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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Em Prova: Alambre Moscatel 20 anos


Este vinho já é um clássico no que concerne a Moscateis de Setúbal. Da José Maria da Fonseca , produzido pelo talentoso enólogo Domingos Soares Franco, é uma referência de qualidade e consistência ano após ano. O Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel, constituído por um lote de 19 colheitas em que a colheita mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos, resultando num vinho complexo, aromático, elegante e com um longo final de prova. É companhia frequente cá em casa, mas recentemente provei-o às cegas no concurso de vinhos Grandes Escolhas onde foi o vinho vencedor na categoria generosos, recebendo uma honrosa e merecida medalha Grande Prémio Escolha da Imprensa. E de facto, esta última edição está com um equilibrio fenomenal entre doçura e acidez, acrescentando uma definição de pureza do lado citrino tipico da casta notável. Notas caramelizada, café e fruto seco, completam um bouquet que tem tanto de complexo como elegante. Uma delicia e uma tentação. Grande Moscatel! PVP: 25€ (0,5cl). Garrafeiras.

Sérgio Lopes

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Em Prova: Herdade do Cebolal Branco 2016

A Herdade do Cebolal está localizada na costa Alentejana, a 10 km do mar e a 20km da histórica cidade de Santiago do Cacém. Luís Mota Capitão é o enólogo responsável pelo projeto e quando herdou a propriedade, onde já se produzia vinho há cerca de 120 anos, quis honrar a memória do seu avô e retomar a produção do vinho. Os brancos dos anos 90 que orgulhosamente apresenta em provas, mostram a longevidade do projecto e da região. O Herdade do Cebolal 2016 é um branco, produzido de Fernão Fires e Arinto e nas palavras do jovem produtor, pretende ter essa longeviadade Para já mostra-se fresco e floral, ainda muito jovem, com um lado salino que lhe confere uma certa graça. Gastronómico qb, precisa de tempo para as duas castas se casarem. Comprar, beber e ir guardando. Um vinho da costa vicentina, (que curiosamente pertence à região demarcada da Peninsula de Setúbal) com a frescura e maresia característica da zona. Interessante. PVP: 8,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Em Prova: Vinhas de Pegões Syrah 2015

Aceitei o repto do Duarte Filipe Silva para uma espécie de "Pegões Challenge" à volta do Vinhas de Pegões Syrah 2015, que ele gentilmente me cedeu para provar. Arrepiei caminho e com grande expectativa (um misto do que eu já conheço vs o que leio por aí) botei-o no copo. Vamos tentar dividir isto por partes: 

1) se alguém - como eu - que não perceba muito desta casta, vai ficar um bocadinho mais na mesma, pois o que vem dali são evidentes notas de madeira no vinho: baunilha (a minha filha, grande apreciadora do Magnum da Olá comprovou), caramelo, tabaco, alfazema e depois um incenso no final que nos remete para a queima de alguns óleos de árvores como o sândalo. 

2) é exactamente aqui que me ponho a pensar, que onde acaba o meu prazer pode ser onde começa o de todo um público que procura e consegue encontrar isto num vinho; só me chateia o facto de no final de contas não haver grande diferença entre tantos outros monocastas, mas é a vida. 

3) no contra-rótulo da garrafa vem mencionado: "... melhores uvas das castas Syrah", deixou-me com aquela sensação imediata de que seria possível preencher esse espaço com mais castas, ou só uma ou outra, como numa fantasia de quem pode estar a beber aquilo, ou o que quiser que seja; mas isto sou eu a divagar, pois continuei a beber mais um pouco. 


4) finalmente, a foto acima, relata um pouco o resultado deste desafio que repito, deu-me muito prazer fazer (mais do que a beber, como é visível na minha marca), até porque me interessam bastante estes e outros fenómenos, e até sou conhecido por ter gostos não muito caros e demasiado refinados. e o vinho até tem alguma acidez.

Marco Lourenço (Cegos por Provas)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Em Prova: Quinta do Piloto Reserva Tinto 2013

16,5/20. O Quinta do Piloto Reserva Tinto é um vinho elaborado a partir de uvas produzidas numa pequena vinha velha situada no Monte da nossa Herdade de Agualva. A casta predominante desta vinha é a Castelão, misturada com outras castas. As vinhas velhas e o castelão imprimem a este vinho enorme complexidade. Com 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês, seguido de 12 meses de garrafa, trata-se de um digno exemplar do que um Castelão profundo e complexo pode apresentar, na sua região de eleição - a peninsula de Setubal. Perfil maduro, com enorme profundidade aromática. Fruta, especiaria, boca potente, mas ao mesmo tempo elegante. Seco, mesclado entre um toque de rusticidade, mas amplamente apelativo. Gastronómico e com potencial de evolução. Muito bem! PVP: 15,95€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Em Prova: Quinta do Piloto Reserva Branco 2014

15,5/20. Vinho branco proveniente de uma vinha pequena, com uvas seleccionadas das castas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. Fermenta em barricas de carvalho francês, sofrendo posterior estágio por 6 meses, sob batonnage. Trata-se de um vinho de cor amarelo palha, fruto da passagem por madeira. O nariz é fresco e com notas de fruta madura, com um lado citrino em evidência. A boca tem volume , focado na fruta, aparecendo as notas de fruto seco suave. À semelhança do branco de moscatel roxo, termina com uma sensação de doçura que pode ser "perigosa" não o bebendo à temperatura certa. Um vinho que não será consensual, mas que volto a referir agradará a quem gostar de um perfil mais maduro e adocicado num vinho branco. PVP: 15,95€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Em Prova: Piloto Collection Touriga Nacional 2014

15,5/20. Piloto Collection trata-se de uma edição limitada das melhores uvas, seleccionadas dos mais de 200 hectares da propriedade. Para além do Branco de Moscatel Roxo, existem também o Collection Cabernet Sauvignon e o Collection Touriga Nacional. Este último tivemos oportunidade de provar. Trata-se de um vinho tinto de perfil mais maduro. Nariz com notas de violeta, algum abaunilhado da madeira. Boca densa, a mostrar um Touriga a pedir comida, num tinto gastronómico e bem consguido. PVP: 8,95€; Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Fora do Baralho: Piloto Collection Roxo 2015

16/20. A Quinta do Piloto é uma das mais antigas adegas de Palmela, propriedade da família Cardoso há quatro gerações. Há um século que a família Cardoso está ligada aos vinhos de Palmela, chegando a ser o segundo maior produtor da região, com 500 hectares de vinhas, produzindo e vinificando para conhecidas marcas da região. 

Com o lançamento da marca própria em 2012 - Quinta do Piloto – a família Cardoso realizou o sonho antigo de divulgar o melhor das suas herdades e adegas, integrado num projeto mais vasto de recuperação da adega histórica e a criação de uma loja de vinhos. 

Situada em Palmela, o primeiro vinho lançado trata-se de um branco da uva tinta Moscatel Roxo, do qual provamos a última colheita. Trata-se de um branco de uva tinta, feito de uvas provenientes de uma pequena vinha propriedade da familia, há muitos anos, com aroma exuberante à casta, muito floral e com alguma lichia. Boca exótica e com bom volume. Elegante, mineral, termina de bom comprimento, mas com sensação doce, compensado por uma boa acidez. 

A título pessoal, é claramente fora do baralho - sim, mas apresenta uma certa sensação de doçura (o produtor afirma ter muitissimo pouco açúcar residual) que há que ter cuidado com a temperatura para não se tornar enjoativo. Ou seja pessoalmente, foge um pouco do registo de vinhos que mais gostamos. Mas claramente trata-se de um best seller, um vinho de carácter internacional e que fará as delicias de muitos. Diferente. PVP: 8,95€.

Sérgio Lopes

terça-feira, 21 de junho de 2016

Em Prova: Terras do Pó Rosé 2014


15/20. Confesso que comprei este vinho um pouco a "medo", até porque não sou propriamente fã de Rosés e a garrafa dizia "guardar por um período máximo de 3 anos". Sendo do ano 2014, vai na sua meia idade certo? Da Casa Ermelinda Freitas, maioritariamente produzido da casta Castelão (com um toque de syrah), que se diz ter uma elevada longevidade, se calhar os receios não faziam sentido. Pois ainda bem que o comprei, pois está um vinho muito bem feito e oferece aquilo que se pretende de um rosé: Refrescante, fruta qb. nada doce e até versátil a solo ou acompanhando algumas entradas. Gostei. PVP: 2,99€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes

domingo, 21 de setembro de 2014

Lancers Espumante Bruto Rosé

Ano: 2014

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Espumante Rosé

Região: Setúbal

Castas: Castelão, syrah

Preço Aprox.: 4,99€

Veredicto: Estreia absoluta em 2014, o Espumante bruto rosé Lancers é uma das novas referências da José Maria da Fonseca. Produzido pelo método de cuba fechada, também conhecido como Método de Charmat (a 2ª fermentação ocorre em cuba fechada, equipada com controle de temperatura por forma a controlar eficazmente a fermentação e a estabilização por frio do produto final). Ou seja, a segunda fermentação não ocorre em garrafa, como é apanágio pleo método tradicional ou "champanhês".

Cor salmão. Aromas leve a fruta vermelha fresca, morango, framboesa, cereja. Boca fresca, bolha média e elegante. Final de bom comprimento.

Um espumante simples e bem feito. A ter umas garrafas por casa. Para se beber despreocupadamente, com prazer.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos a amabilidade.

Classificação Pessoal: 15


Sérgio Lopes

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FSF Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Tinto

Região: Península de Setúbal

Castas: Trincadeira, Syrah e Tannat.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A José Maria da Fonseca (JMF) lançou este anono mercado a 6ª edição do FSF, vinho que pretende homenagear Fernando Soares Franco, pai do António e Domingos Soares Franco, os atuais responsáveis pela empresa. O FSF, da colheita 2011, é um vinho tinto elaborado a partir das castas Trincadeira, Syrah e Tannat, que estagiou 12 meses em meias pipas novas de carvalho francês. O vinho é apenas elaborado em anos considerados de exceção e sempre em quantidades limitadas

Agora que estou quase de regresso à Tuga para umas merecidas (mas curtas) férias, foi o último vinho que lá provei.

Cor carregada, aroma super complexo, mas deliciosamente desafiante, mineral, fruta preta, toque mentolado, chocolate. Boca com fruta de qualidade, taninos finos e sedosos. Fresco e apetitoso, termina muito longo e a pedir por mais.

Mais um ganda vinho proveniente da José Maria da Fonseca. Bravo!

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos.



Classificação Pessoal: 17,5

Sérgio Lopes

sábado, 9 de agosto de 2014

Quinta do Perú Tinto 2006

Ano: 2006

Produtor: Quinta do Perú

Tipo: Tinto

Região: Terras do Sado

Castas: Touriga Nacional, Syrah, Aragonez. .

Preço Aprox.: ?€


Veredicto: Situada entre Palmela e Serra da Arrábida, a Quinta do Peru está na posse da familía Espirito Santo há várias gerações. A sua tradição vinícola remonta aos anos 60 e, desde então, os vinhos Quinta do Peru foram degustados pela familía e seus ilustres convidados. (O BES faliu - LOL). Recentemente, e seguindo esta tradição plantaram-se novas vinhas utilizando os mais modernos processos de cultivo, incluindo uma criteriosa escolha de castas, de forma a garantir uma vinha de eleição. Foram plantados 25 hectares de tinto das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonês e Syrah

Encontrei este vinho na Casa dos Frescos a um preço de combate aos vinhos Sul-Africanos (abaixo dos 1000 AKZ). Ano: 2006, Torci o nariz... Mas lá decidi comprar.

Apresenta cor ruby. Aroma a fruta madura, alguma baunilha, especiaria. Boca equilibrada, volume médio, taninos redondos, final agradável e sumarento.

Comportou-se muito bem para um vinho com 8 anos. Mostrando-se equilibrado e agradável ao consumo.
Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sábado, 17 de maio de 2014

Periquita Rosé 2012

Ano: 2012

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Rosé

Região: Setúbal

Castas:  Castelão, Aragonês, Trincadeira.

Preço Aprox.: 3,99€

Veredicto: Periquita é o vinho tinto mais antigo produzido em Portugal e um ícone da casa José Maria da Fonseca. Mais recentemente, a casa decidiu criar as versões Branco e Rosé da referência Periquita, alargando assim o seu portfolio, neste segmento. Numa altura em que o Rosé 2013 está a sair para o mercado, encontrei aqui em Luanda este Periquita Rosé de 2012, com a novidade de vir com rolhar tipo "screw cap", o que facilita nos churrascos Angolanos ao ar livre e nos momentos de convívio tão típicos nesta Terra. onde o calor, "puxa" para beber....

Feito de Castelão, com uma percentagem adicional das castas Aragonês e Trincadeira, trata-se de um vinho com uma cor Rosa intensa, muito bonita. Aromaticamente, as notas habituais de morango, framboesa, groselha e uma frescura bem evidente. Frescura que se confirma na boca. Uma boca centrada na fruta, com bom volume e final médio e refrescante.

Sobretudo equilibrado e seco qb para se pautar por um excelente aperitivo ou como acompanhamento de entradas e pratos leves.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Quinta de Camarate Branco Doce 2013

Ano: 2013

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Branco

Região: Setúbal

Castas:  Alvarinho, Loureiro.

Preço Aprox.: 6,99€

Veredicto: Branco doce produzido através das castas Alvarinho e Loureiro. Tem esta designação pois contém cerca de 51,5 gramas pro litro de açúcar residual. Contudo a sua acidez, torna-o nada enjoativo.. Estranha-se um pouco, é certo, mas vale pela diferença.

Cor: Suave amarelo citrico

Aroma: Perfumado, doce com fruta tropical, toranja, alperce, maracujá, lichias.

Boca: é fresco doce e com uma boa acidez a contrastar.Final agradável.

Pode beber-se como aperitivo, com entradas condimentadas ou sushi, ou para acompanhar a sobremesa. Contém apenas 11,5º álcool.
Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor


Classificação Pessoal: 15,5

Lucinda Costa

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Colheitas 2013 Periquita Branco e BSE já no mercado




Chega ao mercado as colheitas 2013 de dois brancos emblemáticos da José Maria da Fonseca, o Periquita e o BSE.

Esta nova colheita de Periquita Branco mantém um perfil semelhante ao da colheita anterior,mantendo-se o Verdelho, Viosinho, e Viognier na composição do lote, desaparecendo pro completo o moscatel de Setúbal que repreentava apenas 2% no lote do ano passado. No geral, temos um vinho, equilibrado, com notas limonadas, algumas flores e frutas de caroço, num perfil versátil. Simples e bem feito, capaz de dar prazer. PVP 3,99€

Produzido desde 1947, “BSE” significa “Branco Seco Especial” e é uma das marcas mais emblemáticas da José Maria da Fonseca. O BSE caracteriza-se por um Aroma: Muito suave com notas leves de fruta tropical, abacaxi, limão e mineralidade presente. Boca: Apresenta um boa acidez, leve mineralidade e alguma secura. Final médio / curto.
PVP 3,49€

Dois vinhos provenientes da Península de Setúbal, disponiveis em todo o lado e possíveis escolhas para o dia-a-dia e atacar o verão que se aproxima.

Lucinda Costa

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Prova dos Vinhos Pasmados



A José Maria da Fonseca, não me canso de afirmar, pelas mãos de Domingos Soares Franco só sabe produzir belos vinhos. E para todos os gostos. Acho que é capaz de agradar desde o simples iniciante até ao mais exigente enófilo, dada a extensa e cheia de qualidade gama de vinhos que possui e a que todos os anos vai acrescentando novas e sempre interessantes referências. 

A gama Pasmados provém da vinha com o mesmo nome, com cerca de 18 hectares, que está inserida numa das propriedades da família Soares Francos, em plena Serra da Arrábida, na Península de Setúbal. Não é pois uma nova referência, mas sim nova roupagem para a gama tinta e branca do vinho Pasmados.

O Pasmados tinto 2011 (8,99€), é produzido a partir da castas Syrah (49%), Touriga Nacional (37%) e Castelão (14%), sofrendo estágio de nove meses em carvalho francês. Cor retinta, aroma fresco e mineral, com notas de fruta vermelha e algum cacau. Boca elegante, com taninos domados, estrutura média, final de média intensidade. Muito agradável. Nota: 16

O Pasmados branco 2009 (PVP: 7,49€) resulta de um lote das castas Viosinho (50%), Arinto (30%) e Viognier(20%), tendo estagiado seis meses 50% em barricas de carvalho francês, 50% inox, com battonage. Vinho com a particularidade de se apresentar no mercado apenas 2 anos depois de engarrafado, apresentando por isso um perfil de "branco velho". Cor dourada. Aroma delicioso, com notas florais evidentes, meladas e de fruta em calda. Boca com uma frescura invejável, que apoia na dose certa uma certa doçura quase de flores mastigáveis que se encontra bem presente. Termina longo, seco e muito apetecível. Singular e com uma relação qualidade preço invejável, bem como um perfil diferente. Nota: 17

Vinhos em que se sente claramente a frescura da Serra da Arrábida. Destaque especial para o singular Pasmados Branco 2009, um branco que é diferente e delicioso, um topo de gama do produtor por apenas 7,49€!


Nota: Amostras gentilmente cedidas pelo produtor a quem agradecemos.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DSF Colecção Privada Espumante Moscatel Roxo Rosé 2012

Ano: 2012

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Espumante Seco Rosé

Região: Setúbal

Castas: Moscatel Roxo

Preço Aprox.: 14

Veredicto: A José Maria da Fonseca (JMF) lançou recentemente o seu primeiro espumante premium, o Colecção Privada Domingos Soares Franco Espumante Moscatel Roxo Rosé 2012. Mais uma novidade para a colecção de vinhos assinada com o nome do enólogo, Domingos Soares Franco.

É elaborado 100% da casta Moscatel Roxo, num total de produção de 13.000 litros, tratando-se de um espumante seco.

Eu confesso ser um apaixonado pelo vinho rosé desta casta e da colecção privada DSF... Por outro lado, apenas aprecio verdadeiramente espumantes Brutos, de preferência Brutos Naturais, mas não "Brutamontes". Por isso, sendo este espumante "seco", fiquei logo desconfiado que não me entrasse à primeira.

Cor salmão, aroma exótco com predominância do lado floral e frutado da casta - rosa; lichias. Boca com bolha fina e delicada, final bastante interessante.

Com a refeição ainda que leve, não encaixou de forma perfeita, pois é algo doce (categoria seco). Mas com a sobremesa, bolo rei de chocolate, a combinação foi sublime...!

De qualquer das formas, acho que é daqueles vinhos que se estranham à primeira, mas vão-se entranhando... Embora me pareça estar ainda no seu processo de afinação. O próximo ano seguramente trará a confirmação de um espumante singular, mas agora, por vezes difícil de entender.


Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor a quem agradecemos.


Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Herdade da Comporta Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Herdade da Comporta

Tipo: Tinto

Região: Setúbal

Castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Franca

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: A Herdade da Comporta ocupa uma área total de 12.500 hectares, a sul da Península de Tróia, na costa atlântica portuguesa. Das características ímpares da propriedade, destacam-se 12 quilómetros de praias, bem como a proximidade de Lisboa e do respetivo aeroporto. Para além da Natureza e do lazer que se pode desfrutar no local, também se produz bom vinho.

Encontrei aqui em Luanda, pasme-se, o Herdade da Comporta Tinto 2007, numa daquelas promoções "leve 2, pague 1". E assim o fiz. Encantado da vida, trouxe para a minha casa, um vinho (neste caso duas garrafas) que sempre se "comporta" muitíssimo bem.

Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Franca. Aromaticamente muito interessante, com fruta madura e especiarias da madeira. Um registo fresco e fino. Na boca, taninos redondos, focado na fruta, estrutura média, final muito saboroso e agradável.

Um vinho muito bem conseguido, que dá prazer a beber. tem o seu quê de complexidade, sem deixar de ser bastante apelativo e consensual. Não deixará ninguém ficar mal.


Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vinhos JP


É um facto estatístico que o valor médio que o consumidor paga por um vinho em Portugal se situa nos 2€... Talvez o Bag-In-Box que prolifera nas grandes superfícies seja representativo e ajude a estatística. Mas também é verdade que cada vez existem mais opções abaixo de 3€ capazes de dar boa prova e permitir uma relativa satisfação. Isto é, o vinho português está por um lado perigosamente mais barato (para o produtor) neste segmento de preço, por outro, o consumidor tem acesso a vinhos de qualidade, a preços reduzidos. Pescadinha de rabo na boca? Talvez. Mas com a quadra São Joanina a se avizinhar, decidi falar-vos de uma marca que é um autêntico campeão de vendas cá dentro e lá fora. Trata-se da marca JP, da Bacalhoa Vinhos, referência de grande volume e que se consegue encontrar em todo o lado. Acompanhará seguramente as sardinhadas lá de casa, se não se quiser gastar muito dinheiro (ou tal não for possível).

Provei à dias as colheitas mais recentes do tinto e do branco e não fiquei desiludido. Óbvio que não encontramos grandes vinhos, antes porém, vinhos bem feitos, fáceis e directos. Mas, bem feitos - isso mesmo -  e a um PVP a a rondar os 2,20€.

O JP Branco, feito de Fernão Pires e Moscatel, um vinho fresco e fácil, onde aparecem as notas frutadas e florais, respectivamente, das castas a que lhe dão origem. A boca é fresca e o final interessante. Bebê-lo fresco e temos vinho para acompanhar as sardinhas! (14 valores)

O JP tinto, feito de Castelão, Aragonês e Syrah, bastante leve e delgado, com a fruta em evidência, num registo directo e de final agradável. Não tão bom quanto o branco, na minha opinião, mas ainda assim, a uma temperatura mais baixa capaz de ombrear com as sardinhas. (13,5 valores).

Ambos, vinhos para beber desde já, isto é, novos. Já agora, não gosto mesmo nada de sardinhas...


Sérgio Lopes



segunda-feira, 6 de maio de 2013

1 branco e 1 rosé, para o Verão.

Periquita Branco 2012
Monte da Ravasqueira Rosé 2012

Está a chegar o verão... timidamente é certo, uma vez que no momento em que escrevo este texto, está a chover, embora já se sinta uma temperatura bem mais primaveril. Mas, anntecipando os dias de calor que aí vêm e o aumento substancial no consumo de vinhos brancos e também de rosés, venho vos falar de dois exemplares que serão escolhas acertadas para a estação quente (assim se espera). Dois vinhos - um branco e um rosé- que se encontram com facilidade nas grandes superfícies, ambos com uma relação qualidade-preço bastante acertada.

O branco. Periquita, emblemática marca da José Maria da Fonseca (Península de Setúbal), aqui na versão branca, produzido das castas 53% de Verdelho, 25% de Viosinho, 20% de Viognier e apenas 2%, Moscatel de Setúbal. Aqui reside a grande diferença relativamente ao lote do ano passado, onde o Moscatel tinha um peso de cerca de 30% no lote. O resultado, relativamente ao 2011 é por isso um pouco diferente, notando-se uma componente aromática menos acentuada na versão de 2012. No geral, temos um vinho, equilibrado, com notas limonadas, algumas flores e frutas de caroço, talvez com maior leveza e um pouco mais fino que o 2011. Perde-se a exuberância aromática, mas acresce uma maior leveza de conjunto, num perfil mais versátil. Simples e bem feito, capaz de dar prazer. PVP 3,99€ 

Classificação: 15


O Rosé. Monte da Ravasqueira, do produtor alentejano com o mesmo nome. Feito de 55% Touriga Nacional e 45% Syrah, foi galardoado muito recentemente com a medalha de prata no concurso internacional de Bordéus. Trata-se de um Rosé muito fresco e apelativo, com fruta fresca mas também algumas nuances de rebuçado. Na boca, confirma o registo de frescura e fruta fresca apresentados no nariz. Com bom volume de boca, termina seco e bem agradável. PVP 5,49€ 

Classificação: 15


Nota: Amostras gentilmente cedidas pelos produtores, ao quais agradecemos.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Hexagon 2008


Ano: 2008

Produtor: José Maria da Fonseca.

Tipo: Tinto

Região: Setúbal

Castas: Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira, Tinto Cão, Touriga Franca e Tannat

Preço Aprox.: 40€

Veredicto: Topo de gama do produtor, produzido apenas em anos de qualidade excepcional, o hexágono (hexagon) presta homenagem às 6 gerações da família Soares Franco. Por outro lado o vinho é também composto por 6 castas seleccionadas: Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira, Tinto Cão, Touriga Franca e Tannat. Este mesmo vinho foi considerado o 8º melhor vinho tinto do ano, pela revista Wine. Foi por isso, com enorme curiosidade que tive o privilégio de o provar.

Quando provamos um vinho de topo, distinguido, há sempre aquela sensação: Será que realmente vai cumprir ou até superar as expectativas criadas? Por vezes tratam-se de vinhos um pouco fechados, a necessitarem de garrafa e em que os sentidos na prova têm de estar astutamente alerta para entender o que ali se prova. Contudo, não nos podemos esquecer que o enólogo é apenas Sir Domingos Soares Franco... enólogo brilhante que empresta uma identidade bem marcada a qualquer vinho produzido do enorme portfolio da José Maria da Fonseca.

E o vinho foi de facto um deleite para os sentidos. Extremamente complexo, elegante e de final interminável.

De cor granada, bem opaca, no nariz começou por mostrar fruta madura e especiaria de qualidade. Foi abrindo, surgindo chocolate, um toque mentolado, flores, enfim, grande complexidade aromática, apoiada sempre numa grande elegância. Na boca, madeira integrada de primeiríssima qualidade, carácter vegetal, taninos bem redondos, muita frescura, num final extraordinariamente fino e longo.

Longevidade prevista de 16 anos. Não dá para aguentar esse tempo...!

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 18

Sérgio Lopes