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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Novidade: Quinta do Cardo Rosé 2018

Novidade absoluta o Quinta do Cardo Rosé 2018, feito 100% de Touriga Franca, que chega agora às nossas mesas. Mesas, sim, pois na minha opinião é um rosé para a mesa. Com o equilíbrio característico, que o enólogo Luís Leocádio coloca nos vinhos que faz, temos aqui um rosé que no aroma cheira mesmo ao que é´(até me podiam vendar os olhos), apresentando notas de framboesa e florais a pétalas de rosa. A boca é super fresca e mineral, com um equilíbrio entre a sensação de doçura apresentada no nariz, que é compensada por uma acidez vibrante que torna o vinho super seco e gastronómico, sem deixar de ser apelativo, a pedir um peixinho, umas entradas ou até uma carne branca. Termina de média intensidade e com muito sabor. Acompanhou um sushi brilhantemente. Mais uma adição que se saúda ao portfolio, já de si excelente da Quinta do Cardo. Se tiverem oportunidade provem também o Rosé topo de gama da casa feito da casta Caladoc, provado AQUI. PVP: 6,99€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 14 de maio de 2019

Novidade: Herdade do Rocim Rosé 2018

Mais uma novidade de 2018 acabadinha de sair, o Herdade do Rocim Rosé 2018. Feito na Vidigueira (Alentejo), 100% de Touriga Nacional e com passagem apenas por Inox. O rótulo é muito bonito e simples, representando a imagem da ‘Linaria Ricardoi’, que é uma pequena planta alentejana que está em vias de extinção por causa dos pesticidas e da pressão dos rebanhos de pequenos ruminantes. 

O vinho apresenta com uma bonita cor rosa aberta, a fazer lembrar os grandes rosés da provence. Aromas florais da Touriga semtem-se no nariz  (contidos). A boca é seca, elegante, fresca , com pouco alcool, mas com tensão e corpo mais do que suficientes, para ser uma boa escolha para a mesa. Um rosé a precisar de mais alguns meses de garrafa, quiçá até ao Verão para começar a brilhar verdadeiramente à mesa. Gostei bastante e penso que evoluirá muito bem por mais um ou 2 anos. PVP: 8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Em Prova: Quinta do Todão

A Quinta do Todão situa-se em frente à localidade de Gouvinhas, na sub-região do Cima Corgo. Trata-se de uma quinta histórica, com referências seculares no vinho do Porto. A sua área de vinha estende-se por 50 hectares, tendo sido uma grande parte reconvertida sob a orientação da equipa de viticultura da Quinta do Crasto. Durante muitos anos as uvas eram vendidas às casas clássicas do Vinho do Porto, mas mais recentemente decidiram produzir o seu próprio vinho, o que tem acontecido com alguma frequência nos últimos anos, no Douro, onde produtores de dimensão mais pequena, investem no seu próprio projeto. No ano passado provei pela primeira vez o Quinta do Todão Reserva Tinto 2012, produzido desde 2006, embora em quantidades muito reduzidas (único vinho até então). Este ano, o meu amigo Filipe Leonardo quis-me apresentar para além da nova colheita do reserva tinto, também os recentes Todão branco, rosé e tinto que vêm alargar o portfolio da casa.

O Todão Branco 2017, produzido das castas Viosinho, Rabigato e Códega de Larinho, mostra-se um vinho equilibrado, com notas citrinas, algum pendor mineral, fresco, com boa acidez, redondo e bom companheiro à mesa. O Todão Rosé 2017 é feito de Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca. O resultado é um Rosé Duriense com uma bonita cor e de aspeto cristalino. Mostra-se elegante, introvertido de aroma (bouquet de rosas), fresco e seco, de pendor gastronómico. Com corpo médio e final refrescante e seco. O Todão Tinto 2015 produzido de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca é um vinho com uma fruta fresca bonita que nos remonta imediatamente para o Douro. Os taninos são macios, com uma boca média e muito equilibrada, a fazer lembrar aqueles vinhos a meio caminho entre o terroir rustico do Douro, mas com um polimento muito interessante. Foi um sucesso à mesa. 



Todos os vinho da gama Todão são produzidos com uvas de terceiros, criteriosamente seleccionadas pelo enólogo Jean-Hughes Gross (Odisseia, Quinta da Casa Amarela)a um PVP recomendado de 6,99€. Para o ano está na calha, esta gama ser também produzida com uvas próprias, à excepção do branco, por limitação de altitude.

Finalmente, a nova edição do Quinta do Todão Melhores Vinhas Reserva 2013. Este vinho é feito na Quinta do Crasto, com enologia a cargo de Manuel Lobo. Feito com as melhores vinhas de castas durienses (60% Touriga Nacional+ 30% Touriga Franca+ 10% vinhas velhas - castas misturadas), apresenta o perfil típico dos vinhos com o dedo de Manuel Lobo, do vizinho Crasto: Aroma perfumado com fruta de qualidade, barrica bem integrada, vertente de elegância em vez da concentração, muita frescura, e uma boca sedosa, algum grafite e final longo de pendor gastronómico. Um belíssimo exemplar a precisar ainda de tempo. PVP: 12,99€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em Prova: Quinta do Cardo Caladoc Rosé Reserva 2015

Na "ressaca" da festa do quinto aniversário da garrafeira Garage Wines, trouxe este rosé, que gosto particularmente, para acompanhar uma noite de sushi. O sushi era competente. O vinho, superior. 

Caladoc é uma uva tinta resultante da mistura entre a Grenache e a Malbec, produzida em pequena quantidade, especialmente na região francesa da Provence, região de excelência na produção de Rosés. 

E esta casta na Beira Interior, cultivada em dois hectares experimentais na vinha da Encosta, na Quinta do Cardo, a 770 metros de altitude, deu origem a um rosé desconcertante, nas sábias mãos do jovem e promissor enólogo Luis Leocádio.

De cor salmão, é um vinho muito fino aromaticamente, com fruta vermelha e rosas, mas tudo num registo muito suave. Tão leve e mineral que até poderia passar por um branco. A boca então pode nos levar a isso mesmo, pois o estágio de dez meses em carvalho deu-lhe, estrutura, untuosidade e muita profundidade. Aliado a uma cor  bonita e pouco marcada. Poderia ser um branco às cegas! È rosé distinto, gastronómico, fresco e muito seco, cheio de classe. Delicioso. E acredito que possa ser de guarda...  PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Em Prova: Todão Rosé 2017

Novidade absoluta. Depois de provado no ano passado o Reserva Tinto, vinificado no Crasto, eis a primeira edição do Rosé, intitulado Todão

É feito de Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, de uvas de terceiros, criteriosamente seleccionadas pelo enólogo Jean-Hughes Gross (Odisseia, Quinta da Casa Amarela). 

O resultado é um Rosé Duriense com uma bonita cor e de aspeto cristalino. Mostra-se elegante, introvertido de aroma (bouquet de rosas), fresco e seco, de pendor gastronómico. Com corpo médio e final refrescante e seco. 

Acompanhou maravilhosamente bem uma pizza de trufas. 

PVP: 6,99€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em prova: Quinta de Santiago Rosé 2017


Escrevo este texto depois de um dia com um calor abrasador e onde ainda estão cerca de 25º, às 23 horas... Queriamos Verão, mas não tão forte... E Verão é sinónimo também de Rosé, pois é a época máxima do seu consumo. Falo hoje de um Rosé da Quinta de Santiago que provei ontem e que gostei muito. Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e um pouco de Alvarinho. É pois um rosé da região dos vinhos verdes, mais propiramente da sub-região de Monção e Melgaço, que aparece na colheita de 2017, com cor salmão, e muito delicado no aroma, com bonitas notas de fruta silvestre fresca. A boca confirma essa frescura e elegância de conjunto. Tem um bom corpo, é seco, equilibrado e cheio de sabor. Muito apelativo.. Talvez o alvarinho seja um pouco a chave para o equilibrio e uma maior intensidade de sabor. Ligou na perfeição com a pizza de trufas do restaurante Ciao Bella, que também é uma delicia. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Canto Espumante Baga Rosé 2014

            

Feito por Osvaldo Amado, que está a dar uma força  ao projeto Casa do Canto, que apesar de tradição secular na produção de vinho, confesso que desconhecia. Provei o espumante Rosé, feito 100% da casta Baga e gostei bastante. Não se trata de um rosé de piscina, nem era esse o propósito. Desde o inicio foi pensado para a mesa, com um minimo de 12 meses de estágio antes de degorgement e entre 12 a 24 meses em garrafa, posteriomente. Apresenta uma cor salmão bem carregada, com tons avermelhados. O aroma é complexo com algumas notas de redução, mas com presença de alguma fruta fresca, sobretudo vermelha, lá pelo meio. Boca com boa mousse, cheia, crocante, envolvente, alguma panificação e final refrescante, que sem ser muito longo, pede uma comida. Curiosamente (ou talvez não) ligou muito bem com o Leitão trazido do Pedro dos Leitões e que estava óptimo! PVP: 6,65€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Em Prova: Quinta do Poço do Lobo Rosé 2016 Baga & Pinot Noir

A Primavera está aí, mas timida no que concerne aos dias mais quentes, que tanto precisamos para que o humor se eleve. Mas o bom tempo vem aí - esperamos - e com o calor aumenta o consumo de brancos e rosés. Falo hoje, por isso, de um rosé que gosto particularmente, o Quinta do Poço do Lobo 2016, feito de Baga e Pinot Noir. A combinação das duas castas confere-lhe por um lado a delizadeza e suavidade do Pinot, por outro, a combinação do corpo da Baga. Por isso, estamos na presença de um rosé muito bonito, com notas florais suaves, boca de bom porte, com fruta vermelha fresca e o estágio parcial da barrica a dar-lhe mais volume. Apenas isso. É seco e com um final longo e refrescante, pensado para a mesa. Destes tipo de rosés, eu gosto. E bastante. PVP: 13,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Em Prova: Soalheiro Mineral Rosé 2017


Depois do Espumante Rosé, eis que surge no mercado a mais recente novidade da Quinta do Soalheiro, o Soalheiro Mineral Rosé - o seu primeiro, de um produtor cujo nome quase se confunde com (belíssimo) alvarinho. A primeira edição do Soalheiro Mineral Rosé tem uma produção de apenas 5000 garrafas e foi lançada este fim de semana no Palácio do Freixo, num evento da distribuidora Decante Vinhos e que tive a oportunidade de provar. O vinho é feito da junção de Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, e de Pinot Noir da zona atlântica da região dos vinhos verdes. Este último sofre fermentação malolática, o que torna o vinho suave e 5. Assim, a persistência do Pinot Noir aliada à elegância e aroma expressivo do Alvarinho, tornam este vinho muito agradável e "fácil de beber". Juntando os seus apenas 12º de alcool , ao perfeito equilibrio entre acidez e doçura, será seguramente um best seller no Verão que se avizinha. Seria curioso guardar algumas garrafas e verificar como evoluirá, dado a sua composição com duas castas de enorme personalidade. Grande estreia. PVP: 12,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Em Prova: Santos da Casa Rosé 2016


A Santos & Seixo foi criada em 2014 com a ambição de apresentar vinhos de qualidade, com origem das várias regiões de Portugal. A marca principal Santos da Casa é multi-regional e nos seus 3 segmentos ,Colheita, Reserva e Grande Reserva tem vinhos provenientes das regiões do Douro e Alentejo e mais recentemente, na região dos vinhos verdes, com o lançamento do seu primeiro Alvarinho.

O Santos da Casa Rosé 2016 foi lançado há poucos meses e provado agora. Constituído, na sua maioria, por Touriga Nacional, de solos xistosos do Douro, apresenta-se  num registo leve, fresco e frutado, sem ser demasiado extraído. Ideal para o fim-de-semana quente que se avizinha, acompanhando, quem sabe, um churrasco, ou simplesmente uns petiscos. Há que aproveitar os últimos dias de calor...   PVP: 5,50€. Disponibilidade: Canal Horeca.

Sérgio Lopes

sábado, 22 de julho de 2017

Em Prova: Pouca Roupa Rosé 2016


15/20. Pouca Roupa é o projecto mais recente de João Portugal Ramos (vai na sua 2ª edição), desenvolvido com o seu filho, o enólogo João Maria, destinado a um público jovem, "à geração que vive online e constantemente ligados, que cria e vive experiências”. O nome da marca é também o nome do Monte Alentejano, onde está implantada a vinha que dá origem a este vinho, sendo ainda um “apelido comum no Alentejo”.

O Pouca Roupa Rosé de 2016, elaborado a partir das castas Aragonês, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, é isso mesmo - um vinho despreocupado e descontraído, perfeito para o verão, com as notas típicas de um rosé, ou seja, fruta vermelha fresca, um lado vegetal e alguma secura a conferir um pouco mais de pendor gastronómico. Fresco, leve, directo, pronto para beber à piscina ou acompanhar algumas entradas. O Rosé, e já agora, o tinto e o branco - Pouca Roupa, encontram-se facilmente na grande distribuição a um PVP de 3,99€.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em Prova: Vila Real Touriga Nacional Rosé 2016

Mais uma aposta da Adega de Vila Real na recente linha de monovarietais. De cor salmão intensa, no nariz exprime-se com predominância de frutos vermelhos. 

Na boca é seco, mas os seus 13.5° de álcool proporcionam-lhe um agradável volume glicerinado deixando prevalecer agradáveis notas dos frutos vermelhos que ao mesmo tempo conferem uma remanescente sensação de doçura e acidez.

É vinho para a mesa. Por exemplo para sushi, saladas mais complexas (com proteína animal), pizza...

Tem a vantagem de não precisar de saca rolhas, pois a rolha de aglomerado de cortiça, é de abertura manual fácil!

Confesso-me surpreendido! Não sendo o meu estilo de rosé, revelou-se uma agradável surpresa! Um vinho muito bem feito, equilibrado, agradável, que dá prazer a beber e a preço cordato. Os meus parabéns à Adega de Vila Real que vinho após vinho, tem marcado presença com uma qualidade exemplar num segmento de mercado de afirmação extremamente difícil, e extremamente competitivo!

Jorge Neves (Wine Lover)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Em prova: Quinta do Rol Rosé Pinot Noir 2013

16/20. A Quinta do Rol situa-se na Lourinhã, pertencendo por isso, à região vitivinicola de Lisboa. Este rosé é produzido 100% da casta francesa Pinot Noir. Comprei o 2013, num Pingo Doce em promoção, e gostei muito do que provei. Nariz contido, com fruta vermelha fresca (framboesa, amora) e muita frescura. Boca elegante, como deveria ser da casta Pinot Noir, bela acidez e final seco e com toque limonado a apontar para um pendor gastronómico. Acho um excelente exemplar de rosé, para acompanhar umas entradas, proporcionando prazer. Se o 2012 está assim, gostava de provar o rosé do ano... PVP: 5€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Fora do Baralho: Murta Rosé 720 Nuits 2012


16,5/20. Ao ver o enólogo Hugo Mendes partilhar nas redes sociais a sua aventura de participar na maratona de Paris, não pude deixar de me lembrar deste Rosé feito por ele na Quinta da Murta, justamente apelidado de "720 nuits". A designação vem do facto deste vinho feito de Touriga Nacional ter repousado em barricas de carvalho francês durante 720 noites. O resultado é um vinho Rosé totalmente fora do baralho. Feito de Touriga nacional, mostra-se fresco, como é apanágio do enólogo e da casa, com fruta pura de qualidade (amora, framboesa) e com um corpo estruturado e complexidade de boca fora do normal para um Rosé. Tenso e seco, gastronómico, a pedir comida e claramente a fugir do Rosé de "piscina". Bem pelo contrário. Um vinho de nicho. Um Rosé adulto, sem ser evoluído!

Sérgio Lopes

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Em Prova: Soalheiro Espumante Bruto Rosé 2014


16/20. Espumante Bruto Rosé maioritariamente feito de Alvarelhão, casta tinta da região dos vinhos verdes, completado com um pouco de vinhão e touriga nacional. Este vinho apresentou uma cor rosa salmão, mas mais intensa do que o normal. No entanto, mostrou-se com a tipicidade característica de um rosé, com fruta fresca vermelha, leve, alguma mineralidade e um conjunto harmonioso e equibrado, com a bolha fina, boa mousse e complexidade qb, com a marca de qualidade habitual "Soalheiro". Gostei. PVP: 12,99€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em Prova: Aliança Baga Bairrada Espumante Reserva Rosé Bruto 2014

Sem hesitações, diria que os espumantes Baga jovens são os vinhos perfeitos para o Verão, pois, não há outra casta que confira tanta frescura e energia. Na senda do pioneirismo que lhe é habitual, as Caves Aliança lançaram, em boa hora, o primeiro espumante Rosé que ostenta a logomarca BAGA BAIRRADA.  Derrubando preconceitos - "o ROSÉ é bebida para meninas",  Francisco Antunes criou um espumante que tem todos os predicados para ser um sucesso de vendas. 

Cromaticamente carregado, este Rosé preserva os aromas do terroir bairradino, não hesitando na complexidade aromática e de sabores. Mas é na boca que este espumante ganha todo o seu esplendor. Enérgico, fresco, este Baga Bairrada é um fogo de artifício que nos explode na boca e nos preenche com uma cremosidade intensa. 

É, a partir de hoje, o meu espumante Rosé de eleição.

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Em Prova: Terras do Pó Rosé 2014


15/20. Confesso que comprei este vinho um pouco a "medo", até porque não sou propriamente fã de Rosés e a garrafa dizia "guardar por um período máximo de 3 anos". Sendo do ano 2014, vai na sua meia idade certo? Da Casa Ermelinda Freitas, maioritariamente produzido da casta Castelão (com um toque de syrah), que se diz ter uma elevada longevidade, se calhar os receios não faziam sentido. Pois ainda bem que o comprei, pois está um vinho muito bem feito e oferece aquilo que se pretende de um rosé: Refrescante, fruta qb. nada doce e até versátil a solo ou acompanhando algumas entradas. Gostei. PVP: 2,99€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Radar do Vinho: Cooperativa Agrícola do Távora

A cooperativa agrícola do Távora situa-se em Moimenta da Beira, agregando produtores da região. Produzem para além de vinho e espumante, maçãs, mais propriamente a tão famosa maçã "Bravo de esmolfe". A cooperativa está pois localizada na Região Demarcada do "Távora - Varosa", inserida entre a região do Douro e do Dão. Trata-se de uma região pequena em dimensão mas de onde saem sobretudo espumantes de grande qualidade, não só produzidos pela cooperativa sobre a marca "Terras do Demo", bem como por exemplo a famosíssima Murganheira, também proveniente daquela região.

A cooperativa produz diversas referências de vinhos brancos, tintos e espumantes:



O Malhadinhas. O Branco,  fresco e de piscina, sobretudo focado para momentos de descontracção. Leve e fácil, mas bastante agradável. Tinto também simples, de entrada, equilibardo e directo. Prefiro o branco. Ambos têm um PVP de arromba ~2,5€.



Terras do Demo. O Branco Seco, mais complexo e profundo que o Malhadinhas. Com passagem por madeira para lhe dar esse extra de complexidade. Focado no lado floral da Malvasia, com toque abaunilhado. Um pouco mais de volume de boca, seria o ideal. No entanto, trata-se de uma excelente relação qualidade-preço, tendo um pendor mais gastronómico que o Malhadinhas. PVP de arromba ~3,75€. O Reserva Tinto, tal como o Malhadinhas feito de uvas provenientes de associados das regiões circundantes à Távora Varosa, mais propriamente do Douro... uma vez que não se consegue obter um vinho tão equilibrado se tal não for efectuado. Trata-se de um vinho complexo qb, bom para o preço que representa, mas sem deslumbrar. PVP  ~3,75€.





Espumantes Terras do Demo. Todos eles brutos. Terras do Demo Rosé. 100% produzido de Touriga Nacional. também denominado "olho de perdiz" tal a sua coloração ténue, rosada. Um espumante rosé delicado e floral, fresco, e equilibrado. Terras do Demo Branco. 100% produzido de Malvasia Fina. Cor citrina. Bolha fina e delicada. Muito fresco, com foco no lado floral e frutado da casta. Elegante e crocante, tem um final longo e persistente. Muito bem conseguido. Terras do Demo Tinto. 100% Touriga Franca. Costuma-se dizer que os espumantes tintos não são para ser apreciados por qualquer um. Precisam de comida a acompanhar e normalmente são mais agrestes. Os clássicos espumantes tintos da Bairrada da casta Baga são disso um exemplo. Mas não é este o caso. Não senti agressividade de boca. Apenas um perfil mais vínico, num conjunto estranho, é verdade, mas que fiquei curioso em provar melhor a solo, com uma comida a preceito a acompanhar. PVP dos 3 espumantes ~7,5€

Há ainda um espumante Terras do Demo Reserva Bruto, denominado "Pata de Lebre" que tem aquela complexidade dos espumantes que sofrem estágio com madeira e afins, muito bom de aromas, cor e boca quase perfeita, num nível de preço onde já existem por ventura outras referências tão ou mais interessantes.. PVP ~14.5€

Claramente um produtor de enorme qualidade e consistência ano após ano. Eu sou ávido consumidor dos espumantes Rosé e Branco. Simplesmente deliciosos, a preço acertado e sempre com o mesmo perfil. Para beber com prazer.



Sérgio Lopes

domingo, 21 de setembro de 2014

Lancers Espumante Bruto Rosé

Ano: 2014

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Espumante Rosé

Região: Setúbal

Castas: Castelão, syrah

Preço Aprox.: 4,99€

Veredicto: Estreia absoluta em 2014, o Espumante bruto rosé Lancers é uma das novas referências da José Maria da Fonseca. Produzido pelo método de cuba fechada, também conhecido como Método de Charmat (a 2ª fermentação ocorre em cuba fechada, equipada com controle de temperatura por forma a controlar eficazmente a fermentação e a estabilização por frio do produto final). Ou seja, a segunda fermentação não ocorre em garrafa, como é apanágio pleo método tradicional ou "champanhês".

Cor salmão. Aromas leve a fruta vermelha fresca, morango, framboesa, cereja. Boca fresca, bolha média e elegante. Final de bom comprimento.

Um espumante simples e bem feito. A ter umas garrafas por casa. Para se beber despreocupadamente, com prazer.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos a amabilidade.

Classificação Pessoal: 15


Sérgio Lopes

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Valle do Nídeo Rosé 2012

Ano: 2012

Produtor: Miguel Abrantes

Tipo: Rosé

Região: Douro

Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz

Preço Aprox.: 6,5

Veredicto:  Vinho produzido apenas das castas Touriga Franca e Tinta Roriz, Proveniente do Douro Superior - Pocinho, Vila Nova de Foz Coa.

Rosé de cor cereja carregada, intensa e muito bonita. Nariz muito apelativo focado na fruta fresca vermelha, nomeadamente cereja. Leve toque floral a acrescentar uma finura interessante. Boca com belo corpo, acidez no ponto a contrapor a doçura, final muito apelativo e gastronómico.

Belo rosé, como eu gosto, com corpo e equilíbrio perfeito entre acidez e aquela doçura rebuçada que se espera normalmente de um vinho deste género. Aprovado.

Classificação: 15,5

Sérgio Lopes