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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Da minha cave: Duas Quintas Reserva Tinto 2000

A casa Ramos Pinto dispensa apresentações, bem como a marca Duas Quintas, icónica marca do Douro e associada a consistência e qualidade, ano após ano. Tive a oportunidade de provar este Duas Quintas Reserva Tinto de 2000, que o Alirio trouxe para mais uma jantarada. O vinho tem algumas particularidades -  uvas provenientes da Quinta da Ervamoira e da Quinta dos Bons Ares (não sei se agora continua assim), feito de Touriga Nacional (70%) e Tinta Barroca (30%), 6 meses de estágio em barrica e dois anos de repouso em cave na Quinta dos Bons Ares, tudo sinais e formas de fazer este vinho, quase como que a prepará-lo para uma digna e prolongada guarda.

E é isso mesmo que sucedeu, o vinho evoluiu e muito bem, apresentando-se 17 anos depois muito fresco, com a boca macia e ainda com bastante fruta presente, associada a notas deliciosas de evolução que lhe dão uma complexidade acrescida. Um prazer à mesa. 

O Douro também é capaz disto: Fazer vinhos que desafiam a passagem do tempo.  Ainda se encontra este vinho na Garrafeira Nacional. Esta garrafa veio da cave do Alirio e não da minha cave, como o título pode sugerir erradamente...

Sérgio Lopes

sábado, 21 de outubro de 2017

Em prova: Quinta de Cidró Alvarinho 2014


Produzido pela Real Companhia Velha, 100% da casta Alvarinho, plantada no Douro. Estamos perante um vinho onde o lado citrino e limonado é o mais evidente no aroma. Alguma flor de laranjeira completa o bouquet aromático. Na boca tem boa estrutura e alguma complexidade e uma certa facilidade de prova que o torna imediatamente apelativo. Termina fresco e com final agradável e de média persistência. Um branco do Douro - nitidamente - com a particularidade de ser produzido de Alvarinho e mostrar a plasticidade da casta. peca apenas por não ter um pouco mais de acidez, que o levaria para outra dimensão. PVP: 8€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Em Prova: Santos da Casa Rosé 2016


A Santos & Seixo foi criada em 2014 com a ambição de apresentar vinhos de qualidade, com origem das várias regiões de Portugal. A marca principal Santos da Casa é multi-regional e nos seus 3 segmentos ,Colheita, Reserva e Grande Reserva tem vinhos provenientes das regiões do Douro e Alentejo e mais recentemente, na região dos vinhos verdes, com o lançamento do seu primeiro Alvarinho.

O Santos da Casa Rosé 2016 foi lançado há poucos meses e provado agora. Constituído, na sua maioria, por Touriga Nacional, de solos xistosos do Douro, apresenta-se  num registo leve, fresco e frutado, sem ser demasiado extraído. Ideal para o fim-de-semana quente que se avizinha, acompanhando, quem sabe, um churrasco, ou simplesmente uns petiscos. Há que aproveitar os últimos dias de calor...   PVP: 5,50€. Disponibilidade: Canal Horeca.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Em Prova: Permitido Branco 2016

Edição 2016 deste vinho feito na Meda (Douro Superior) pelo jovem enólogo / produtor Márcio Lopes, um branco de vinhas a mais de 700 metros de altitude.  O Permitido 2015 foi bebido às caixas durante o ano passado e ainda tenho umas quantas garrafas guardadas. Por isso, era com expectativa que queria provar este Permitido 2016. Destaco a manutenção do perfil de forte mineralidde e frescura, que se sente logo no primeiro ataque do nariz. Na boca, aparece com um pouco menos de acidez que o seu irmão do ano anterior, mas continua com nervo e estrutura, embora talvez um pouco mais approachable. Contudo, ainda está muito novo e crescerá em garrafa nos próximos meses, ligando algumas pontas soltas. Para ir acompanhando a sua evolução durante o ano de 2018. Mas ir bebendo já algumas também...  PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

sábado, 2 de setembro de 2017

Em Prova: Vila Real Touriga Nacional 2015


Cor ruby intensa, aromáticamente pende para o perfil mais floral da casta deixando em segundo plano as notas de frutos negros compotados. Na boca é macio, expressivo e envolvente. Bem balanceado com a sua estrutura a esconder os 14° de álcool. Termina amplo deixando um agradável e remanescente laivo frutado.

Fará boa companhia a carnes grelhadas ou assadas pouco temperadas, e mesmo apenas a uma boa conversa...

O vinho está bem feito, mas foge ao perfil de vinhos que aprecio. Com preço a rondar os 4€ é por certo uma boa escolha e um vinho a provar pelos apreciadores da interpretação da casta que privilegia o lado floral, frutado e vinhos mais volumosos.


Jorge Neves (Wine Lover)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Em Prova: Bons Ares Branco 2013


16,5/20. Proveniente do Douro Superior, mais propriamente de Foz Coa, este é um branco da casa Ramos Pinto, consistente ano após ano. Talvez seja da altitude, talvez seja do solo granítico, o certo é que se trata de uma referência abaixo de 10€, de enorme qualidade, que se pode beber no próprio ano ou então guardar à vontade umas garrafas e ir verificando a sua evolução ao longo dos anos. Provado Bons Ares do ano de 2013, temos um vinho cuja base se mantém com Viosinho, Rabigato e Sauvignon Blanc, sendo que 10% do lote fermentou e estagiou em barricas por 8 meses. Mineral, fresco, elegante, com notas citrinas misturadas com algumas notas vegetais e florais. Grande acidez, boa estrutura de boca, muito agradável no palato e de pendor gastronómico, com um final longo. Esta garrafa era filha única e deu enorme prazer a beber. PVP: 8,5€

Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Em prova: Quilate Douro Reserva Tinto 2015

16/20. Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão e Touriga Franca. Fermentado em lagar, 50% do lote estagiou em barricas de carvalho francês. Vinhas de altitude.

Aroma muito fresco, com fruta igualmente fresca, muito puro e algum toque apimentado, embora muito leve. Grande mineralidade ou será frescura? 

Boca de corpo médio, focada na fruta, com a barrica bem integrada apenas a aportar os taninos suaves, certos, para limar arestas.

Termina agradável e de pendor gastronómico.

Completamente o oposto de um vinho extraído (felizmente). Aqui o que interessa é uma certa elegância de conjunto, o que se consegue.

Contudo, no campeonato dos vinhos a rondar os 10€, há inúmeras escolhas, pelo que sendo uma produção pequena, terá de encontrar o seu nicho de mercado. PVP: 9,90€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes




sábado, 15 de julho de 2017

Em Prova: Tons de Duorum Branco 2016


15,5/20. Nova colheita do branco Tons de Duorum, acabadinha de chegar ao mercado e que sigo ano a após ano, desde 2010. E já lá vão 6 anos. 6 anos de consistência que é a palavra que define o futuro e o presente de um projecto. E é o que encontramos em 2016, um vinho que confirma o seu perfil frutado e fresco, à volta dos citrinos, algum tropical e floral, sempre com uma acidez refrescante e uma complexidade média, a aportar corpo suficiente para lhe conferir versatilidade no Verão que se avizinha. Uma compra segura. PVP: 3,99€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em Prova: Vila Real Touriga Nacional Rosé 2016

Mais uma aposta da Adega de Vila Real na recente linha de monovarietais. De cor salmão intensa, no nariz exprime-se com predominância de frutos vermelhos. 

Na boca é seco, mas os seus 13.5° de álcool proporcionam-lhe um agradável volume glicerinado deixando prevalecer agradáveis notas dos frutos vermelhos que ao mesmo tempo conferem uma remanescente sensação de doçura e acidez.

É vinho para a mesa. Por exemplo para sushi, saladas mais complexas (com proteína animal), pizza...

Tem a vantagem de não precisar de saca rolhas, pois a rolha de aglomerado de cortiça, é de abertura manual fácil!

Confesso-me surpreendido! Não sendo o meu estilo de rosé, revelou-se uma agradável surpresa! Um vinho muito bem feito, equilibrado, agradável, que dá prazer a beber e a preço cordato. Os meus parabéns à Adega de Vila Real que vinho após vinho, tem marcado presença com uma qualidade exemplar num segmento de mercado de afirmação extremamente difícil, e extremamente competitivo!

Jorge Neves (Wine Lover)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Em Prova: Quilate Branco 2016



15,5/20. Quilate do Douro é um projeto de Jorge Rufino, cujo branco vai apenas na 2ª edição. As uvas são provenientes da quinta do muro em Canelas-Peso da Régua a mais de 500 metros de altitude, das castas Viosinho, Gouveio e Cerceal. A ideia do produtor é fazer um vinho aromaticamente sedutor, mas seco na boca. Esta edição, a de 2016 é mesmo muito intensa de nariz, com forte predominância em ervas aromáticas e notas tropicais. Talvez até um pouco em demasia. Na boca é fresco e seco, com corpo médio e final com boa acidez. Vai ser um best seller nos restaurantes pela "facilidade" de prova e a um preço cordato. PVP: 5,95€; Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Em prova: Vila Real Grande Reserva Branco 2014

Vila Real Grande Reserva Branco 2014
Preço: + / - 6€ 12.5° álcool
Castas: Viosinho, Malvasia Fina e Fernão Pires
Enologia: Rui Madeira e Luís Costinhas.

Ao primeiro contacto, o nariz é dominado pela madeira... que se vai dissipando com o tempo. Beneficia em ser servido em copos largos, para permitir que exprima o seu potencial aromático mais rapidamente, dando lugar a notas cítricas, remetendo-nos para a frescura da árvore cítrea com toda a sua plenitude aromática desde folha, flor até ao fruto!
Na boca é fresco, equilibrado, amplo mas sem ser pesado! Com persistente final fresco, cítrico, mas não pungente!

Confesso que ao primeiro contacto com o nariz, a madeira me incomodou um pouco... mas tornou-se excelente companheiro à mesa a acompanhar um robalinho grelhado!

Os meus parabéns à Adega de Vila Real, pelo excelente trabalho que tem vindo a realizar... e principalmente pela subtileza na evolução do perfil dos seus vinhos!

Jorge Neves (Wine Lover)




quinta-feira, 25 de maio de 2017

Em Prova: Adega de Vila Real Colheita Branco 2015


Mais uma interessante opção, dada a sua versatilidade quer para uma mesa a acompanhar pratos de confecção mais simples e ligeiros, quer como aperitivo... e porque não companheiro de uma conversa!?

Vinho bem feito, sem excessos, sem cosméticas... equilibrado e afável.

Sendo um vinho simples, agrada por isso... e permite que se beba mais um copo sem nos castigar!

Castas: Viosinho, Malvasia Fina e Fernão Pires.
12.5° álcool. Preço < 3€




Jorge Neves (Wine Lover)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Em Prova: Proibido Grande Reserva Tinto 2013


17/20. Já toda a gente sabe que aprecio o trabalho de Márcio Lopes, o enólogo/produtor por trás deste vinho. Esta era a última garrafa que tinha e decidi abri-la para acompanhar um assado. Abri a garrafa e arrempendi-me... Que infanticidio...! Pois o vinho está tão novo!!!!!!!! Decantei-o, mas estava mesmo fechado! Reservei-o  para o dia seguinte e mesmo sabendo que é um jovem imberbe, deu-me imenso prazer. Um excelente exemplar do Douro Superior, cheio de vida. Com fruta preta a magotes, mostrando o lado quente do douro superior compensado pela frescura e complexidade das vinhas velhas que deram origem a este vinho. Madeira ainda bem evidente e uma boca com taninos poderosos mas macios, A precisar de comida, é claro. Deu-me imenso prazer. pena não te mais. PVP: 38€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 30 de março de 2017

Em Prova: Porrais Moscatel galego Branco 2013

Isto é muito bom (falo dos vinhos desta casta, quando bem feitos, ou feitos assim). Se procurarem um Moscatel Galego realmente bem feito, cheio de acidez crocante, sem os excessos que por vezes se encontram na casta e ainda por cima acessível, é isto. Digo acessível pelo preço que tem (3,99€) e porque se encontra facilmente numa grande superfície

Pode não ter a expressividade amarga e de casca citrina do Olho no Pé de Tiago Sampaio, ou do Mapa do Pedro Garcias; ou até do incrível Moscatel Galego Seco do Luís Soares Duarte; mas tem o essencial, que dá imenso prazer, neste caso o 2013. do Francisco Olazabal, 600 mts de altitude, Porrais - Murça

Marco Lourenço (Cegos Por Provas)

terça-feira, 7 de março de 2017

Da minha cave: Bons Ares Branco 2004

Um branco com mais de 12 anos! E que branco...!

Feito com Viosinho e Sauvignon Blanc plantadas na altitude e solos graníticos da Qta dos Bons Ares da Ramos Pinto, é um vinho que seduz o nariz logo ao primeiro contacto! Com aroma difícil de descrever, com notas químicas, frutos secos, laranja cristalizada, trzem-nos da memória um Porto branco seco! Denso na boca, confirma a complexidade aromática num longo e seco final com remanescentes notas vegetais!

Encontrei na secção de "velharias" do Continente, e agradeço o desinteresse por vinhos brancos velhos pela maioria dos consumidores! 

Continuem a comprar os brancos da última colheita disponível! 

...Um dos melhores brancos que bebi nos últimos tempos!

Jorge Neves (Wine Lover)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Em Prova: Quinta do Todão Melhores Vinhas Reserva Tinto 2012


16,5/20. A Quinta do Todão fica situada em frente a Gouvinhas, Sabrosa. Durante muitos anos vendiam as uvas, mas mais recentemente decidiram produzir o seu próprio vinho, o que tem acontecido com alguns produtores de dimensão mais pequena, do Douro. O vinho é feito na Quinta do Crasto, com enologia a cargo de Manuel Lobo (que aliás auxiliou na reconversão dos 50 hectares de vinha da Quinta do Todão). Este reserva tinto de 2012, feito com as melhores vinhas de castas durienses (60% Touriga Nacional+ 30% Touriga Franca+ 10% vinhas velhas (castas misturadas), apresenta o perfil típico dos vinhos com o dedo de Manuel Lobo, do vizinho Crasto: Aroma perfumado com fruta de qualidade, barrica bem integrada, vertente de elegância em vez da concentração, muita frescura, e uma boca sedosa e final longo de pendor gastronómico. Gostei muito do que provei! PVP: 12,5€. Disponibilidade: Garrafeira Nacional. 

Sérgio Lopes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Em Prova: Castello D'Alba Limited Edition Tinto 2012


17/20. A marca Castello D'Alba é amplamente reconhecida como uma marca de qualidade de vinhos do Douro Superior, produzidos e comercializados por Rui Roboredo Madeira. Este Limited Edition 2012 passa 18 meses em barricas novas e usadas, sendo composto por Touriga Nacional de uvas junto ao Rio Douro e de altitude, e várias castas autóctones provenientes de Vinhas Velhas do Douro Superior. O resultado é um vinho de nariz extremamente complexo, com fruta, especiaria e madeira de qualidade superiormente integrada. Boca fina e sedutora, com taninos envolventes e sedodos, a evoluir e ganhar corpo e volume de copo para copo, sem nunca perder a elegância. Gostei muito. Eu e todos as pessoas que o provaram à mesa com uns rojões à minhota o que demonstra a sua versatilidade. PVP: 15€. Disponibilidade: Garrafeiras

Sérgio Lopes

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Radar do Vinho: Pormenor

Pormenor é o nome do projeto de Pedro Coelho, são vinhos do Douro, com enologia de Luis Seabra (Xisto Cru, Muxagat), onde o detalhe faz a diferença. Pedro Coelho não possui vinhedos próprios mas não é isso que retira identidade aos vinhos que produz. Pelo contrário. São vinhos com intervenção minimalista, sérios e elegantes, frescos e de pendor gastronómico. Os brancos são provenientes de uvas plantadas entre 600 a 700 metros de altitude, em Carrazeda de Ansiâes, enquanto que os tintos provêm de Soutelo do Douro, de vinhas a mais de 500 metros de altitude. O primeiro vinho nasce em 2013. Neste momento, existem três referências no mercado, Pormenor Branco, Pormenor Tinto e Pormenor Reserva Branco. São vinhos de produção limitada, que mostram um Douro capaz de fazer grandes vinhos, longe do perfil extraído e carnudo pelo qual a região é conhecida, mostrando um lado do Douro mais puro e fino.


Pormenor Branco 2015 - 16/20. Produzido a partir de vinhas velhas plantadas em altitudes entre os 600m e os 700m, com predominância de Rabigato, Gouveio e Códega de Larinho. Fermentou em cuba de inox em contacto com as borras finas até ao engarrafamento.

Cor amarelo palha. Aroma leve a fruta amarela e citrina e forte pendor mineral (solos de micaxisto). Bom volume de boca, sempre em elegância, com notavel equilíbrio, terminando de final médio e perfil gastronómico. Um branco sério. PVP: 12,5€. 

Pormenor Tinto 2014 - 16,5/20. Produzido através de vinhas velhas, com mais de 50 anos de idade, com predominância de Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Rufete. Estágio em barricas usadas de carvalho francês. 

Cor Violeta. Inicialmente no nariz um pouco verde, com um lado a "adega" muito interessante. Com o tempo tudo está ligado, num registo fresco, com barrica bem integrada e a apetecer provà-lo. Na boca, não é exuberante, mas elegante, embora com corpo que lhe confere essa vontade de passar para o próximo copo a acompanhar a refeição. Termina com elevada persistência. Foi provado numa mesa com comensais com diferentes niveis de prova de vinho e foi consensual! PVP: 14,5€. 


Pormenor Reserva Branco 2015 - 17/20. Produzido a partir de mistura de uvas de várias castas típicas do Douro com predominância de Rabigato e Códega do Larinho, provenientes de vinhas muito velhas, acima dos 70 anos, plantadas em altitudes compreendidas entre os 600m a 800m, na zona de Pombal - Carrazeda de Ansiães, Douro Superior. O vinho, Pormenor Reserva Branco, fermentou e estagiou naturalmente durante 10 meses em barricas usadas de Carvalho Francês provenientes da Borgonha, sem controlo de temperatura e sem battonage. Este vinho não foi estabilizado propositadamente.

Para já e na minha opinião, este vinho é o Ex-Libris do projeto. Cor amarelo palha. Aroma muito profundo e elegante. Muito complexo, com notas herbáceas à mistura. Boca com grande finesse, enchendo por completo o palato. Termina muito longo e a pedir novo copo. Um branco ainda muito jovem, mas a dar grande prova, num registo de grande elegância e finura de conjunto. Adorei. PVP: 22€

Sérgio Lopes


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Em Prova: Burmester Reserva Branco 2011


16/20. Comprada num leilão e bebida no Natal do ano passado. Um branco duriense do ano de 2011 feito de Gouveio, Rabigato e Viosinho, com passagem por madeira. Mostrou-se com uma evolução muito boa, mas nada cansado, antes pelo contrário, com tudo muito casado, apresentando frescura, untuosidade e corpo, bem como um final longo e persistente. Acompanhou lindamente o bacalhau da consoada e nem se deu pelo fim da garrafa. Bem conseguido. PVP: 12€. Disponibilidade: Grandes Superficies.

Sérgio Lopes

sábado, 14 de janeiro de 2017

Vinhos de Altitude - A Prova Cega

Depois de clarificarmos o conceito sobre vinhos de altitude, chegou a altura de escolher os vinhos e o local para a prova cega. A escolha recaiu sobre o restaurante Toca da Raposa situado em Ervedosa do Douro. Um estabelecimento que, desde 2011, tem vindo a recuperar as antigas receitas de família e da região duriense para as apresentar, com sucesso assinalável, ao público em geral. Já sabemos que as vinhas plantadas a uma altitude mais elevada originam vinhos mais frescos e com uma acidez mais elevada. São, portanto, vinhos que para serem devidamente apreciados e se expressarem ao mais alto nível necessitam de comida. 

Quanto aos vinhos, a escolha foi realizada tendo em conta a hibridez do conceito de altitude enunciado anteriormente. Assim, num primeiro momento, foram escolhidas as regiões que se apresentavam a maior altitude e dentro destas as sub-regiões de cota mais alta. A seleção recaiu sobre: Douro, Beira Interior, Dão e Alentejo. Num segundo momento, escolheram-se apenas os vinhos brancos devido ao aumento notório da qualidade que têm vindo a registar nos últimos anos. Como, infelizmente, não foi possível reunir nenhuma referência do Alentejo e da Beira Interior em tempo útil, a seleção final agrupava onze referências da região do Douro e do Dão. E que grandes vinhos eram! 

O Restaurante Toca da Raposa preparou um jantar com sete pratos regionais aos quais foram emparelhados os vinhos de acordo com as suas caraterísticas e servidos de forma a não se conhecer a identidade dos mesmos, ou seja, em prova cega. O desfecho foi excelente. Como já era esperado, os vinhos em prova combinaram muito bem com a comida. A grande frescura, acidez, estrutura e persistência apresentada pela quase totalidade dos vinhos casou muito bem com a comida apresentada. Um grande jantar!


Quanto aos resultados da prova cega podem ser consultados em baixo:

1. Quinta do Ribeiro Santo Vinha da Neve 2013 - Dão
2. D. Graça Viosinho 2015 - Douro
3. D. Graça Garrafeira 2011 - Douro
4. Cedro do Noval 2015 - Douro
5. Xisto Cru 2014 - Douro
6. Casa da Passarela Fugitivo Garrafeira 2013 - Dão
7. Mapa Vinha dos Pais 2013 Douro
8. Quinta do Crasto 2014 Douro
9. Muxagat Xistos Altos 2014 Douro
10. Quinta dos Roques Encruzado 2014 - Dão
11. Quinta da Pellada Primus 2014 – Dão

Destaques:

Depois de contabilizadas todas as notas da folha de prova, os três vinhos mais pontuados foram o Quinta do Ribeiro Santo Vinha da Neve 2013, o D. Graça Viosinho 2015 e o D. Graça Garrafeira 2011.

O Quinta do Ribeiro Santo Vinha da Neve 2013 apresentou-se em grande forma, cheio de mineralidade, fruta de excelente qualidade, citrino, tostados, cheio de acidez e um final muito longo. Um vinho cheio de carácter expressando bem o porquê da casta Encruado se apresentar como uma das mais famosas do nosso país.

O produtor Vinilourenço conseguiu colocar dois dos seus vinhos nos restantes lugares do pódio. O Vinho D. Graça Viosinho 2015, proveniente de uma vinha plantada a cerca de 600 metros da altitude, ficou em segundo lugar. O vinho apresenta aromas com notas de fruta muito delicada, frescura, um toque fumado e muita elegância. Na boca, impressiona pela excelente acidez e textura amanteigada, que lhe conferem grande aptidão gastronómica.

No último lugar do pódio ficou o D. Graça Garrafeira 2011. Um vinho com vários anos de envelhecimento mas ainda cheio de frescura, acidez, manteiga, boa estrutura e uma acidez cortante. A casta Viosinho a mostrar que é capaz de envelhecer muito bem.

Paulo Pimenta (Wine & Stuff)