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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Em Prova: Quinta de São Lourenço Espumante Bruto 2008

Ainda na memória do grande evento que foi o "Aqui na Bairrada", o destaque vai inteirinho para o espumante Quinta de São Lourenço Bruto Branco 2008, das Caves São Domingos, que foi considerado o melhor vinho em prova no Concurso de Espumantes e Vinhos da Bairrada, sendo por isso agraciado com a Grande Medalha de Ouro. Bravo. Não seria provavelmente o melhor de todos os vinhos a concurso, pois haviam também brancos e tintos de grande qualidade - seria sempre relativo, mas chegou à final e venceu! dignificando assim um produto tão conotado com a Bairrada, o seu espumante. Curiosamente, o topo foi alcançado pelo espumante com mais tempo de estágio em concurso, o que diz muito do caminho que os espumantes podem e devem seguir... 

Quanto ao espumante, é feito de  Baga , Maria Gomes e Arinto, sendo que as duas últimas, as uvas brancas, estagiam por 3 meses em barricas de carvalho francês. Seguidamente, estagia em cave pelo menos 6 anos, antes do engarrafamento final, sendo que o provado por nós, teria cerca de 10 anos de garrafa antes de degorgement, pois é degorjado faseadamente.... O resultado é um espumante complexo e sedutor. Apesar de ser de 2008, a bolha é elegante mas muito presente. Gastronómico, apresenta uma mousse deliciosa e notas de bolo inglês, terminando com bela persistência.

A edição deste espumante de 2007 já tinha feito um enorme furor e deu enorme prazer (comprei caixas). O 2008, apesar de ligeiramente abaixo, na minha opinião, continua a ser uma pequena "pérola", a confirmar-se pelo belo resultado conseguido no certame "Aqui na Bairrada". Parabéns à equipa das Caves São Domingos! PVP: 9,50€. Garrafeiras.

*Foto cortesia de Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de julho de 2019

Em Prova: Quinta Vale D'Aldeia Espumante Bruto 2015

O Quinta Vale D'Aldeia Espumante Bruto 2015 é feito de 50% Viosinho e 50% Rabigato, de vinhas plantadas a 550 metros de altitude. Com fermentação efetuada parcialmente em barricas de carvalho francês, estagia sobre borra fina durante 6 meses, com batônnage periódica, ocorrendo a segunda fermentação em garrafa pelo método clássico.

Trata-se de um espumante muito equilibrado, com alguma fruta e biscoito presentes no nariz. Na boca a bolha é fina e com uma mousse agradável. Termina fresco, com boa acidez e com uma leve sensação de doçura que o torna versátil de principio ao fim da refeição, inclusive quiçá acompanhando sobremesas. Um espumante do Douro Superior bastante competente. PVP: 14,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes




sábado, 20 de julho de 2019

Em Prova: São João Espumante Bruto Reserva 2016

Depois de muito pensar num espumante para celebrar o batizado do meu filho, acabei por selecionar este bairradino São João Espumante Bruto Reserva 2016. Precisava de um espumante que fosse complexo o suficiente, sem ser em demasia, para poder agradar a enófilos e a bebedores tradicionais, deste tipo de cerimónias. E foi isso mesmo conseguido. Um espumante constituído pelas castas Bical (35%), Chardonnay (20%), Arinto (10%) e Maria Gomes (35%), com 20 meses de estágio em garrafa, sobre borras. O resultado é um espumante muito equilibrado, com um ataque super fresco e alguma complexidade, com ligeira tosta, muita fruta citrina e algum leve floral. Mousse boa, bolha porreira, acidez no ponto, boa estrutura e final super fresco e crocante. Por pouco menos que 6€ estamos na presença de uma extraordinária escolha a um preço de arromba. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Em Prova: D. Graça Espumante Bruto Natural 2015


Este espumante, o D. Graça Bruto Natural Viosinho, produzido pela Vinilourenço é proveniente do Douro Superior. Este produtor lança todos os anos um branco reserva feito precisamente da casta Viosinho plantada a 700m de altitude, que é de grande qualidade, pelo que foi natural explorar esta casta um pouco mais e ver qual seria o resultado em espumantizá-la. Foi o primeiro produtor a utilizar o Viosinho para espumante e o resultado é bem agradável.

Bruto natural, o que significa sem adição de açúcar, é um espumante com um aroma delicado e simultaneamente complexo. Notas de brioche e panificação, juntamente com laivos citrinos. A boca tem alguma austeridade a pender para o lado mineral, mas a bolha é fina e a mousse cremosa, mostrando-se seco e muito refrescante, crocante, com pendor gatsronómico. Gostei e recomendo. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Em Prova: Identidade IM espumante Bruto Natural 2016

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos (Identidade AM e OM) e mais recentemente, na sua esposa Inga Martin, uma mulher beirã, que adora espumantes, por isso designado Identidade IM

Se os vinhos anteriores eram um tinto e um branco respectivamente, neste caso, temos assim um espumante bruto natural, feito na bairrada, mais propriamente nas Caves São João.

Feito de Arinto (40%), Bical (40%) e Chardonnay (20%), estagia em garrafa por 20 meses. 

O resultado é uma bonita e acertada homenagem à sua esposa, seguindo a linha dos vinhos anteriormente feitos, ou seja, cheio de personalidade e traduzindo essa identidade que o próprio nome sugere. Um espumante que mal cai no copo e se olha para a mousse bonita e espessa, se prevê que estamos na presença de algo bom. Com notas de maçã verde, a bolha é fina e delicada qb, a mousse confirma-se na boca muito cremosa, resultando num conjunto fresco, seco, elegante, mas com estrutura. De perfil algo "champanhês", mas com alguma austeridade bairradina, perfeito para a mesa. Apenas produzidas 1000 garrafas. 

PVP 20€. Disponibilidade: Martin Boutique Wineries

Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Em prova: Almeida Garrett Espumante Super Reserva Bruto Natural 2014


O projeto Almeida Garret é proveniente de Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. Se os brancos produzidos desta casta já nos tinham deixado impressionados AQUI, o espumante também não ficou atrás! Antes pelo contrário. O Almeida Garrett Espumante Super Reserva 2014 é um bruto natural (sem adição de açúcar), feito 100% da uva Chardonnay. 

A fermentação em barricas de carvalho francês e os 36 meses em garrafa resultam num conjunto complexo e fino. Aroma a panificação e notas amanteigadas, com maçã madura. Boca com mousse delicada, bolha finíssima, apontamentos de brioche e frutos secos, amparados de novo pelas notas manateigadas da casta chardonnay. Final muito refrescante e longo. 

Um espumante com classe ao bom estilo champanhês, proveniente da... Beira Interior. Muito bem! PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Em Prova: Murganheira Espumante Vintage 2007

Por qualquer razão, nunca tinha escrito umas palavras sobre este espumante; talvez por ter tanta classe que é dificil de descrever, assemelhando-se claramente a um (bom) champagne. Melhor do que muitos!

É feito 100% de Pinot Noir, na Távora Varosa, região onde se localizam as Caves Murganheira. O método de vinificação champanhês recolhe da casta Pinot Noir o "le coueur de cuvée", ou seja literalmente, o coração da primeira prensagem, a porção de maior qualidade do meio da prensagem, excluindo a primeira e última prensagem. Depois repousa em cave por cerca de 10 anos, antes de degorgment.

O resultado é um espumante cheio de classe, muito complexo e fino, com mousse perfeita e as notas de panificação e frutos secos tão apelativas de um bom champanhe - perdão grande espumante. Tudo num equilibrio e com um finesse, impressionantes. Nas garrafeiras encontra-se disponivel entre os 25€ a 30€. Apenas 15.000 garrafas produzidas. Imperativo ter em casa para, no minimo, brindar a uma celebração especial. Destaquei o Murganheira Vintage 2007 apenas porque é o que tenho em casa, mas bebi às cegas recentemente o 2006 e estava igualmente fabuloso, pois estes espumantes aguentam largos anos em garrafa.


Fabulosa e inacreditável foi a prova que a foto acima documenta - uma prova vertical desta referência, dos anos 2000 a 2012 e com uma qualidade monumental, impossivel de descrever por palavras. A prova foi proporcionada por Marta Lourenço, enóloga da Murganheira, e que desde que se encontra à frente dos destinos enológicos da companhia, revolucionou a Murganheira, garantindo a entrada de novas referências e um elevado standard de qualidade e consistência, ano após ano. 

A mais recente colheita no mercado do Murganheira Vintage é o 2009 (2008 esgotou no produtor), mas ainda se encontram os anos 2008 e 2007 em algumas garrafeiras. Eu sugiro, começem por comprar (e beber) o 2007 e depois seguindo para os outros, pois só ganhamc om o tempod e garrafa!

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Prova: Íssimo Espumante Baga Bairrada 2013

O projeto Baga Bairrada vai ganhando novas referências, com espumantes feitos exclusivamente da casta Baga na região, pretendendo alargar o consumo desta bebida a um público mais vasto e abrangente. O Íssimo é proveniente das Caves Arco do Rei e tem enologia de António Narciso, enólogo com créditos firmados na região do Dão (Quinta da Fata, Quinta Mendes Pereira, entre outros). Trata-se de um Blanc Des Noirs, de Baga, onde destaco as notas tostadas e de panificação, que muitas vezes não estão presentes nesta gama. A boca é envolvente, com mousse equilibrada e os frutos secos a sobressairem, bem como alguma fruta (maçã). Com bom volume, termina bem agradável e de pendor gastronómico. É muito versátil à mesa, pelo que convém ter algumas garrafitas por perto para ir consumindo em diversos momentos. Inclusive a solo. PVP: 10€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Blanc de Blancs Bruto 2011


Acho que nunca tinha falado neste espumante, que é presença assídua cá em casa, quando se quer beber algo mais especial. É da Messias e é um Blanc de Blancs de 2011, o que significa que é produzido 100% de castas brancas, neste caso de uma só casta - a francesa Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". 

Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. 

É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês. Disponibilidade: Garrafeiras. Loja da Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Canto Espumante Baga Rosé 2014

            

Feito por Osvaldo Amado, que está a dar uma força  ao projeto Casa do Canto, que apesar de tradição secular na produção de vinho, confesso que desconhecia. Provei o espumante Rosé, feito 100% da casta Baga e gostei bastante. Não se trata de um rosé de piscina, nem era esse o propósito. Desde o inicio foi pensado para a mesa, com um minimo de 12 meses de estágio antes de degorgement e entre 12 a 24 meses em garrafa, posteriomente. Apresenta uma cor salmão bem carregada, com tons avermelhados. O aroma é complexo com algumas notas de redução, mas com presença de alguma fruta fresca, sobretudo vermelha, lá pelo meio. Boca com boa mousse, cheia, crocante, envolvente, alguma panificação e final refrescante, que sem ser muito longo, pede uma comida. Curiosamente (ou talvez não) ligou muito bem com o Leitão trazido do Pedro dos Leitões e que estava óptimo! PVP: 6,65€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Brut Millésime 2014


Messias Grand Cuvée Brut Millesime 2014 é um espumante com um nome champanhês, proveniente das Caves Messias. Feito de Arinto, Bical e Chardonnay e com alguns anos de garrafa em cima, aparece muito equilibrado e prazeroso. Tem muita qualidade para o preço que apresenta (6€ na loja do produtor) e dá prazer. Apresenta-se versátil, fresco com citrinos, mas também alguma panificação o que lhe confere uma complexidade bem interessante. Bolha fina, cremosidade e final refrescante e longo, num espumante para beber durante todo o ano. Daqueles bolhinhas para ter lá por casa. Mesmo com o rótulo encarnado... ;-)

Sérgio Lopes


quarta-feira, 28 de março de 2018

Em Prova: Marquês de Marialva Espumante Bical & Arinto Reserva Bruto 2014


Este espumante da Adega de Cantanhede, feito por Osvaldo Amado está realmente bem posicionado, entre o "normal" (<5€) e o Grande Cuvée 2011, que é uma delicia -  by the way, mas já custa mais de 15€. Feito de Bical e Arinto em partes iguais, o  Marquês de Marialva Espumante Bical & Arinto Reserva Bruto 2014 apresenta um cor citina esverdeada, com bolha fina. O nariz mostra um lado citrino evidente com algum fruto seco à mistura. Na boca, apresenta uma mousse crocante, confirmação do lado citrino e mostra-se muito fresco, terminando bem agradável. Uma excelente proposta, abaixo dos 10€. PVP: 8€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Em prova: São Domingos Elpidio Espumante Bruto

Por vezes temos a tendência de escrever e falar apenas sobre vinhos e espumantes de topo e de certa forma negligenciamos alguns valores seguros (ainda que de forma inconsciente). É o caso deste espumante produzido pelas Caves São Domingos, feito em igual proporção de Chardonnay e Arinto, um espumante de bolha fina, fresco, complexo qb entre as notas de fruta branca e algum fruto seco, com o lado citrino que lhe confere a tal frescura e que o torna num excelente aperitivo. Por 8€ temos bolhinhas bem interessantes e que vão agradar de uma forma geral. PVP: 8€. Disponibilidade: OnWine.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Em Prova: Vertice Cuvée Espumante Bruto


16,5/20. Voltei a este espumante recentemente, um daqueles valores seguros de uma casa que produz grandes vinhos durienses e é também uma referência nos espumantes, de elevadíssima qualidade - caves transmontanas. Esta edição do Vértice Cuvée, um espumante bruto sem designação de ano, integra as colheitas de 2009, 2010 e 2011, estagiados em inox e em barricas de carvalho francês usadas. De seguida, passou por um estágio superior a 3 anos em garrafa, que culminou com o dégorgement em finais de 2015.

Neste momento está delicioso, com mousse fina, mas a demonstrar que estamos na presença de um espumante bruto, com uma bela estrutura. Complexo, com frutos secos, brioche e alguma maçã. termina longo e com uma acidez crocante. Para beber a solo, mas também à mesa, uma vez que apresenta um pendor gastronómico. P.V.P.: 13,90€ . Disponibilidade: grandes superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Em Prova: Vinha Formal Espumante Bruto 2009


16,5/20. Topo de gama do produtor Luís Pato, feito de Touriga Nacional (70%) e Bical (30%) criadas na vinha com o mesmo nome - Vinha Formal, da primeira vindima das suas vinhas. Com fermentação em barrica usada por um mês, passa 9 meses em garrafa antes do degorgment. Trata-se de um espumante muito bem feito e bem agradável. Notas de evolução (boas), bolha fina, vínico, boa mousse. Muito delicado e elegante. Tivesse um final mais longo e seria um caso MUITO sério! Ainda assim, vale bem a pena. PVP: 17,5€. Disponibilidade: Jumbo.

Sérgio Lopes

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em Prova: Quinta dos Abibes Sublime Brut nature 2010

Recuemos até 1888... Em Berlim realizava-se a Exposição Mundial onde os vinhos portugueses já iam granjeando louros. Foi aí que uma delegação de bairradinos tem uma epifania ao conhecer os métodos de champanhização dos vinhos. Logo ali, Tavares da Silva mostrou que tinha um espírito lesto, constatando que a Bairrada podia replicar com sucesso os vinhos efervescentes que tanta fama mundial tinham.

De França para a Bairrada vieram as técnicas, o material apropriado para a champanhização e os técnicos, dos quais se destacava Lucien Beisecker.
E, assim, em 1890 surge o “Champanhe Portuguez”.

Desde então, a região tem aprimorada as técnicas, estudado as castas mais adequadas e, hoje, é, indubitavelmente, a região modelo dos espumantes portugueses.

Aqui chegados, apresento-vos o Olimpo dos espumantes da Bairrada, QUINTA DOS ABIBES SUBLIME BRUT NATURE 2010, aquele que, sem exageros, poderá ser um dos mais belos espumantes criados na região.

Nascido na Quinta de 7 hectares que lhe dá o nome, o Sublime 2010 foi costurado a partir da grande casta branca portuguesa, o Arinto, que na região adquire o seu expoente máximo. Nele encontramos um conclave perfeito de cor, aroma e sabor. Com um aspecto cristalino e bolha finíssima, privilegia a cor citrina intensa.  Agora vamos entrar nos assuntos sérios: aroma e sabores.

Não deve ser segredo para ninguém que na Quinta dos Abibes conseguem-se criar vinhos onde cada casta é espremida até ao tutano das suas potencialidades, dela se extraindo todos os componentes até se tornarem...Sublimes.

De aroma bem vincado, ganhou toda a a complexidade e elegância no seu estágio “sur lies” e na passagem fermentativa por barricas de carvalho francês usado. Na boca envergonha muitos grandes champagnes, dada a miríade de sensações que nos causa. Mousse delicada, frescura notória e final de elevada persistência torna, tornam este Sublime, que repousou 48 meses em cave, um caso de paixão eterna. Ou pelo menos até terminarem as 3.000 garrafas produzidas.

Ah, não sei se vos disse, mas esta obra-prima foi costurado pelas mãos dum artífice de eleição, Osvaldo Amado, o enólogo que dá corpo ao sonho de Francisco Batel Marques. PVP: 25€

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Em Prova: Quinta de Lemos Espumante Geraldine


Provavelmente também vos acontece. Quando me deparo com um espumante oriundo duma região vitivinícola outsider, tendo a torcer o nariz. Felizmente, não há regra sem excepção e, este Geraldine, espumante de homenagem produzido nos planaltos do Dão, confirmou-se como uma belíssima surpresa. 

Criado a partir das castas nobres do Dão - Encruzado e Touriga Nacional em idênticas proporções - mostra-se um espumante raçudo, de acidez e secura vibrantes, perfeito para o palato dum bairradino, ou não fôssemos estar perante um brut nature de "dosage zéro" (licor de expedição sem qualquer teor de açúcar.

No restaurante Rei dos Leitões acompanhou a entrada e despedida dum jantar de celebração da amizade entre dois Chefs de finíssimo recorte artístico.



Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Em Prova: Marquês de Marialva Espumante Bruto Extra Reserva Cuvée 2011


16,5/20. O espumante topo de gama da Adega de Cantanhede, produzido maioritariamente de Arinto, com um toque de baga. Um extra reserva bruto do ano de 2011 (36 meses de cave), com degorgement em 2015, feito pelas mãos do Sr. Bolhas (e não só), o grande enólogo Osvaldo Amado. O resultado é um espumante de grande complexidade, com notas aromáticas a citrinos e apontamentos florais. Boca com mousse delicada e algum brioche, bolha fina, mas "bruta", isto é bem presente a lembrar que estamos perante um Bairrada. Muito fresco e crocante, terminando num final bem longo. Gostei. PVP: 17,5€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 8 de março de 2017

Em Prova: Vadio Espumante Bruto NV


16,5/20. Comprei este espumante na garrafeira Portus Wine, sugerido pelo Sérgio. Trata-se de um Non-Vintage, ou seja, o produtor bairradino Luis Patrão pega em vários lotes de anos distintos, e após estagio em barrica velha, faz o lote, e "bolheia" a coisa através da fermentação em garrafa com estagio em borras durante 18 meses, até ao "degorgement". O resultado final é um espumante bruto, sem indicação de idade, muito mais vinoso, com a bolha menos exuberante a lembrar um vinho mais evoluido, mas mantendo uma enorme frescura. Eu gostei bastante apesar de considerar que se trata de um espumante distinto, isto é, não será para quem procura um bolhinhas cheio da força, mas sim remetendo para algo mais sério e de claro pendor gastronómico. PVP: 13€. 

Sérgio Lopes

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em Prova: Espumante Pinot Noir CC&CP Bruto 2007


17/20. Resultado da junção de Pinot Noir em partes iguais proveniente da Bairrada, de Carlos Campolargo (CC) e do Douro de Celso Pereira (CP), daí o sugestivo nome CC&CP. O produto final foi desenhado por ambos os produtores nas Caves Transmontanas, de onde saem os belissimos espumantes Vértice.  Este "blanc des Noirs" com degorgment em 2010 é pois o desafio de dois amigos apaixonados por vinho, criando um espumante de uma casta delicada que proveniente de dois terroirs diferentes, não apresenta denominação de origem.

Provado há poucos dias, diria que o tempo não passou por ele. De cor levemente rosada, trata-se de um espumante sofisticado, de bolha muito fina e cheio de sugestões (boas) de brioche e panificação a fazer lembrar a bebida famosa de "champagne". Fresco, ácido, com fruta presente,  é uma delicia para os sentidos. Vai durar seguramente muito mais tempo, por isso é beber algumas, JÁ, e guardar umas quantas outras garrafas para mais tarde. PVP: 14,50€. Disponibilidade: Garrafeira Estado D´alma

Sérgio Lopes