grande frescura e mineralidade no primeiro impacto aromático. A boca confirma a mineralidade e frescuras sentidas no nariz. Bom volume de boca, terminando de agradável persistência. Um branco mais internacional, com alguma elegância de conjunto, mas sobretudo uma frescura e mineralidade bem patentes.

Classificação: 15


Nota: Amostras gentilmente cedidas pelo produtor, ao qual agradecemos.


Sérgio Lopes